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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Manuel Ribeiro

Nilo Peçanha
Sampaio Correia
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Maricá (1913? -1943)
E. F. Central do Brasil (1943-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1962)
NILO PEÇANHA (antiga TINGUI)
Município de Maricá, RJ
E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio - km 66,331 (1960)   RJ-4214
Altitude: 4 m   Inauguração: 01.05.1913
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Maricá teve o seu primeiro trecho aberto em 1888, ligando as estações de Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889 chegou a Itapeba e somente em 1894 a Maricá. Em 1901, chegava a Manuel Ribeiro. Nilo Peçanha, como Presidente da Província do Rio e também da República, conseguiu a união da linha com a Leopoldina na estação de Neves, construída para esse entroncamento, e do outro lado prolongou a linha até Iguaba Grande. Em 1912, entretanto, o capital dos empresários da região acabou e a linha foi vendida à empresa francesa Com. Generale aux Chemins de Fer. Em 1933, o Governo Federal encampou a ferrovia e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio, onde se embarcava sal das salinas das praias. Em 1943, a E. F. Marica foi passada para a Central do Brasil. Em fins dos anos 1950, passou para a Leopoldina. Os trens passaram a sair da estação de General Dutra, em Niterói, entrando no ramal em Neves. Em janeiro de 1962, parou o trecho Maricá-Cabo Frio. Em 1964, parou o trecho Virajaba-Maricá. Em 1965, somente seguiam trens de subúrbio ligando Niterói a Virajaba, com o resto do ramal já desativado. A ferrovia foi finalmente erradicada em 31/01/1966.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Nilo Peçanha foi inaugurada em 1913
"A E.F. Maricá atravessa uma região de terras excelentes, que teve outrora grande importância econômica para a Província do Rio de Janeiro. Somente assim se justificava um pedido de concessão para uma ferrovia em 1885. Com a abolição, as fazendas tão prósperas da zona se transformaram nas ruínas de hoje: seus habitantes não migraram e, dominados pelo desânimo, abandonaram a lavoura e a pecuária, dedicando-se à pouco rendosa indústria da cerâmica e a algumas pequenas lavouras e pomares. Disso resultou o abandono dos canais e obras de defesa contra as inundações, permitindo a formação de pântanos que deixaram a região inabitável. Se o Governo Federal saneá-la, será possível seu completo ressurgimento.A simples limpeza marginal sem a abertura das respectivas barras não produzirá, no entanto, efeitos, pelo contrário, cortará a ligação com os pequenos pântanos, formando focos de malária - como está se verificando. É imprescindível que se reveja isso, para evitar que, como nas zonas não saneadas de Manoel Ribeiro a Bacaxá, a estrada continue com dificuldades em manter seus empregados. A estação de Nilo Peçanha corre o risco de ser fechada por esse motivo" (resumido do relatório oficial da E. F. Maricá em 1936).
com o nome de Tingui. Em 1917 o nome já era Nilo Peçanha (Guia Levi, 1917). A estação foi fechada em 1962 com aquele trecho da linha. "O local da estação Nilo Peçanha ficava próximo ao encontro das estradas de Ponta Negra e da RJ-118 (que liga Ponta Negra a Jaconé, em Saquarema). Da última estação em solo maricaense nada mais resta além de uma caixa d'água às

ACIMA: Inauguração da estação de Tinguy em 1o de maio de 1913. Teria sido esta a estação de Nilo Peçanha, renomeada logo depois? A estação é igual a diversas outras inauguradas ou reconstruídas nessa época (O Malho, 10/5/1913).
margens da RJ-118
"
(Cleiton Pieruccini, 04/2004).
(Fontes: Cleiton Pieruccini; Jorge A. Ferreira; Henrique Alberto; O Malho, 1913; Compêndios da História de Maricá; E. F. Maricá: Relatório anual, 1936; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Caixa d'água da estação de Nilo Peçanha. Autor desconhecido.
     
Atualização: 18.08.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.