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E.
F. Maricá (n/d-1943)
E. F. Central do Brasil (1943-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1964) |
RAUL
VEIGA
Município
de São Gonçalo, RJ |
| E. F. Maricá/Ramal
de Cabo Frio - km 11,157 (1960) |
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RJ-2226 |
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Inauguração: n/d |
| Uso atual: moradia |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A E. F. Maricá teve o seu primeiro trecho aberto
em 1888, ligando as estações de Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889 chegou
a Itapeba e somente em 1894 a Maricá. Em 1901, chegava a Manuel
Ribeiro. Nilo Peçanha, como Presidente da Província do Rio e também
da República, conseguiu a união da linha com a Leopoldina na estação
de Neves, construída para esse entroncamento, e do outro lado prolongou
a linha até Iguaba Grande. Em 1912, entretanto, o capital dos empresários
da região acabou e a linha foi vendida à empresa francesa Com. Generale
aux Chemins de Fer. Em 1933, o Governo Federal encampou a ferrovia
e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio, onde se embarcava sal das salinas
das praias. Em 1943, a E. F. Marica foi passada para a Central do
Brasil. Em fins dos anos 1950, passou para a Leopoldina. Os trens
passaram a sair da estação de General Dutra, em Niterói, entrando
no ramal em Neves. Em janeiro de 1962, parou o trecho Maricá-Cabo
Frio. Em 1964, parou o trecho Virajaba-Maricá. Em 1965, somente
seguiam trens de subúrbio ligando Niterói a Virajaba,
com o resto do ramal já desativado. A ferrovia foi finalmente
erradicada em 31/01/1966. |
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| A ESTAÇÃO:
A estação de Raul Veiga, do Ramal de Cabo Frio, situada
em São Gonçalo, no bairro de mesmo nome, vizinho a Alcântara,
existe ainda o prédio original, na entrada de uma favela, e o prédio
favelizado e descaracterizado, porém ostentando claramente o nome
da estação em sua fachada. A favela ocupa o antigo leito da Linha
do Litoral, que foi erradicada e seus trilhos retirados. O local
onde passavam os trilhos possui um órgão da Secretaria de Obras da
Prefeitura de São Gonçalo. Em São Gonçalo, existe uma
grande avenida chamada Maricá, que percorre um trecho de cerca
de 3 km do antigo leito, com respeito à antiga faixa ferroviária,
que ainda é terreno federal. Depois da favela em Raul Veiga,
há outros trechos de quilômetros sem ocupação do leito, onde há ruas
em leito natural até chegar na Estrada Santa Izabel. Essa linha tinha
diversas paradas ao longo de São Gonçalo, uma delas é o nome
de uma localidade, Parada São Jorge, no bairro Sacramento
(Informação de Sergio Telles, em 07/2005). Em
1988, morava ali o paraibano Antonio Francisco Arruda, no prédio
da estação, transformado numa habitação
de cinco quartos e uma sala e pintado de azul e amarelo. Onde se esperava
o trem, existia uma criação de rolinhas, sabiás
e rolinhas do morador. Em 2008, a antiga estação continua
lá, do mesmo jeito como descrito 20 anos antes, porém,
espremida entre inúmeras casas... increditável no que
se transformou o pátio ferroviário fechado em 1964.
Basta comparar as fotos abaixo, tiradas com diferença de 88
anos. |
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A estação de Raul Veiga, ainda ativa, em 1920.
Foto cedida por Wanderley Duck |

A estação, espremida entre inúmeras casas,
em 2008. Foto Cleiton L. L. Pieruccini |

A estação, espremida entre inúmeras casas,
em 2008. Foto Cleiton L. L. Pieruccini |
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| Atualização:
23.09.2009
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