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E.
F. do Cantagalo (1873-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1967) |
TEODORO
DE OLIVEIRA
Município
de Nova Friburgo, RJ |
| Linha do
Cantagalo - km 134,654 (1960) |
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RJ-1892 |
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Inauguração: 18.12.1873 |
| Uso atual: demolida |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já
demolido) |
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| HISTORICO
DA LINHA: O que se convencionou chamar de Linha
do Cantagalo pela E. F. Leopoldina correspondia a apenas parte da
E. F. Cantagalo, ferrovia original da região. Entre 1860 e 1873, a
linha foi construída e aberta entre Porto das Caixas e Macuco, além
da cidade de Friburgo. Essa linha originalmente tinha a bitola de
1,676m, depois reduzida para 1,109m e finalmente para métrica. O prolongamento
desde a estação de Cordeiro, nesse trecho, até Portela, Às margens
do rio Paraíba do Sul, somente foi aberto por pequenos trechos, entre
1876 e 1890, e esse trecho no início era chamado de Ramal Férreo do
Cantagalo. Em 1890 a Leopoldina já era dona de todo o trecho, e passou
a utilizar o termo Linha do Cantagalo. Esta linha foi fechada por
partes: entre Cachoeira de Macacu e Portela a supressão ocorreu em
1967, enquanto que o trecho inicial foi suprimido em 1973. Os
trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo-Portela
e em
15 de julho de 1964
no trecho Cachoeira de Macacu-Cantagalo. Em
1969, o trecho inicial do ramal também teve os trens cancelados. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Teodoro de Oliveira foi inaugurada
em 1860 pela E. F. do Cantagalo. "No alto da serra, na estação
Teodoro de Oliveira, transpunha-se o divisor de águas a mais de mil
metros de altura, a locomotiva de cremalheira era substituída pelas
convencionais e começava a descida para o vale do Bengala, rio que
corta a cidade de Friburgo. O traçado tortuoso e atrevido da estrada,
os córregos encachoeirados, os pássaros empoleirados nos fios do telégrafo,
a profundeza dos vales vencidos nos empolgavam e provocavam exclamações
de meu pai: 'Como é bonita, Luís, esta estrada." (Luiz Serafim
Derenzi, descrevendo a vila nos anos 1920; reproduzido de http://gazetaonline.globo.com/estacaocapixaba)
"A operação na serra poderia ser simplificada, ao menos quanto
à escala de pessoal e de locomotivas 0-6-0. Por exemplo, o trem de
passageiros da tarde, que partia de Niterói para Friburgo, chegava
a Teodoro de Oliveira. Os guarda-freios desciam na 0-6-0 em escoteira
até Cachoeiras do Macacu, para pernoite, a 21 km! De manhãzinha, subiam
de novo a serra, para apanharem o trem em Teodoro de Oliveira para
descê-la novamente" (Délio Araújo, 1988).
Os trens de passageiros nesse trecho foram desativados em algum dia
entre julho de 1963 e outubro de 1965. O pátio e tudo o mais de Teodoro
de Oliveira foi arrasado para dar lugar a uma retificação da rodovia
Friburgo-Cachoeiras do Macacu-Rio de Janeiro, também
segundo Délio Araújo. "A parte final
do pátio (sentido Cachoeiras) era cortado pelo viaduto da rodovia
Niterói-Friburgo. Quando o antigo trecho da rodovia na serra foi

ACIMA: A foto mostra o local exato onde se encontrava
o pátio de Teodoro de Oliveira e a edificação que aparece nela nada
tem a ver com a ferrovia, trata-se de um posto da Polícia Rodoviária
(Foto Cleiton Pieruccini, abril de 2009).
condenado devido a enormes deslizamentos de terra, aproveitou-se
o antigo leito da ferrovia para construir a retifição. O pátio inativo
e já sem trilhos e o viaduto sobreviveram até cerca de 1971, quando
foram demolidos. A retificação foi inaugurada por volta de 1972"
(Cleiton Pieruccini, 04/2009).
(Fontes: Cleiton Pieruccini, 2009; Délio Araújo,
1988; Luiz Serafim Derenzi: Caminhos Percorridos; http://gazetaonline.globo.com;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R.
M. Giesbrecht) |
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| Atualização:
19.04.2010
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