Linhas da Leopoldina nesta página (1961)

 

Estado do Rio de Janeiro

E. F. Leopoldina - Linha do Norte
E. F. Leopoldina - Ramal de Guia de Pacobaíba
(E. F. Mauá)
E. F. Leopoldina - Ramal de S. J. do Rio Preto
E. F. Leopoldina - Linha Saracuruna-Visconde de Itaboraí
E. F. Leopoldina - Linha do Cantagalo
E. F. Leopoldina - Ramal de Macuco
E. F. Teresópolis (Ramal de Teresópolis)


HISTÓRICO DAS LINHAS:

LINHA
DO NORTE: A linha que unia o centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de Raiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina. Finalmente, o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926 a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em meados dos anos 1960. Segue operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim.

RAMAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO:

RAMAL DE GUIA DE PACOBAÍBA (E. F. MAUÁ): Em 1854, Irineu Evangelista de Souza inaugurou a primeira ferrovia do Brasil, com bitola de 1,676 m, ligando o porto de Mauá, no "fundo" da baía de Guanabara, a Fragoso, estação situada a cerca de 14 km, e ali rodou a Baroneza, a primeira locomotiva a percorrer uma linha no Brasil. A E. F. Mauá foi estendida em 1856 até Raiz da Serra e dali pretendia subir a serra de Petrópolis para alcançar essa cidade, fato que ocorreu apenas 30 anos mais tarde, mas por outra empresa, a E. F. Príncipe do Grão Pará, que acabou por comprar a E. F. Mauá em 1988 e reduzir sua bitola para métrica para acabar com a baldeação em Raiz da Serra. Em 1890, tudo passou a ser propriedade da E. F. Leopoldina. A partir do momento em que esta chegou a Piabetá com sua linha vinda da estação de Barão de Mauá, no Rio, o trecho entre Piabetá e Mauá passou a ser apenas um ramal. Em meados dos anos 60, o tráfego entre essas duas estações foi suprimido e a ferrovia desde então está abandonada.

LINHA DO CANTAGALO: O que se convencionou chamar de Linha do Cantagalo pela E. F. Leopoldina correspondia a apenas parte da E. F. Cantagalo, ferrovia original da região. Entre 1860 e 1873, a linha foi construída e aberta entre Porto das Caixas e Macuco, além da cidade de Friburgo. Essa linha originalmente tinha a bitola de 1,676m, depois reduzida para 1,109m e finalmente para métrica. O prolongamento desde a estação de Cordeiro, nesse trecho, até Portela, às margens do rio Paraíba do Sul, somente foi aberto por pequenos trechos, entre 1876 e 1890, e esse trecho no início era chamado de Ramal Férreo do Cantagalo. Em 1890 a Leopoldina já era dona de todo o trecho, e passou a utilizar o termo Linha do Cantagalo. Esta linha foi fechada por partes: entre Cachoeira de Macacu e Portela a supressão ocorreu em 1967, enquanto que o trecho inicial foi suprimido em 1973.

RAMAL DE MACUCO: O trecho Cordeiro-Macuco teve sua autorização dada ao mesmo tempo que a ligação Cachoeira de Macacu a Nova Friburgo, em 1868. A linha foi entregue em 1873 até Nova Friburgo, não ficando clara quando foi inaugurado o tráfego no trecho Nova Friburgo-Macuco. Com a construção da linha entre Cordeiro e Portela entre 1876 e 1890, o final do trecho do Cantagalo, Cordeiro-Macuco, passou a ser apenas um curto ramal. Este foi desativado em 24/03/1965, um trecho em que o trem, em 1962, percorria em 50 minutos.

LINHA SARACURUNA-VISCONDE DE ITABORAÍ: A linha ligando Rosário (atual Saracuruna) a Visconde de Itaboraí, projetada desde 1890 pela Leopoldina, sómente foi entregue em 1926 devido a inúmeros entraves burocráticos que foram aparecendo pelo caminho durante esses 36 anos. Na prática, foi essa linha que ligou as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, contornando a Baía de Guanabara, passando por Magé e dando acesso também do Rio de Janeiro a Teresópolis e a linha do Litoral da Leopoldina. A linha cruzava a antiga ferrovia E. F. Mauá na estação de Entroncamento, hoje Bongaba. A linha Saracuruna-Porto das Caixas está ativa até hoje, por ela passando trtens da Flumitrens/Central que ligam Saracuruna a Guapimirim, entrando pelo antigo ramal de Teresópolis. No trecho Magé-Visconde de Itaboraí somente existe tráfego cargueiro ligando o Rio a Campos e Vitória.

E. F. TERESÓPOLIS (RAMAL DE TERESÓPOLIS): A ferrovia ligando Magé a Teresópolis foi aberta em 1908, partindo do Porto da Piedade, nos fundos da Baía da Guanabara, chegando a Alto Teresópolis. Mais tarde a linha foi prolongada até a várzea de Teresópolis. Antes de 1940, porém, o trecho entre Porto da Piedade e Magé foi suprimido, e os trens para Teresópolis, operados pela Central do Brasil, passaram a sair da estação de Barão de Mauá e seguindo pela linha da Leopoldina até Magé, daí entravam pela linha original. Em 1956, o trecho Guapimirim-Teresópolis foi suprimido; no trecho Magé-Guapimirim até hoje (2003) passam trens de subúrbio operados atualmente pela Flumitrens/Central.

LINHA DO NORTE
Praia Formosa    
Barão de Mauá    
Triagem    
Manguinhos    
Bonsucesso    
Ramos    
Olaria    
Penha    
Penha Circular    
Bras de Pina    
Cordovil    
Parada de Lucas    
Vigário Geral    
Duque de Caxias    
Corte 8 (2013)    
Gramacho    
São Bento    
Campos Elisios    
Jardim Primavera    
Saracuruna (saída da linha para para Porto das Caixas e Linha do Cantagalo) LINHAS SARACURUNA-VISCONDE DE ITABORAÍ E DO CANTAGALO (saindo de Saracuruna)  
Meia-Noite
Bongaba
Mauá
Santa Dalila
Suruí
Santa Guilhermina
Parada EMAQ
Iririm
Magé (cruzamento com o
ramal de Teresópolis
)
RAMAL DE TERESÓPOLIS (saindo de Piedade)
Magé
Nova Marília
Maringá
Jororó
Citrolândia
Ideal
Capim
Parada Modelo
Bananal
Guapimirim
entre Guapimirim e Soberbo, o trem para Teresópolis segue sua viagem sob o Dedo de Deus. Foto de cartão-postal, sem data
Barreira
Miudinho
Soberbo
Alto Teresópolis
Fazendinha
José Augusto Vieira
Visconde de Itaboraí (entroncamento com a linha do Litoral)
Porto das Caixas (entroncamento com a linha do Litoral)
Escurial
Sambaitiba
Papucaia
Japuíba
Cachoeiras de Macacu
Valério
Boca do Mato
Agente Maia
Pindorama
Pena
Registro
Teodoro de Oliveira
Muri
Nova Friburgo
Nova Friburgo-carga
Conselheiro Paulino
(saída para o ramal do Sumidouro)
Riograndina
Banquete
Bom Jardim
Parada Fluminense
Holofote
Monnerat
Cordeiro >> >> RAMAL DE MACUCO
Macuco
Cantagalo
Gavião
Euclidelandia
Boa Sorte
Laranjais
Coronel Teixeira
Itaocara
Portela
Morabi    
Imbarié    
Manoel Belo    
Angélica    
Piabetá >> RAMAL DE GUIA DE PACOBAÍBA (saindo de Piabetá)  
Cassebu
Calafate
Caiubá
Guia de Pacobaíba (antiga Mauá)
Fragoso    

Vila Inhomerim

   
Meio da Serra    
Alto da Serra    
Petrópolis    
Cascatinha    
Correas    
Nogueira    
Bonsucesso    
Itaipava    
Doutor Nilo    
Pedro do Rio    
Areal >> RAMAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
(saída de Areal)
 
Salomão
Tristão da Câmara
Águas Claras
São José do Rio Preto
Alberto Torres
Ponte próxima à estação de Alberto Torres por onde passava a linha
 
Hermogênio Silva    
Moura Brasil    
Triângulo    
Três Rios (entroncamento com a linha Três Rios-Caratinga)    
   
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.