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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
...
(2002)
Mario Carvalho
Antonio Dias
Desembarg. Drummond
...
ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
...
 
E. F. Vitória a Minas (1927?-2010)
ANTONIO DIAS
Município de Antonio Dias, MG
EFVM - km   MG-3139
    Inauguração: 1927?
Uso atual: estação de passageiros   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Vitoria a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresãrios ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério da região de Itabira. O seu objetivo pasava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era). Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte, depois de passar por Itabira, região do minério de ferro. É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Antonio Dias já existia em 1927, de acordo com o Guia Telegráfico desse ano. No Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil de 1960, entretanto, a data de abertura consta como tendo sido em 23/10/1947. Teria sido esta a

acima: A foto é citada como tendo sido tirada em 1927 e o trem é o inaugural da EFVM nessa estação. Seria a data de inauguração da estação 1927? (Autor desconhecido).
abertura de uma estação nova em uma das inúmeras retificações de linha da EFVM nessa época? Pode ser. De qualquer forma, hoje é um prédio muito simples e diferente do original. Continua ativa até hoje. Diovanni Resende mostra em 2007 uma foto diferente da parada da de 2004 fotografada por Adriano Martins. Qual será a correta? "Foi uma companhia que fez um contrato com o governo
Ney Strauch escreveu em 1958 sobre a área da estação: (...) De maneira geral, as cidades, sedes de municípios, estão situadas tão situadas para fora do vale como um atestado vivo da pouca importância que tinha o rio até bem pouco tempo. Os escassos aglomerados de casas são representados em geral por estações da estrada de ferro e alguns já se tornaram sede de distrito. Tanto Antonio Dias quanto Coronel Fabriciano são pequenos agrupamentos urbanos com comércio muito reduzido, lutando com a concorrência dos armazéns que abastecem a população carvoeira. O principal centro urbano é, sem dúvida, a cidade siderúrgica da ACESITA, onde um planejamento prédio tornou possível a construção de uma cidade moderna em plena mata. Mais do que qualquer outra parte do vale, a área depende inteiramente da E. F. Vitória-Minas, única via da transporte".
brasileiro de ligar Vitória a Diamantina, mas quando descobriram aquele Cauê em Itabira, uma companhia inglesa requereu aquilo e o governo da época, que eu não sei qual era porque nem tinha nascido, deu a concessão e que tomou o nome de Itabira Iron. Saíram de Vitória, foi tudo bem até o Naque. Depois eles teriam que subir o Rio Santo Antônio na parte de cá, que significa margem esquerda (porque a gente tem que dar as costas para o nascente do rio, para poder pegar a margem esquerda), e eles, ao contrário, já combinados com a companhia inglesa,
atravessaram o rio para poderem ir ao Cauê. Era ilegal, eles não podiam fazer aquilo. Mas outros governos atrás já aceitaram aquilo sem discussão, sem parlamento. Arthur Bernardes foi chegando e cassando os direitos deles. A estrada de ferro ia a Antônio Dias, um lugar vagabundo daqueles, não vale nada, lá era o ponto final da estrada de ferro" (EÍDIO CIPRIANO, comerciante, na ativa, 74 anos - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0102-46982008000100014)
(Fontes: Adriano Martins; Diovanni Resende; Guia Telegráfico, 1927; Ney Strauch: Zona Metalúrgica de Minas Gerais e Vale do Rio Doce, CNG, 1958; http://www.scielo.br; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação em 2004. Foto Adriano Martins

A estação antiga, demolida, em 2007. Foto Diovanni Resende

A estação (parada) nova em 2007. Notar que não é a mesma da foto de 2004. Pode haver engano. Foto Diovanni Resende
     
     
Atualização: 14.12.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.