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| E. F. Vitória
a Minas (1927?-2013) |
ANTONIO
DIAS
Município de Antonio Dias, MG |
| EFVM - km 502 (1960) |
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MG-3139 |
| Altitude: 377 m |
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Inauguração: 1927 |
| Uso atual: estação de passageiros |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1947 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Vitoria
a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de
Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas
da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção
de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando
no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresãrios
ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério
da região de Itabira. O seu objetivo pasava a ser agora atingir
Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de
Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era).
Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou
e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada,
afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada
Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até
hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado
na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente
se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal
de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a
linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte,
depois de passar por Itabira, região do minério de ferro.
É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas
ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Antonio Dias já existia em 1927, de acordo com o
Guia Telegráfico desse ano. No Guia Geral de Estradas
de Ferro do Brasil de 1960, entretanto, a data de abertura consta
como tendo sido em 23/10/1947. Teria sido esta a abertura de uma estação
nova em uma das inúmeras retificações de linha
da EFVM nessa época? Deve ser, pois a estação
"atravessou o rio" nesse ano. Está hoje na margem
direita do rio Doce. De qualquer forma, hoje é um prédio
muito simples e diferente do original. Continua ativa até hoje.
Diovanni Resende mostra em 2007 uma foto diferente da parada
da de 2004 fotografada por Adriano Martins. Qual será
a correta? "Foi uma companhia que fez um contrato com o governo
brasileiro de ligar Vitória
a Diamantina, mas quando descobriram aquele Cauê em Itabira, uma companhia
inglesa requereu aquilo e o governo da época, que eu não sei qual
era porque nem tinha nascido, deu a concessão e que tomou o nome de
Itabira Iron. Saíram de Vitória, foi tudo bem até o Naque. Depois
eles teriam que subir o Rio Santo Antônio na parte de cá, que significa
margem esquerda (porque a gente tem que dar as costas para o nascente
do rio, para poder pegar a margem esquerda), e eles, ao contrário,
já combinados com a companhia inglesa, atravessaram
o rio para poderem ir ao Cauê. Era ilegal, eles não podiam fazer aquilo.
Mas outros governos atrás já aceitaram aquilo sem discussão, sem parlamento.
Arthur Bernardes foi chegando e cassando os direitos deles. A estrada
de ferro ia a Antônio Dias, um lugar vagabundo daqueles, não vale
nada, lá era o ponto final da estrada de ferro" (Eídio
Cipriano, comerciante, na ativa, 74 anos - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S0102-46982008000100014). Sobre a estação
antiga, a que ficava na margem esquerda, a de 1927, Jean Viana
Bahia afirma que, em 11/9/2013, ainda existe o prédio da antiga
estação, mas ocupado por um supermercado, que continuamente vem desfigurando
os traços históricos do edifício. E ele mandou também um esquema
para mostrar a posição da antiga e da nova estação,
uma de cada lado do rio Doce - fotos abaixo.
"Nas fotos há dúvidas sobre a parada fotografada
em 2007 e a foto de 2004. Realmente há diferenças, a de 2004 é antiga,
da época em que a CVRD possuía um acampamento com dezenas de casas,
quadra poli esportiva e ate boate um pouco mais a frente dela, então
o foco principal era atender aos próprios funcionários e esta se encontrava
mais perto do acampamento, porem distante para aqueles que moravam
na cidade. Alguns anos apos a privatização a CVRD desativou o acampamento,
vindo a demolir todo o local, ficando apenas a estação. Como esta
se encontrava distante e com a chegada de período eleitoral, o então
prefeito da cidade, por volta de 2004 (não lembro exatamente o ano),
em contato com a agora Vale S. A. negociou a mudança, vindo a fazer
a parada nova, cerca de 800 metros mais próxima que a estação antiga,
construindo apenas um simples ponto com alguns banco e uma pequena
cobertura. A antiga que era grande e bem coberta com uma área de bancos
de concreto maior foi então demolida" (Wéner Assis, 2014).

ACIMA: A foto é citada como tendo sido tirada
em 1927 e o trem é o inaugural da EFVM nessa estação.
Seria a data de inauguração da estação
1927? (Autor desconhecido).
| "(...) De
maneira geral, as cidades, sedes de municípios, estão
situadas tão situadas para fora do vale como um atestado
vivo da pouca importância que tinha o rio até bem
pouco tempo. Os escassos aglomerados de casas são representados
em geral por estações da estrada de ferro e alguns
já se tornaram sede de distrito. Tanto Antonio Dias quanto
Coronel Fabriciano são pequenos agrupamentos urbanos
com comércio muito reduzido, lutando com a concorrência
dos armazéns que abastecem a população
carvoeira. O principal centro urbano é, sem dúvida,
a cidade siderúrgica da ACESITA, onde um planejamento
prédio tornou possível a construção
de uma cidade moderna em plena mata. Mais do que qualquer outra
parte do vale, a área depende inteiramente da E. F. Vitória-Minas,
única via da transporte". |
AO LADO:
Ney Strauch escreveu em 1958 sobre a área da estação
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ACIMA:
A estação velha do lado "de cima" do rio e
transformada em supermercado - não há mais linha ali.
A nova, "abaixo" e na linha atual (Google Maps - esquema
Jean Viana Bahia, 2013). ABAIXO:Explicação de Wener
Dias - mapa em 2007).
(Fontes: Jean Viana Bahia; Wener Dias; Adriano
Martins; Eídio Cipriano; Diovanni Resende; Guia Telegráfico,
1927; Ney Strauch: Zona Metalúrgica de Minas Gerais e Vale
do Rio Doce, CNG, 1958; http://www.scielo.br; Guia Geral de Estradas
de Ferro do Brasil, 1960) |
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A estação em 2004. Foto Adriano Martins |

A estação antiga, demolida, em 2007. Foto Diovanni
Resende |
A estação (parada) nova em 2007. Notar que não
é a mesma da foto de 2004. Pode haver engano. Foto Diovanni
Resende |
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| Atualização:
27.08.2016
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