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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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(1940)
Sá Carvalho
Antonio Dias
Engenheiro Gilman
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(1976)
Ana Matos
Antonio Dias
Engenheiro Gilman
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(2002)
Mario Carvalho
Antonio Dias
Desembarg. Drummond
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
...
 
E. F. Vitória a Minas (1927?-2013)
ANTONIO DIAS
Município de Antonio Dias, MG
EFVM - km 502 (1960)   MG-3139
Altitude: 377 m   Inauguração: 1927
Uso atual: estação de passageiros   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1947
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Vitoria a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresãrios ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério da região de Itabira. O seu objetivo pasava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era). Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte, depois de passar por Itabira, região do minério de ferro. É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Antonio Dias já existia em 1927, de acordo com o Guia Telegráfico desse ano. No Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil de 1960, entretanto, a data de abertura consta como tendo sido em 23/10/1947. Teria sido esta a abertura de uma estação nova em uma das inúmeras retificações de linha da EFVM nessa época? Deve ser, pois a estação "atravessou o rio" nesse ano. Está hoje na margem direita do rio Doce. De qualquer forma, hoje é um prédio muito simples e diferente do original. Continua ativa até hoje. Diovanni Resende mostra em 2007 uma foto diferente da parada da de 2004 fotografada por Adriano Martins. Qual será a correta? "Foi uma companhia que fez um contrato com o governo brasileiro de ligar Vitória a Diamantina, mas quando descobriram aquele Cauê em Itabira, uma companhia inglesa requereu aquilo e o governo da época, que eu não sei qual era porque nem tinha nascido, deu a concessão e que tomou o nome de Itabira Iron. Saíram de Vitória, foi tudo bem até o Naque. Depois eles teriam que subir o Rio Santo Antônio na parte de cá, que significa margem esquerda (porque a gente tem que dar as costas para o nascente do rio, para poder pegar a margem esquerda), e eles, ao contrário, já combinados com a companhia inglesa, atravessaram o rio para poderem ir ao Cauê. Era ilegal, eles não podiam fazer aquilo. Mas outros governos atrás já aceitaram aquilo sem discussão, sem parlamento. Arthur Bernardes foi chegando e cassando os direitos deles. A estrada de ferro ia a Antônio Dias, um lugar vagabundo daqueles, não vale nada, lá era o ponto final da estrada de ferro" (Eídio Cipriano, comerciante, na ativa, 74 anos - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0102-46982008000100014). Sobre a estação antiga, a que ficava na margem esquerda, a de 1927, Jean Viana Bahia afirma que, em 11/9/2013, ainda existe o prédio da antiga estação, mas ocupado por um supermercado, que continuamente vem desfigurando os traços históricos do edifício. E ele mandou também um esquema para mostrar a posição da antiga e da nova estação, uma de cada lado do rio Doce - fotos abaixo.

"Nas fotos há dúvidas sobre a parada fotografada em 2007 e a foto de 2004. Realmente há diferenças, a de 2004 é antiga, da época em que a CVRD possuía um acampamento com dezenas de casas, quadra poli esportiva e ate boate um pouco mais a frente dela, então o foco principal era atender aos próprios funcionários e esta se encontrava mais perto do acampamento, porem distante para aqueles que moravam na cidade. Alguns anos apos a privatização a CVRD desativou o acampamento, vindo a demolir todo o local, ficando apenas a estação. Como esta se encontrava distante e com a chegada de período eleitoral, o então prefeito da cidade, por volta de 2004 (não lembro exatamente o ano), em contato com a agora Vale S. A. negociou a mudança, vindo a fazer a parada nova, cerca de 800 metros mais próxima que a estação antiga, construindo apenas um simples ponto com alguns banco e uma pequena cobertura. A antiga que era grande e bem coberta com uma área de bancos de concreto maior foi então demolida" (Wéner Assis, 2014).

ACIMA: A foto é citada como tendo sido tirada em 1927 e o trem é o inaugural da EFVM nessa estação. Seria a data de inauguração da estação 1927? (Autor desconhecido).
"(...) De maneira geral, as cidades, sedes de municípios, estão situadas tão situadas para fora do vale como um atestado vivo da pouca importância que tinha o rio até bem pouco tempo. Os escassos aglomerados de casas são representados em geral por estações da estrada de ferro e alguns já se tornaram sede de distrito. Tanto Antonio Dias quanto Coronel Fabriciano são pequenos agrupamentos urbanos com comércio muito reduzido, lutando com a concorrência dos armazéns que abastecem a população carvoeira. O principal centro urbano é, sem dúvida, a cidade siderúrgica da ACESITA, onde um planejamento prédio tornou possível a construção de uma cidade moderna em plena mata. Mais do que qualquer outra parte do vale, a área depende inteiramente da E. F. Vitória-Minas, única via da transporte".
AO LADO: Ney Strauch escreveu em 1958 sobre a área da estação
ACIMA: A estação velha do lado "de cima" do rio e transformada em supermercado - não há mais linha ali. A nova, "abaixo" e na linha atual (Google Maps - esquema Jean Viana Bahia, 2013). ABAIXO:Explicação de Wener Dias - mapa em 2007).

(Fontes: Jean Viana Bahia; Wener Dias; Adriano Martins; Eídio Cipriano; Diovanni Resende; Guia Telegráfico, 1927; Ney Strauch: Zona Metalúrgica de Minas Gerais e Vale do Rio Doce, CNG, 1958; http://www.scielo.br; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação em 2004. Foto Adriano Martins

A estação antiga, demolida, em 2007. Foto Diovanni Resende

A estação (parada) nova em 2007. Notar que não é a mesma da foto de 2004. Pode haver engano. Foto Diovanni Resende
     
     
Atualização: 27.08.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.