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VXY Mogiana em MG
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Restinga
Franca
Miramontes
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Linha do Rio Grande-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2007
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1887-1971)
FEPASA (1971-c.1988)
FRANCA
Município de Franca, SP
Linha do Rio Grande - km 416,461 (1938)   SP-0841
  Inauguração: 11.04.1887
Uso atual: departamento de saúde da Prefeitura e terminal rodoviário   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1939
 
HISTORICO DA LINHA: A Linha do Rio Grande foi inaugurada em seu primeiro trecho em 1886, e em dois anos (1888), já chegava a Rifaina, onde cruzava o rio Grande e mudava o nome para Linha do Catalão, que por sua vez chegou a Uberaba já no ano seguinte. Em 1970, as duas linhas foram seccionadas, com a construção da barragem de Jaguara. O trecho a partir de Pedregulho foi extinto, e logo depois, o trecho a partir de Franca também o foi. Em 15/02/1977, os trens de passageiros deixaram de circular, e em 1980, passou o último trem de carga. Em 1988, seus trilhos foram arrancados. Em 1990, foram recolocados os trilhos no trecho entre Pedregulho e Rifaina, constituindo-se a E. F. Vale do Bom Jesus, com fins turísticos.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Franca foi inaugurada em 1887, sendo esta, na época, um dos objetivos mais importantes a ser atingidos pela ferrovia. Depois da chegada da linha a Casa Branca, em 1878, é que a Mogiana passou a avaliar a alternativa de seguir em linha reta para o norte, chegando a essa cidade, mas, graças à expansão muito rápida da nova região de Ribeirão Preto, a companhia decidiu-se por mover a linha para oeste, e somente depois de cruzar o rio Pardo, aí sim, voltar para nordeste para atingir a velha Franca do Imperador. Em Franca cita-se o dia 5 de não o 11 de abril como a inauguração da estação. Pode ter sido uma antecipação dos serviços, que teriam, então, começado 6 dias mais tarde. Em 5 de abril, uma locomotiva a vapor com um carro de passageiros e alguns vagões de lastro inaugurou o prédio e a linha. À sua volta, duas casas apenas, num enorme deserto: a de Antonio Nicácio e a de Simão Caleiro. O bairro da Estação foi-se desenvolvendo a partir daí: a estação era sempre um centro de recepção de personalidades, como relatava o jornal da cidade a visita de meu avô, na época Diretor-Geral do Ensino do Estado. "A recepção de Sud Mennucci dar-se-á ás 11 horas, na estação da Mogyana, com a presença dos elementos representativos de todas as classes sociaes (...) a commissão abaixo assignada convida o povo para comparecer á estação da Mogyana, afim de receber o distincto visitante, prestando-lhe assim a devida homenagem. Franca, 14 de maio de 1932." Sete anos depois, em
Notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 21/4/1909 informava que foi implantado um "trem rápido" da Mogiana entre Franca e Araguari. Ou seja, era um trem que parava em poucas estações e fazia portanto o percurso mais rapidamente. Naquela época, havia apenas uma parada de importância entre as duas cidades: Uberaba. Não se sabe, no entanto, quais seriam as outras paradas nem se elas haveriam, e em quanto tempo era esperado que esse trem fizesse o percurso.
1939, a estação ganhou um prédio novo, mais moderno, estilo "art-noveau". Com o tempo, entretanto, a linha do Rio Grande foi perdendo a sua importância, reduzindo muito seu movimento. Ainda assim, em 01/06/1969, as oficinas da estação receberam boa parte do que estava sediado na estação de Ribeirão Preto-velha, recém-desativada. Em 01/08/70, porém, pouco mais de
um ano depois, o destacamento de tração de Franca foi definitivamente suprimido, com seu pessoal sendo deslocado para outras unidades da ferrovia (*RM-1970). Foi este o golpe de morte. Nesse mesmo ano, a linha do rio Grande tornou-se o ramal de Franca, seguindo somente até Pedregulho, e, poucos anos depois, chegando mesmo somente até Franca. Em 15 de fevereiro de 1977, o último trem de passageiros, aliás, um trem misto, com um carro apenas e cinco vagões cargueiros, partiu de Franca, conduzido pelo maquinista Augusto Ferreira Mendes, ao meio-dia de uma terça-feira, com o chefe do trem Olivio Marques avisando aos passageiros da notícia (*João de Souza Medeiros, 1993). Já os de carga sobreviveram somente até 1980. A estação fechou oficialmente em 1983, quando seu último chefe, José Antônio Bosco, entregou suas chaves. "Quando Bosco deixou a estação para trás, os trens já não passavam por ali havia três anos. Sua função, como último chefe de estação em Franca, era recolher os aluguéis dos prédios locados pela ferrovia e das casas ocupadas pelos ferroviários" (Paulo Godói, 2007). Em 1986, a estação estava em parte alugada a uma firma particular de máquinas agrícolas, e tinha acabado de ser vendida à Prefeitura. O ramal já estava abandonado. Dois anos depois, os trilhos foram retirados. Hoje (2007), tanto a estação quanto a vila ferroviária, do outro lado dos trilhos (hoje uma avenida larga, que dá noção da quantidade de desvios e do tamanho do pátio da estação) estão mal conservados; enquanto até alguns anos atrás a vila ferroviária em frente à estação estava, digamos, incólume, hoje ela foi infestada de prédios estranhos às casas e seus estilos por prédios modernos de lojas e clínicas que distorceram completamente o antigo pátio. A estação, suja e mal-cuidada, é o terminal rodoviário dos ônibus da Cometa, embora algumas das salas estejam ocupadas por outras entidades. Na plataforma, onde passageiros de ônibus esperam em quantidade bem inferior ao que havia no tempo dos trens, a sujeira impera, a pintura das paredes está suja e cobertores de mendigos, com ou sem eles, são comuns jogados no chão. CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE (gentileza Francisco Rezende)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1999-2007; Abimael Simões; César Café Barreto, 2003; Paulo Godói, 2007; João de Souza Medeiros, 1993; Francisco Rezende; Relatórios oficiais da Mogiana; Listagem de estações oficial da Mogiana, 1938; O Diário de Franca, diversas edições, 1976-77; O Estado de S. Paulo, coluna Há Um Século, 21/4/2009; Album da Mogiana, c. 1910; Arquivo Municipal de Franca; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí, SP; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Franca antiga, c. 1910. Álbum da Mogiana

A estação nos anos 10. Autor desconhecido

Interior da estação de Franca em 1978. Acervo Abimael Simões

Plataforma da estação de Franca em 1978. Acervo Abimael Simões

Plataforma da estação de Franca em 1978. Acervo Abimael Simões

Estação de Franca, lado da plataforma, 29/12/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht

Fachada da ex-estação de Franca, em 29/12/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataforma da estação, em 10/2003. Foto Cesar Café Barreto

Fachada da estação, em 10/2003. Foto Cesar Café Barreto

Estação de Franca, fachada em 01/2009. Autor desconhecido
   
     
Atualização: 23.04.2009
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.