|
|
 |
...
Rocha
Gato Preto
...

EFPP-Nilson Rodrigues
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
... |
 |
| |
|
|
| E. F. Perus-Pirapora
(1914-1983) |
GATO
PRETO
Município de Cajamar, SP |
| E. F. Perus Pirapora - km |
|
SP-1966 |
| x |
|
Inauguração: 1914 |
| Uso atual: moradia |
|
com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1914 |
| |
| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Perus-Pirapora
iniciou as operações em 1914 para transportar cal do
bairro do Gato Preto para a estação de Perus, na São
Paulo Railway, com bitola de 60 cm. Ela deveria também transportar
os romeiros para Pirapora do Bom Jesus, mas os trilhos nunca chegaram
até lá. O trecho inicial sofreu várias modificações,
com a construção de dois ramais, um curto, para Entroncamento
e outro, mais longo, para Cajamar, este para o transporte de calcáreo.
Sempre usando trens mistos, o transporte de passageiros funcionou
de 1914 a 1972, quando foi desativado. Em 1951, a ferrovia foi comprada
pela família Abdalla, que a operou até 1974, quando
a União ficou com a estrada. Em 1981, os Abdalla recuperaram
a ferrovia e a fecharam definitivamente em janeiro de 1983. A ferrovia
foi tombada pelo Condephaat em 1984 e está abandonada, junto
com todo o seu material rodante, até hoje, 2010. |
| |
A ESTAÇÃO: A vila, usina
de cal e estação do Gato Preto fica na margem
oeste da via Anhanguera, no seu km 36. Na verdade, Gato
Preto foi o motivo da constituição da E. F. Perus-Pirapora.
A ferrovia começou a operar em 1914 para transportar a cal
produzida ali para a estação de Perus, na SPR.
Ali também funcionavam as oficinas da ferrovia, além
de ser um enorme complexo por causa da usina e da vila que à
sua volta se formou. Apenas 4 anos depois, em 1918, as atas da Câmara
Municipal de Santana de Parnaíba, município ao
qual a vila pertencia então, acusam um pedido para uma escola
e de para a estação, prova de que a sua população
não era pequena: "Solicita autorização para mudar a
localização da escola masculina do bairro do Taboão (nota: atual Jordanésia,
em Cajamar) para outro ponto dentro do mesmo bairro, onde reside o
maior número de alunos que a freqüentam. Este ponto será no estabelecimento
industrial do Gato Preto, propriedade da Companhia Industrial de Estrada
de Ferro Perus a Pirapora que se acha cerca de 2 quilômetros a quem
ao lugar onde se acha presentemente localizada a escola. Dos 24 alunos
apenas 8 não residem no Gato Preto sendo os restantes ali moradores
e onde há cerca de 30 alunos matriculáveis podendo ainda alguns meninos
do vizinho bairro do Juquery-Mirim freqüentar a escola. Não se dando
a transferência solicitada sucederá a diminuição da freqüência da
escola suspensão do funcionamento e necessidade de criação de outra
escola no referido estabelecimento" (Livro de Atas da
Câmara Municipal de Santana de Parnaíba, 2/3/1918).
Em 29/12/1918, outro pedido

ACIMA: No centro da fotografia, ao fundo, a estação
do Gato Preto. Em primeiro plano, parte do pátio ferroviário
e o depósito do forno de cal, hoje abandonado (Foto Koyusha
SL - Kemuri Pro - Acervo Nilson Rodrigues). ABAIXO: O pátio
do Gato Preto, com as oficinas, o forno de cal (ambos à esquerda)
e a estação (no centro) em maio de 2010 (CLIQUE NA FOTO
PARA VER OS DETALHES) (Google Maps, entrada em 23/5/2010).
"solicita a criação de uma escola rural masculina
para o bairro do Coruruquara, distante 10 km da sede e onde há grande
numero de meninos analfabetos conforme a estatística junta".
E mais um pedido, logo depois, em 30/10/1919: "Petição de
Beneduccio Bernine & Cia., exploradores do estabelecimento industrial
de Gato Preto, acompanhado de um abaixo-assinado de diversos pais
de família do lugar solicitando uma escola rural feminina no núcleo.
É grande o número de meninas existentes na circunscrição conforme
estatística que vai apensa, que se acham a 15 km da escola feminina
mais próxima". Nos anos 1940 e 1950, havia mais de um clube
no pequeno bairro. O movimento crescia devido à calcinação
no local. Mais tarde, existiu ali próximo também uma
fábrica de celulose, hoje fechada. A passagem da via Anhanguera,
nos anos 1940, cortou a vila em duas e obrigou à mudança
de algumas operações da usina. A usina perdeu em importância
e acabou fechando, aparentemente nos anos 1970, mas a vila continuou
a existir, embora decadente. Hoje, no que eram as oficinas concentra-se
locomotivas, carros e vagões totalmente abandonados, alguns
irrecuperáveis. O prédio que, segundo relatos, funcionava
como estação e como armazém (segundo Nilson
Rodrigues, as passagens eram vendidas no escritório das
oficinas), está ali, de pé, na entrada da vila, servindo
como moradia; em volta, trilhos, que, quando não estão
cobertos por terra ou pela própria estrada de acesso, aparecem
retorcidos, como num cenário fantasmagórico. Verdadeiro
em 2002, os trilhos foram arrancados no início de 2005. (Para
saber mais sobre o Gato Preto, clique aqui)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht; Nilson Rodrigues; Nelson
Camargo; Rodrigo Cabredo; Câmara Municipal de Santana de Parnaíba:
Livro de Atas, 2/3/1918; Mapas - acervo Nilson Rodrigues) |
| |
|
|

A estação, sem data. Foto cedida por Nilson Rodrigues
Ao lado, croquis do complexo total, por Nilson Rodrigues. |
 |

Acima, a estação de Gato Preto, em 1998. Foto
Ralph M. Giesbrecht.
|
| |
|
|
|
| |
|
|
| Atualização:
29.07.2010
|
|