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Cia.
União Sorocabana e Ytuana (1895-1907)
Sorocabana Railway (1907-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998)
ALL (1998-2004) |
ITAPETININGA
Município
de Itapetininga, SP |
| Ramal de
Itararé - km 197,200 |
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SP-2126 |
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Inauguração: 11.05.1895 |
| Uso atual: estação
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1939
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Itararé começou a ser construído em 1888, partindo
da estação de Boituva, mas somente em 1895 chegou a Itapetininga,
com extensão de 65 km. Somente em 1905 as obras foram retomadas, e
em abril de 1909, a estrada chegou finalmente a Itararé. Sempre crescendo
em importância por causa de sua ligação com o sul, o ramal passou
a sair da estação nova de Santo Antonio - hoje Iperó - em 1928, aproveitando
as obras de retificação e duplicação da linha-tronco, diminuindo o
trecho em 23 km. Em 1951, a linha foi eletrificada até Morro do Alto.
Em 1960, até Itapetininga e não passou daí. Em 1978, o tráfego de
passageiros no ramal foi extinto. Em 1973 foi construído, de Itapeva,
um ramal para Apiaí, e desse, outro para Pinhalzinho, que encontrava
a nova linha que vinha da região de Curitiba. O trecho a partir de
Itapeva acabou desativado depois que o trecho paranaense até Jaguariaíva
foi suprimido, nos anos 90. Entretanto, em 22/12/1997, o trem de passageiros,
voltou a funcionar, desta vez entre Sorocaba e Apiaí. O trem, com
algumas interrupções, funcionou até fevereiro de 2001. O trecho entre
Itapeva e Itararé teve os trilhos arrancados em 2001. Hoje, apenas
as estações de Tatuí, Itapetininga e Buri ainda funcionam para carga
de mercadorias, sob a administração da ALL. |
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A ESTAÇÃO:
Aberta em 1895, a estação de Itapetininga foi
ponta de linha pelos vários anos em que o ramal esteve com a construção
interrompida, e somente em 1907 foi aberta a estação
seguinte, Cesário, na época. O prédio original
foi substituído por outro, concluído em 1930. Em 1939, esse prédio
foi reformado, ganhando o aspecto atual, com linhas mais modernas,
mas destoando das outras estações do ramal. O livro Genealogia
de Uma Cidade, volume I, de José Luiz Nogueira (2005),
afirma na página 198 que a

ACIMA: Ainda a velha estação de Itapetininga,
já demolida. Teria sido durante a revolução de
1932? Muito provavelmente (Acervo Nilson Rodrigues).
segunda estação foi aberta em 1917 e demolida
em 1937, vindo a seguir a construção da terceira e atual
estação. Em 1960, a eletrificação do ramal chegou até
Itapetininga, e aí estagnou. Desativada em 1978, com o fim
do trem de passageiros para Itararé, a estação sobreviveu até
que em dezembro de 1997, o transporte de passageiros de Sorocaba
a Apiaí foi implantado, voltando a estação a ter algumas
de suas funções originais. Ali o trem de Apiaí fazia
a troca de locomotivas, de elétrica para diesel, e vice-versa.
Em fevereiro de 2001, a estação deixou de atender passageiros
e hoje é uma das estações da ALL para movimentação
de mercadorias. "Recapitulei todo o trajeto, com os nomes
das estações, do ramal de Itararé, percorrido
por mim várias vezes na infância para visitar parentes
residentes em Itapeva e Piraí do Sul, esta no Paraná.
Nasci e residi em Itapetininga até 1945, mudando depois para
Piracicaba. Na cidade natal a estação da EFS me diz
muito, pois costumava ir até lá com meu avô para
ver os trens passarem, inclusive o trem internacional, de vagões
de aço, que ia até ao Uruguai. Lembro-me de que, certa
feita, por volta de 1943/44, o "internacional" estava muito
atrasado e foi servida

Acima, anúncio do bar existente
na estação de Itapetininga em 1953 (Guia oficial da
E. F. Sorocabana, 1953/54).
uma refeição aos passageiros, em mesas arrumadas
na plataforma. Quanta saudade! Tenho ido frequentemente a Itapetininga.
Semana passada lá estive e fui ver a antiga estação
da EFS. Uma faixa estendida dizia que o prédio está
sendo negociado com a Prefeitura. Embora a linha esteja funcionando,


ACIMA: No topo à esquerda, "quando chegávamos
a Itapetininga, como normalmente íamos num dos carros de primeira
(os dois últimos do trem), saíamos da Estação pelo portão lateral,
ao lado do prédio da estação. O prédio menor à direita, era
o sanitário. Claro que naquela época não existia o monte de entulho
que vemos agora" (Carlos R. Almeida). No topo à direita,
as oficinas desativadas e abandonadas no pátio de Itapetininga.
Arqutetura bem Sorocabana. Embaixo à esquerda, acesso ferroviário
- já sem trilhos - para o CEAGESP. Embaixo à direita,
casa da vila ferroviária, bem conservada (Fotos Carlos R. Almeida,
em 2/12/2007).
pois vi uma composição de carga da ALL saindo
no sentido de Itararé, o local passa a sensação
de abandono, com mato por todo lado. Uma desolação,
uma pena! Revi as casas onde residiam os ferroviários, alguns
deles amigos do meu avô. Elas ainda existem e estão habitadas.
Lembrei-me então de mais coisas: era interessante quando, viajando
durante a noite, os trens parados nas estações tinham
as rodas examinadas por funcionários com martelos, que usavam
lanternas especiais, as quais me chamavam muito a atenção;
alguém me disse que isso era para verificar se as rodas não
estavam trincadas. Quando os trens chegavam nas estações,
sempre sentia um cheiro estranho, que era proveniente das lonas dos
freios. Certa feita, em uma viagem noturna, houve um descarrilamento.
Meus pais, irmãs e eu, todos crianças, viemos caminhando
pelo leito da ferrovia até a estação mais próxima,
guiados pelos ferroviários e suas inesquecíveis lanternas.
E me recordo também de que quando os trens chegavam nas estações,
o maquinista entregava algo para o chefe da estação.
Era um objeto circular, com uma barra de metal, o "staff",
que era uma barra de metal que indicava linha livre, e somente saia
do equipamento quando a estação seguinte desse a ordem..."
(Julio Augusto Toledo Veiga, Piracicaba, SP, 17/08/2002) |
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A estação, no início do século 20,
na "chegada do bispo". Foto cedida por Elias Vieira |

A estação antiga, foto sem data. Foto cedida pela
EFBrasil |

A estação de 1930. Foto dos arquivos do Museu
de Jundiaí |

A estação na noite de 12/05/1998. Foto Ralph M.
Giesbrecht |

A estação em 13/05/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht
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A estação na noite de 12/05/1998. Foto Ralph M.
Giesbrecht |

Armazém da estação de Itapetininga, em
08/2001. Foto Adriano Martins |

Plataforma da estação de Itapetininga, em 08/2001.
Foto Adriano Martins |
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| Atualização:
14.08.2008
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