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Vergel
Itapira
Barão Ataliba Nogueira
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ramal de Itapira-1950
IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 1998
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Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1882-1971)
FEPASA (1971-1990) |
ITAPIRA
(antiga PENHA)
Município de Itapira, SP |
| Ramal de Itapira - km 20,099 (1938) |
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SP-0815 |
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Inauguração: 30.06.1882 |
| Uso atual: Defesa Civil e outros |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1939 |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal da
Penha foi inaugurado em 1882, com 20 quilômetros, até antiga Penha
do Rio do Peixe (Itapira). O trecho de Itapira até Eleutério foi construído
pela E. F. Sapucaí, mas encampado pela Mogiana, que não concordou
com a posição de ceder sua zona privilegiada. Em 1891, o ramal, agora
de Itapira, já chegava a Eleutério. Em 1898, chegou a Sapucaí, já
em Minas Gerais, onde se encontrava, agora sim, com a E. F. Sapucaí.
O transporte de passageiros durou até 1976, e cargas passaram até
uns dez anos depois. Com a supressão da linha mineira, o ramal perdeu
a função e foi desativado, tendo seus trilhos sido retirados em 1990,
já abandonados. |
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A ESTAÇÃO: Aberta em 1882,
como ponto terminal do então ramal da Penha, nome original
da estação (a cidade chamava-se, então, Penha
do Rio do Peixe, ou somente Penha, nome depois alterado
em 1891 para a língua indígena: Itapira). Era
uma estação "feita com trilhos estragados e
taboas com 21 m por 6 m" (Relatório da Mogiana,
1882). Em 1891, foi construído um segundo prédio,
maior, para a estação (Relatório da Mogiana,
1891). Este prédio, na típica arquitetura Mogiana
da época, em pouco tempo também não daria vazão
às reais necessidades de espaço para os passageiros,
cargas e tráfego de Itapira. Segundo Jácomo
Mandato, as queixas eram grandes em 1924: "Toda pessoa
que visita nossa cidade tem uma impressão péssima da
estação (...) A Câmara Municipal já pediu
para que o velho barracão fosse demolido ou reformado. Atualmente,
o aspecto (...) é irritante, além de vexatório.
Quando os comboios atrasam as famílias ficam expostas À
chuva, na plataforma estreita, às vezes com crianças
doentes, sem agasalho e sem conforto, durante trinta ou quarenta minutos.
E por que? Porque a sala de espera, saguão, tudo está
atravancado por sacas de café!" (Gazeta do Povo,
26/07/1924). O prédio atual

ACIMA: "A diesel-elétrica GM GL-8 n.º 3605,
ex-Sorocabana, no pátio de Itapira, muito provavelmente na década
de 1970, pois ela exibe o primeiro padrão de pintura próprio da Fepasa.
Essa locomotiva tombou nas proximidades da estação de
Eleutério em 13 de março de 1980 e, quando retornou da oficina, em
setembro daquele ano, já estava pintada com o padrão vermelho, branco
e preto ("Coca-Cola"). Naquela época, quando eu não estava em casa
ou na escola, era naquele pátio que poderia ser encontrado (texto
de Charles de Freitas, São João da Boa Vista, 29 de
abril de 2008 - Foto: créditos acima). ABAIXO: Esquema do pátio
de Itapira em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores
informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí,
SP - Reprodução Caio Bourg).
foi apenas entregue em 1939 e, desativado nos anos 1980,
serve hoje como sede de uma escola de música de uma sociedade
italiana. Os antigos ferroviários contam que a chegada da linha
em Itapira era muito bonita, pois passava por vários
cortes. Hoje a estação está no centro da cidade,
já sem trilhos desde 1990. "Minha família é de Itapira,
onde cresci tendo nos dois primeiros anos a estação da Mogiana em
frente de casa, e mais tarde os trilhos atrás da casa na qual ainda
hoje residem meus pais. Os trilhos foram retirados março de 1990.
(...) Quando fiz 18 anos, meu avô me presenteou com alguns desenhos
que eu havia feito aos 5 anos, entre eles uma locomotiva GL-8, em
que a palavra "Fepasa" aparece com a letra "e" ao contrário. Ele tinha
um
ACIMA:
Pátio de Itapira, anos 1960 (Autor desconhecido).
afilhado que era maquinista, que conheci em 1979, quando passei
a freqüentar a estação com mais assiduidade, pois naquela época eu
mesmo desenhava e "montava" meus trens em papel-cartão. Embora Itapira
fosse área da Mogiana, as locomotivas que eu mais conheci eram provenientes
da Sorocabana. (...) Da antiga Mogiana conheci em Itapira somente
máquinas azuis. Não fotografei nenhuma lá, pois o último trem que
eu vi em Itapira passou em 1982. (...) Seguiram-se oito longos anos
em que várias vezes sonhei, durante a noite, que o trem havia voltado.
Até que numa certa manhã de março de 1990 eu acordei e percebi que
estavam mexendo na linha. Saí de casa com a certeza de que estavam
preparando a reativação da via, mas a realidade me proporcionou um
choque tamanho que ainda agora traz uma grande tristeza. Os jornais
locais celebraram afirmando que "o cinturão de ferro que impedia o
progresso da cidade" estava destruído. Ainda hoje estou com estas
palavras atravessadas. Itapira, é claro, "progrediu" muito desde então.
Até então, eu tinha visto passar por Itapira somente três tipos de
máquinas que não as "3600", todas em 1979 e rebocadas pelas GL8: a
3007 da Fepasa, a 215 da VFCO e as máquinas 2201 e 2202 da Refesa.
(...)" (Charles de Freitas, 05/12/2000). "A fachada
do edifício 'Pastor João Orcici', antiga estação ferroviária,
foi recuperada e entregue à população pelo prefeito em 3/5/2007.
Atualmente o edifício abriga a sede da Defesa Civil, a sede da Entidade
Jovem em Ação, ateliê de pintura e artesanato e sala utilizada para
aulas de dança e capoeira" (Alexandre Siqueira, 02/2008).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Nicholas
Burman; Alexandre Siqueira; Carlos Missaglia; Ettore Manoel Gaspar;
Charles de Freitas; Arlindo Belini; Kelso Medici; Wanderley Duck;
Caio Bourg; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Tribuna de Itapira,
2002; Gazeta do Povo, 1924; Noite Ilustrada, 1932; Cia. Mogiana: relatórios
oficiais, 1875-1969; Mogiana: Álbum, 1910; IBGE: Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, 1958; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
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A estação antiga, durante a revolução
de 1932. Foto da revista Noite Ilustrada, setembro-1932 |

Estação antiga de Itapira, provavelmente anos
1930. Acervo Carlos Missaglia |

A nova estação, em fase final de acabamento, em
1939. Foto publicada na Tribuna de Itapira, em 10/11/2002 |

A nova estação, à esquerda, e a velha,
sendo demolida, à direita, em 1939. Foto publicada na
Tribuna de Itapira, em 17/11/2002 |

Estação de Itapira, c. 1940. Foto dos arquivos
do Museu da Companhia Paulista, em Jundiaí |

Cidade de Itapira, c. 1956. A estação está
ao centro da foto,vendo-se a linha cruzando a cidade. Foto da
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE,
1958 |

A retirada dos trilhos da cidade. Ao fundo, a estação.
Foto publicada na Tribuna de Itapira, em 10/11/2002 |

Estação de Itapira, em 03/02/1999. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

Estação de Itapira, em 03/02/1999. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

Plataforma da estação de Itapira, em 03/02/1999.
Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
07.10.2011
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