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VXY Mogiana em MG
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Itaipu
Limeira
Ibicaba
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2014
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Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1876-1971)
FEPASA (1971-1998)
LIMEIRA
Município de Limeira, SP
Linha-tronco - km 105,459 (1958)   SP-2284
Altitude: 540,421 m   Inauguração: 30.06.1876
Uso atual: Guarda Civil Municipal (2014)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1875 (hoje reformado)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense, em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Limeira foi inaugurada em 1876; por volta de 1912, passou por uma reforma que a ampliou bastante, mantendo-se, ao que parece, a estrutura do prédio original. "(...) formei-me em engenharia em dezembro de 1939 em Porto Alegre (...) em abril de 1941, me transferi para São Paulo. Foi uma viagem de trem, com locomotiva alimentada a lenha, 76 horas de chacoalhão! Linha de ônibus não existia, por falta de estradas, e a passagem de avião era muito cara (...) Em junho de 1943, o Brasil já em guerra, voltando de trem de Limeira para São Paulo, estou

ACIMA: Composição da Paulista na estação - ainda a antiga - de Limeira. Foto sem data (Autor desconhecido). ABAIXO: A estação em 1917. Dia de festa (http://humordarwinista. blogspot.com).
sentado no carro restaurante com um colega de trabalho, quando é feita a fiscalização dos passageiros. Meu colega mostra a carteira de identidade dele; tudo bem. Eu mostro a minha e recebo voz de prisão! Um vexame! Eu tento dialogar com o inspetor. Indago o motivo mas não recebo explicação. Ele tem ordem de prender, mas não de explicar. Meu colega, cujo crime é de estar em minha companhia é apenas detido, não preso, como explica o inspetor. Que situação! Olhares hostís dos demais passageiros no carro-restaurante, cochichos (provavelmente espiã, quinta-coluna, etc..) Chegamos em São Paulo, somos conduzidos ao DOPS (....) passei 3 dias com frio e fome (...) Em dezembro de 1943 retornei para Porto Alegre em função de minhas sucessivas mudanças de residência. (...) dou um bom conselho: Não viaje de trem de Limeira para São Paulo, pode ir preso (...)
" (Dietrich Kuhlmann - transcrito da Revista Eletrônica Popular, volume 103, nº 3, junho 1992). "Manhã de sol na estação de Limeira, final de 1964. O trem noturno da CP, vindo de Garça, lá parado (e muito atrasado), com os passageiros descendo para pegar os ônibus que os levariam a uma nova composição em Campinas, uma vez que a queda de uma barreira havia interrompido o tráfego em Americana. Minha mãe e irmã se

ACIMA: Armazém e casas ferroviárias no pátio de Limeira, em 3/1/2009 (Fotos André Benetti). ABAIXO: A passarela sobre a linha que foi inaugurada em 1939 em Limeira (à esquerda, foto sem data) e o que restou dela em 2012 (à direita) era chamada popularmente de Ponte dos Suspiros (acervo Wanderley Duck).

desgarraram de nós e acabaram chegando aos ônibus antes, uma vez que a multidão facilitou seu trânsito... mas minha mãe não quis embarcar, preferindo esperar meu pai. O guarda que coordenava o embarque concordou com ela, afirmando que as famílias não podiam ser separadas. De repente vejo-me sendo aerotransportado, nos braços da multidão que aguardava o embarque, até ela e logo depois abriram passagem para meu pai, quando então pudemos embarcar no ônibus até Campinas, onde nos aguardava uma reluzente composição Pullman Standard, até
"Enfim terminaram a reforma da estação. O entorno, por sua vez, segue só no abandono. Em frente, um hotel velho e mal cuidado, mas que diz oferecer um "ambiente familiar" aos hóspedes. Fica em cima de dois bares (ou "botecos", na pior acepção do termo talvez), onde três garotas (ou senhoras) de programa aproveitavam o quente início de noite sábado para dançar com os frequentadores do local, todos já bastante regados a cerveja. Enquanto observava a estação, uma outra mulher me aparece pedindo dois reais para interar sua passagem de volta para casa em Araras, já que está grávida de seis meses e não pode fazer programas por enquanto. A estação, aliás, é ladeada por uma velha, ultrapassada e suja rodoviária, que ainda serve a cidade, mas que já faz por merecer uma aposentadoria" (Rafael Asquini, 13/9/2009).
hoje incrivelmente azul, ou, mais precisamente, no carro-salão, já que estávamos viajando numa cabine. Chegamos a São Paulo sem maiores problemas" (Antonio Gorni, 01/2007). Foi uma das últimas estações a permanecer ativa como estação de passageiros, tendo fechado apenas próxima do fim desses trens, na época em que a Ferroban passou a operá-los. No dia 16/4/2001, passou por ali o último trem de passageiros,
no sentido de Campinas. Em setembro de 2009, a restauração da estação já estava pronta. A Prefeitura Municipal ganhou a posse da estação nesse mesmo ano. Em 2014, a estação é totalmente ocupada pela Guarda Civil Municipal. Já começam a se ver sinais de desgaste e falta de manutenção. Pintura descascada, vidros quebrados... CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE (gentileza Antonio Carlos Mussio)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Wanderley Duck; Adalberto Gaib; Rafael Asquini; Antonio Gorni; Alberto Del Bianco; Ulisses Lopes; Ricardo Bagnato; André Benetti; Antonio Carlos Mussio; Marcelo Meira; http://humordarwinista.blogspot.com; Filemon Peres; revista Eletrônica Popular, 1992; Cia. Paulista: relatórios oficiais, 1872-1969; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí, SP; Guias Levi, 1932-80; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

1900 - estação antes da reforma. Acervo Alberto Del Bianco

Em 1918, a estação, já reformada. Foto Filemon Peres

Em 03/07/1996, a estação, já quase desativada. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em 03/07/1996, a estação, já quase desativada. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataforma da estação, em 04/1997. Foto Ulisses Lopes

Plataforma da estação, em 04/1997. Foto Ulisses Lopes

Limeira, 2000. Foto Marcelo Meira

Gare de Limeira em 03/2007. Foto Ricardo Bagnato

Plataforma da estação de Limeira em 03/2007. Foto Ricardo Bagnato

Fachada da estação de Limeira em 03/2007. Foto Ricardo Bagnato

A estação em reforma, em 25/05/2008. Foto André Benetti

Fachada da estação em 3/1/2009. Foto André Benetti

Fachada da estação em 7/5/2014. Foto Ralph M. Giesbrecht
   
     
Atualização: 05.04.2015
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.