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V. F. São
Simão (1898-1902)
E. F. São Paulo-Minas (1902-1968) |
LOUZADÓPOLIS
(antiga SANTA MARIA)
Município de São Simão,
SP |
| Linha-tronco original - km 7 |
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SP-2053 |
| Altitude: 635 m |
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Inauguração: 16.01.1898 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: As
origens da E.F. São Paulo-Minas remontam a 1891, quando um médico
da cidade de São Simão resolveu construir uma linha (Cia. Melhoramentos
São Simão) que seguisse do centro até a fazenda Santa Maria. A empresa
fechou em 1895, mas foi sucedida pela V. F. São Simão, em 1897. Esta
se tornou em 1902 a E.F. São Paulo-Minas, quando passou a sair da
estação de Bento Quirino e não mais do centro, sendo abandonada a
linha que ligava este a Santa Maria, muito mais longa. A linha atingiu
seu ponto máximo em 1911, quando alcançou São Sebastião do Paraíso,
em Minas. A empresa mudou de donos mais vezes, até que em 1930, em
dificuldades financeiras e dois anos após implantar um ramal de Serrinha
(Ipaúna) a Ribeirão Preto, foi encampada pelo Estado. Em 1968, passou
a ser administrada pela Mogiana, que fechou o trecho entre São Simão
e Ipaúna. Em 1971, a SPM foi uma das cinco empresas fundidas para
formar a Fepasa. Trens de passageiros correram até 1976. Atualmente
a linha, de Ribeirão Preto até São Sebastião do Paraízo, está abandonada
em quase toda a sua extensão. |
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A ESTAÇÃO: A estação
foi inaugurada em 1898 com o nome de Santa Maria, nome da fazenda
dentro da qual se situava.
Uma das estações originais da V. F. São Simão,
o trem vinha da estação anterior dessa linha (Resfriado), descendo
a serra para chegar a Santa Maria, na época bastante povoada.
Com a modificação da linha em 1902, esta partiu a sair de Bento
Quirino, da Mogiana, e passou a ser a primeira da linha.
Nos anos 1940, o nome foi alterado para o atual, Louzadópolis,
em homenagem a um certo Coronel Louzada, mas segundo os simonenses,
o nome não "pegou" e era pouco usado.
Em 1968, época da desativação do trecho, era descrita apenas como
"um abrigo com um telefone", logo depois da desativação do
trecho. Segundo depoimento de Adão José Batista, que trabalhou
na ferrovia, nessa época ela era, na verdade, um vagão colocado
ao lado dos trilhos, com uma plataforma.
Segundo Marcelo Tomás, "em 2017, um assentamento
de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por
famílias carentes. O local onde a plataforma ainda sobrevive é a sede
administrativa e base operacional de uma estação ecológica e, lá andando
e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha
a memória), que me levou até a árvore (um pé de jenipapo) onde embaixo
repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido
apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda
está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com
destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo
o mesmo Sr. José, a velocidade das composições era tão lenta que as
pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e
ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem.
Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens
que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter
sido uma época muito bacana. Também zanzei por ali, documentei o local
da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para
Canaã Nova, que fica assentamento adentro. O que não me ficou claro,
era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se
ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar
dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local
chamado Louzada, sendo assim: "Cidade do Louzada".
Hoje não existe mais nada no antigo local, segundo Edilson Palmieri,
de São Simão.
(Fontes: Marcelo Tomás; Edilson Palmieri;
Adão J. Batista; EFSPM: Relatórios anuais) |
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| Atualização:
15.07.2017
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