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Omega
Uberlândia
Giló
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IBGE-1957
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1895-1971)
FEPASA (1971-1998)
Ferroban (1998-2002)
FCA (2002-) |
1a
2a
3a
UBERLÂNDIA (antiga UBERABINHA)
Município de Uberlândia, MG |
Linha do Catalão - km 738,599 (1938)
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MG-1241 |
| Altitude: 854 m |
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Inauguração: 21.12.1895 |
| Uso atual: estação da FCA (2003) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1970 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha do
Catalão foi construída entre 1888 e 1889 até
Uberaba, tendo chegado em 1895 a Uberabinha (Uberlândia) e 1896
a Araguari. Continuação da linha do Rio Grande a partir
da estação de Jaguara, às margens do rio Grande
e já em território mineiro, a idéia da Mogiana
era alcançar Catalão, em Goiás (daí o
nome) e dali seguir para Belém do Pará, coisa que nunca
aconteceu. Na verdade, a E. F. de Goiás acabou por construir
esse trecho, chegando até Goiânia e Brasília.
Em 1915, o ramal de Igarapava foi prolongado para além de Igarapava
de forma a alcançar a linha do Catalão um pouco antes
de Uberaba, em Rodolfo Paixão. A nova linha provou ser mais
econômica do que o trecho da linha do Catalão entre o
rio Grande e Uberaba, trecho este que foi abandonado definitivamente
em 1976, depois de ser separado da linha do Rio Grande em 1970 por
causa da construção da represa de Jaguara. O trecho
a partir de Uberaba foi, então, incorporado ao ramal de Igarapava
e, em 1979, totalmente retificado a partir de Ribeirão Preto
até Araguari. Trens de passageiros percorreram o trecho até
1979 e depois o trecho retificado até 1997, quando foram suprimidos,
já pela Fepasa. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Uberabinha foi aberta em 1895 na longínqua localidade
de São Pedro de Uberabinha, então pertencente
à cidade de Uberaba.
Mais tarde, em 1929, estação e cidade tiveram os nomes
alterados para Uberlândia.
Por volta de 1940, uma nova estação, maior, substituiu
a original, mas construída ao lado da estação
anterior, que, então, não foi demolida, apenas
mudou-se seu uso.
A nova estação durou até 1970, e foi demolida
quase ao mesmo tempo da inauguração da atual: "no
dia marcado para a demolição - 14 de abril de 1970 -
comparece um número expressivo de pessoas.
Apesar do clima agitado (...) as pessoas não se reúnem
para impedir ou protestar contra a demolição alegando,
por exemplo, sua importância histórica e arquitetônica
ou a facilidade de embarque e desembarque (...) chegaram as máquinas
e acorrentar parte daquela estação, acorrentar para
depois as máquinas puxarem para derrubar aquilo ali".
Logo depois, as casas dos ferroviários
também foram para o chão e onde passava a linha, arrancada,
foi construída uma nova avenida. Nada sobrou da Mogiana dentro
da cidade.
Também em 1970 foi aberta a estação atual, em
local diferente das anteriores, na nova variante da linha do Catalão.
"A mudança da estação para o bairro Custódio
Pereira, à época uma imensa área descampada e
ainda despovoada, envolvia a construção de um novo prédio,
demolição do antigo, a retirada dos trilhos, a construção
de novos traçados, pontes e passagens de nível e, por
fim, a nova urbanização do local da nova estação.
As obras atravessaram os anos de 1969 e 1970, sendo inaugurada a nova
estação em abril de 1970. (...) Com a construção
da estação de passageiros em local distante, no trevo
da rodovia BR-050, que se dirige a Brasília e à Cidade
Industrial, ela perde visibilidade. No final da década de 1990
os últimos trens de passageiros foram eliminados, constinuando
o transporte de cargas que não estabelece uma relação
com as comunidades locais, a não ser com as grandes empresas"
(Textos em itálico extraídos de "Ferrovia e
cidade: os trilhos do progresso em Uberlândia, MG, Dilma Andrade
de Paula, Uberlândia, MG).
"As coordenadas da estação velha são
(aproximadamente) 18°54'47.20"S 48°16'32.61"W, obtidas comparando
a posição da estação original nas fotografias antigas com as ruas
atuais. As de Uberlândia-nova: 18°53'19.87"S 48°14'44.27"W, distante
4km da velha (em linha reta). Se os trilhos ainda existissem, ficaria
a 8km pelos trilhos sentido Araguari ou 16km pelos trilhos sentido
Ômega" (Glaucio Henrique Chaves, 02/2009).
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AO LADO: carta de Capistrano
de Abreu a Guilherme Studard, 1899.
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Capistrano
de Abreu, escritor e historiador cearense, relata uma de suas
viagens: "Desde princípio de dezembro estou em S. Paulo,
onde vim espairecer um pouco. Segui pela Mogiana até Uberabinha,
passei três dias em Uberaba, quatro em Ribeirão Preto (...)
Santa Rita do Passa-Quatro, 20-3-1899" |

ACIMA: Em fotografia dos anos 1940, pode ser vista
a estação original (onde está marcado "1a"
e, à sua esquerda, a estação nova, no extremo
esquerdo da foto (onde está assinalado "2a"). O pátio
ferroviário cheio de carros e vagões denota o grande
movimento da Mogiana por ali (Autor desconhecido; acervo Roberto,
de Uberlândia).

ACIMA: (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA AMPLIAR) Linhas antiga (vermelha)
e nova (azul) da Mogiana em Uberlândia (Desenho sobre foto Google:
Glaucio Henrique Chaves, 02/2009). ABAIXO: Pátio da estação
de Uberlandia em 1970 (Autor desconhecido).

| Em 1960, o arquiteto
Osvaldo Bratke foi escolhido pela Cia. Mogiana para construir
as estações de Ribeirão Preto e de Uberlândias
novas, além de promover a reforma de outras estações.
Considerando a tradição de que as estações
ferroviárias eram polos de surgimento de aglomerados
de comércio e de serviços próximas a ela,
Bratke reconhecia a situação urbanística
privilegiada das estações ferroviárias,
que valorizavam terrenos próximos. Como este era um processo
demorado, ele sugeriu então que seria mais conveniente
prever este comércio dentro das próprias instalações
ferroviárias, à maneira de um shopping-center
dos anos 1960, administrados por terceiros, servindo isto como
uma alternativa de retorno do investimento na construção
da estação. Numa segunda fase após a construção
e entrega da estação em si, as construções
teriam uma segunda e terceira fase, nunca implantadas, de apoio
ao passageiro e de instalação de comércio
e serviços voltados ao novo bairro que se formaria. Por
isso a forma pela qual foi construída a estação.
Desnecessário também é dizer que as duas
fases finais jamais foram feitas, provavelmente por que já
era uma época de decadência do serviço ferroviário,
de passageiros, principalmente. VEJA
PLANTA BÁSICA DAS ESTAÇÕES DE RIBEIRÃO
PRETO E DE UBERLÂNDIA (NOVAS) |
AO LADO: Fonte: Estudo sobre
Osvaldo Bratke, sem data.
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(Fontes: Glaucio Henrique Chaves, 2009; Wanderley
Duck; Fernando Picarelli; ibge, 1960; José Honório Rodrigues: Correspondência
de Capistrano de Abreu, volume 1, 1954; Dilma Andrade de Paula: Ferrovia
e cidade - os trilhos do progresso em Uberlândia, MG; Estudo
sobre Osvaldo Bratke, sem data; Mogiana: Listagem oficial de estações,
1938; Mogiana: relatórios anuais, 1890-1969) |
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Estação original de Uberabinha. A foto deve ter
sido tirada antes de 1929, ano em que se alterou o nome para
Uberlândia. Acervo Ralph M. Giesbrecht |

Inauguração da segunda estação de
Uberlândia, por volta de 1940. Acervo Wanderley Duck |

A primeira estação de Uberlandia, já desativada.
A má conservação do prédio leva
a crer que a foto seja dos anos 1960. Autor desconhecido |

A segunda estação de Uberlandia. Provavelmente
anos 1960. Autor desconhecido |

A estação nova em novembro de 1970, época
de sua inauguração. Autor desconhecido |

A estação em 09/2003. Foto Fernando Picarelli |
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| Atualização:
21.09.2016
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