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Onda Verde
Nova Granada
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ram. Nova Granada-1950
IGG-SP-1945
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Cia. Ferroviária
São Paulo-Goiaz (1931-1950)
Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1950-1966) |
NOVA
GRANADA
(foto Hermes Y. Hinuy)
Município de Nova Granada, SP |
| Linha-tronco SPG - km 149,144 |
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SP-0070 |
| Altitude: 533,500 m |
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Inauguração: 06.1931 |
| Uso atual: Centro de Projetos Sociais (2013) |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A Companhia
Estrada de Ferro São Paulo-Goiaz começou a operar em 1910 ou 1911,
dependendo da fonte, com a intenção de levar os trilhos até Goiás,
partindo da estação de Bebedouro. As linhas também seguiriam dessa
estação da Paulista até a estação de Passagem nos anos seguintes.
Em 1914, a empresa faliu e em 1916 foi constituída a partir da massa
falida, que continuava operando, a Cia. Ferroviária São Paulo-Goiaz.
Nessa altura, a linha seguia de Passagem a Villa Olímpia (Olímpia),
passando por Bebedouro, com um ramal saindo de Ibitiúva a Terra Roxa.
Em 1927, a Paulista comprou todo o trecho entre Passagem e Bebedouro,
incluindo o pequeno ramal; a CFSPG passou a operar apenas o trecho
Bebedouro-Olímpia, que em 1931 foi esticado até Nova Granada. A ferrovia,
de bitola métrica, que deveria cruzar a fronteira próximo a Icem,
na Cachoeira do Marimbondo, nunca passou de Nova Granada nem chegou
a Goiás. Em 1950, a Cia. Paulista a adquiriu e a transformou no ramal
de Nova Granada. Este, depois de receber pesados investimentos durante
os dez anos seguintes, acabou por ter o trecho final (Olímpia-Nova
Granada) suprimido pela Paulista já estatal, em 1966, e em 2/1/1969,
todo a linha restante também foi extinta. Os trilhos e as propriedades
foram arrancados e vendidas pouco tempo depois. Dela pouca coisa restou,
tendo a grande maioria das estações sido demolida. |
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A ESTAÇÃO: A cidade de Nova
Granada foi fundada em 1925 com o nome de Pitangueiras,
por imigrantes espanhóis vindos da região de Bebedouro,
da estação de Granada, local de origem desses
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imigrantes na Espanha (essa
vila teria o nome mais tarde alterado para Rosário).
Alguns anos mais tarde, os imigrantes forçaram a realização
de um plebiscito que alterou o nome da cidade para Nova
Granada, para diferenciar da vila em que eles viveram
antes, Granada. A linha da São Paulo-Goiaz somente
chegou lá em 1931, com a inauguração da estação a cerca de
um quilômetro da cidade, bem pequena, na época. Ela ficava
na entrada da cidade, no hoje chamado Bairro da Estação,
e esse prédio, ao lado da caixa d'água e do girador de trens,
AO LADO: Decreto de 1929 que autoriza os estudos definitivos
para a linha chegar até Nova Granada. Notar que a estação
ainda não tinha sua localização definida
(Folha da Manhã, 28/3/1929).
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ACIMA: A velha placa da estação ainda
sobrevive remontando aos tempos da Cia. Paulista (Foto Nelson O. Araujo,
maio de 2013).
foi a primitiva estação, que depois foi
transformado em armazém quando uma nova estação de passageiros, situada
mais à frente, foi construída alguns anos depois. A linha da SPG deveria
continuar mais tarde para atingir Icem, perto da Cachoeira
de Marimbondo, e cruzar o Rio Grande, mas Nova Granada
acabou realmente sendo o ponto final da linha. Em 1950, a Cia. Paulista
comprou a ferrovia e usou o nome da cidade para nomear o ramal
de Nova Granada, nova denominação da velha São Paulo-Goiaz. Porém,
o tráfego no ramal foi feito até o fim em locomotivas a vapor, pois
as diesel tinham dificuldades com o lastro da linha e pouco rodaram
por lá, apesar de todo o investimento na feito pela Paulista nos anos
1950. Em 1966, o fim do trecho entre Olimpia e Nova Granada
pela Paulista desativou a estação de Nova Granada. Seu último
chefe foi Philadelpho Cassavia, hoje já falecido. Entretanto,
outras fontes afirmam que o último chefe da estação
foi o sr. José Benedito de Andrade. De qualquer forma,
os trilhos foram retirados logo depois, e os mais velhos se lembram
do trem a vapor puxando os vagões que estavam no pátio e que ao mesmo
tempo iam retirando os trilhos que ficavam para trás, e isto teria
ocorrido no mesmo dia da última viagem de trem de passageiros, 01/09/1966.
"Em Nova Granada, havia um triângulo onde a locomotiva a vapor
virava, ora escoteira, ora com três carros de passageiro e um correio,
todos de madeira. Em um dos lados desse triângulo havia as casas do
pessoal da via permanente, no outro, eucaliptos altos, com muito aroma
no ar. Lá passei minha infância. Desfilavam as locomotivas CP 723,
721, 722, 605, 608, 724 e outras que não me lembro. Todas bitola de
1 metro" (Eduardo Eloi V. Silva, 2015). Em 2000, a estação
e o armazém, ainda de pé, continuavam na entrada da cidade, para quem
vinha da rodovia principal; a estação virou a "Casa de Apoio
Emilia Paggioro", aberta em 19/03/2000, e continuava praticamente
igual ao que era. Em 2010, nova reforma, desta vez descaracterizando
o prédio - veja fotos abaixo. É hoje um Centro de Projetos
Sociais. Em 2015, havia sido repintada. Está em boa forma,
embora bem descaracterizada.
(Fontes: Nelson Ozanic de Araujo; Eduardo Eloi V.
Silva; Luiz Antonio Mathias Neto; César Monteiro; Hermes Y. Hinuy;
Cia. Paulista: Relatórios anuais, 1950-69; São Paulo-Goiaz, relatórios
anuais, 1935-36; IBGE, 1945; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht).
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A estação de Nova Granada, em 01/1999. Foto Luiz
Antonio Mathias Neto |

Pátio da estação de Nova Granada, em 01/1999.
Foto Luiz Antonio Mathias Neto |

A estação de Nova Granada, em 01/1999. Foto Luiz
Antonio Mathias Neto |

A estação de Nova Granada, em 01/1999. Foto Luiz
Antonio Mathias Neto |

A estação em 13/06/2002. Foto Hermes Y. Hinuy |

A estação em 13/06/2002. Foto Hermes Y. Hinuy
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A estação reformada em 2010. Foto Nelson Ozanic
de Araujo |

A estação reformada em 2010. Foto Nelson Ozanic
de Araujo |
A estação em maio de 2013. Foto Nelson Ozanic
de Araujo |
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| Atualização:
07.02.2016
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