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E. F. Sorocabana
(1937-1971)
FEPASA (1971-1998) |
PAI
MATIAS
Município de São Vicente, SP |
| Mairinque-Santos - km |
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SP-2646 |
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Inauguração: 10.11.1937 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1937 |
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| HISTORICO DA LINHA: Projetada
desde 1889, a Mairinque-Santos, linha que quebraria o monopólio da
SPR para ligar o interior ao litoral foi iniciada em 1929 e terminada
em 1937, com a ligação das duas frentes, uma vindo de Santos e outra
de Mairinque. É uma das obras ferroviárias mais reportadas por livros
no Brasil.Já havia, no entanto, tráfego desde 1930 nas duas partes,
e o trecho desde Santos até Samaritá havia sido adquirido em 1927
da Southern São Paulo Railway, operante desde 1913. Com o fim da Sorocabana
e a criação da Fepasa, em 1971, a linha foi prolongada até Boa Vista,
no fim dos anos 80 (retificação do antigo ramal de Campinas). Houve
tráfego de passageiros entre Mairinque e Santos até cerce de 1975,
e mais tarde entre Embu-Guaçu e Santos, até novembro de 1997. A linha
opera até hoje sob a administração da Ferroban. |
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| A ESTAÇÃO: A estação
de Pai Matias foi aberta em 1937, e seu nome teria origem,
segundo alguns, no aguadeiro da região que trazia água
para os operários que construíam a linha. Segundo outros,
ele seria o nome de um dos morros da serra do Mar. A estação
não pode ser alcançada por carro. Está na descida da serra do Mar.
"(...) Chegamos ao pátio de Pai Matias, última estação antes de
Paratinga. Como a maioria dos pátios dessa região, também foi desativado
depois que o licenciamento passou a ser feito via satélite. Completamente
abandonado, o lugar dá arrepios. Ótimo cenário para um filme de terror(...)".
Este é o relato do jornalista Fábio Borges, na Revista Ferroviária,
de janeiro/2000, descrevendo um passeio com os trens da Ferroban na
Mairinque-Santos, em fins de 1999, no qual desceu a serra durante
a noite. Ele cita a estação como sendo a última antes de Paratinga,
num trecho em que, apenas vinte anos atrás, ainda existiam pelo menos
quatro estações e paradas. Pai Matias está hoje tomada
por um grupo de índios da região (11/2002). "Quando
meu pai era telegrafista em Pai Mathias, o chefe da estação o convidou,
numa dessas folgas, para irem "caçar" (cortar) palmitos. Na época,
meu pai tinha 15/16 (hoje tem 81) anos e topou imediatamente. Pois
bem, foram os dois e após algumas horas de picadas abertas no facão
e também algumas pilhas de palmitos, o chefe da estação falou: 'Castro,
vamos embora'. Meu pai não entendeu e começou a coletar os palmitos
à beira da trilha. Imediatamente o chefe, em pânico, falou: largue
tudo, vamos, vamos. Meu pai, vendo a expressão do amigo, largou e
voltaram correndo para Pai Mathias. Lá chegando, imediatamente o chefe
fechou tudo. Meu pai então perguntou o que tinha acontecido. E o chefe,
perguntou: 'você não escutou o estalar?' Meu pai: 'que estalar?' 'Das
orelhas da onça', respondeu o chefe. Aí meu pai falou que não. E o
chefe falou parece um estalar dos nossos dedos polegar e indicador.
Conheces aquele movimento que faz barulho, tec.... tec... tec... Meu
pai conta que aquela noite, a onça os rondou o tempo inteiro na estação,
estalando as orelhas. E ele jura que é verdade. E deve ser, já que
escuto essa história desde pequeno, ou seja ela é repetida periodicamente,
há mais ou menos 40 anos." (José David de Castro, Botucatu,
11/2002) |
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A estação, à direita a sua plataforma,
em 1983. Foto Nilson Rodrigues |

Estação de Pai Matias, ainda mostrando alguma
vida, em 1983. Foto Nilson Rodrigues |

Vista do trem, a estação de Pai Matias, em 1/12/1991.
Foto Carlos Roberto de Almeida |

A estação em 11/2002. Foto Antonio A. Gorni |

A estação em 03/2003. Foto Ricardo Koracsony |
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| Atualização:
06.08.2010
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