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Ceres
Palmital
Spanier
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Tronco EFS - 1935
IBGE-1974
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Sorocabana
(1914-1971)
FEPASA (1971-1998) |
PALMITAL
Município de Palmital, SP |
| Linha-tronco - km 559,318 (1931) |
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SP-1491 |
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Inauguração: 12.02.1914
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| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1926 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Palmital foi inaugurada em 1914 e praticamente deu origem
à cidade, que na verdade já era um povoado com uma igreja.
Em 1919, portanto apenas cinco anos depois da chegada da Sorocabana,
tornou-se município. A estação ganhou um novo
edifício em 1926. Essa estação original, bem
no estilo dos primórdios da Sorocabana, continuou ali perto,
junto da
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"Em uma cidade
pequena cortada pela ferrovia, o trem era o personagem principal.
Em Palmital, até hoje se fala 'prá cá da linha' ao se referir
ao centro da cidade, e 'prá lá da linha' ao se referir aos bairros
construídos do outro lado, já que a linha ficou exatamente no
meio. Como a cidade até hoje não tem passagem subterrânea ou
viaduto para o trem, toda travessia implica em interrupção do
tráfego nas três passagens de nível da cidade. Hoje significa
bem pouco, já que não há mais que um trem em cada sentido, mas
na minha infância teve muita gente que passou susto ao tentar
pular o trem numa das passagens, que, além de alta frequência
diária, manobravam bastante no espremido pátio devido aos armazéns
da Ceagesp, o que significava longas esperas para desbloquear
as passagens. Até empregado da Prefeitura tinha para ficar abrindo
e fechando as porteiras. Por outro lado, tinha trem de passageiro
quatro ou mais vezes por dia para Assis ou Ourinhos, cidades
da região que ofereciam serviços mais especializados, e o desembarque
era sempre no centro das cidades, com tempo de viagem muito
semelhante aos dos ônibus. Já para São Paulo a viagem durava
o dobro e era bem barata. Usei o trem com alguma regularidade
até 1981, quando deixei o colégio técnico em Ipaussu, quando
viajava semanalmente entre as duas cidades, indo nesse ano para
Bauru concluir o curso técnico (e fazer aulas de pilotagem de
planador - molecagem escondida da família..). Infelizmente só
por volta de 1999 comecei a me interessar por trens em um sentido
mais histórico, muito tarde para tentar outra coisa que não
a arqueologia ferroviária" (Douglas Razaboni, 10/4/2010). |
linha, transformada em casa
de ferroviários, estando ali até hoje. O novo
prédio, meio mal cuidado, continua de pé. "A
concorrência da via automobilística, notadamente
durante e após o governo JK, também contribuiu
bastante para o cenário da derrocada da ferrovia. Isso
sem falar nas estatizações salvadoras : Não
é de hoje que o empresário brasileiro, falido
por má gestão e incompetência plena, vê
nas gordas tetas governamentais a tábua de salvação.
Motivos não faltaram. Talvez a grande questão
tenha sido mesmo o péssimo serviço prestado,
de maneira genérica pelas ferrovias. Detentoras de
verdadeiros impérios monopolistas, não faziam
a mínima questão de bem servir, seja lá
o que for este intangível conceito. Aliás, servir
bem para quê, se não há concorrência?
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Lembro-me muito bem das palavras de revolta do
meu pai, motorista de caminhão que apanhava a safra
de café nas lavouras, para descarregá-la nos armazéns
da Sorocabana em Palmital. Havia lá um infeliz, preposto da
ferrovia, que mandava mais que o delegado da cidade. Se a pilha de
sacos de café (a granel ???? nem pensar....) ficasse um milímetro
fora do prumo, tinha que ser refeita, a custo do motorista do caminhão.Um
dia, ainda em 1959, meu pai carregou o FNM (lembram-se ??) na lavoura
e levou a carga direto para Santos! Foi uma ousadia, para a época.
Em vez de levar 18 dias, a carga chegou no exportador em apenas 3
dias. Diga-se de passagem, foi o início do fim do transporte
de café da região por trem". (Douglas Razzaboni,
2001) Em setembro de 2004, depois de anos de abandono, a Prefeitura
local anunciava que tomava posse do imóvel junto à RFFSA
e que começaria uma limpeza e reforma visando a instalação
no local do "Parque do Povo". No entanto, em 2011,
continuava largada e com portas e janelas emparedadas, para evitar
invasões. Enquanto isso, a estação original de
1913, ao lado, está melhor: pelo menos está servindo
de moradia para alguém que cuida dela.
(Fontes: Douglas Razaboni; Carlos R. Almeida; Fabio
Vasconcellos; A Comarca, 2005; E. F. Sorocabana, relatórios
oficiais, 1900-69; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de Palmital, no meio da foto, eo trem
à sua esquerda. Vê-se também o desaparecido
triângulo de reversão. Foto do jornal A Comarca,
de 05/2005 |

Fachada da estação em 09/2001. Foto Carlos R.
Almeida |

Plataforma da estação em 09/2001. Foto Carlos
R. Almeida |

Plataforma da estação em 12/2001. Foto Douglas
Razaboni |

A estação original de Palmital, desativada em
1926. Foto Douglas Razaboni |

Fachada da estação em 12/2001. Foto Douglas Razaboni
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A estação em março de 2007. Foto Fabio
Vasconcellos |

A estação em 7/2009. Foto Douglas Razaboni |
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| Atualização:
10.06.2011
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