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Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1903-1971)
FEPASA (1971-1998) |
PASSAGEM
(antiga PITANGUEIRAS)
Município
de Pitangueiras, SP (veja o local) |
| Linha-tronco
- km 357,370 (1958) |
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SP-2311 |
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Inauguração: 01.02.1903 |
| Uso atual: abandonada |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1929
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro
trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até
Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense,
em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola
larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção
leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas
linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de
volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio
Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar
a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março
de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara. |
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A ESTAÇÃO: A estação de Passagem
foi aberta em 1903, com o nome de Pitangueiras, pois ficava
no município e era sua única estação. Foi ponta de linha, por apenas
um mês, do então ramal do Mogi-Guaçu, de bitola métrica,
e que saía de Rincão, antes do ramal atingir Pontal.
Por volta de 1908, a estação passou a ser o ponto de saída de uma
pequena ferrovia que ligava essa estação ao centro do município
de Pitangueiras. Por essa época, com uma estação com o mesmo
nome na ponta do pequeno ramal, mudou-se o nome desta para Passagem.
Em 1912, a E. F. São Paulo-Goiaz encampou essa linha, construindo
um prolongamento até Ibitiúva e Viradouro. Em 1913, como resultado
de acordos da Paulista com a Mogiana, o ramal do Mogi-Guaçu
passaria a se encontrar, em Pontal, com o ramal de Sertãozinho,
daquela ferrovia, e que vinha de Ribeirão Preto. Em 1927,
a Paulista comprou o trecho Passagem-Bebedouro da
SPG, e usou o trecho para fazer a sua nova linha-tronco, retificando-o
e ampliando sua bitola. Passagem, então, passou a fazer parte
do novo tronco da ferrovia. A linha até Pontal passou a ser
conhecida como ramal de Pontal. Em

Acima, à esquerda: em Passagem, ao lado
da estação havia um prédio chamado de "troca-truque",
para se mudar o truque dos vagões de bitola larga que cehgavam
em Passagem para prosseguir pelo ramal de Pontal, que era em bitola
métrica; e vice-versa. Os corpos dos vagões eram levantados
e enquanto o truque de uma bitola saía de baixo dele por
um dos pares de trilhos, o outro entrava em baixo pela outra bitola
e o corpo do vagão era baixado sobre o novo truque. Hoje,
tudo abandonado, claro, principalmente porque, embora o ramal de
bitola métrica ainda exista, não trafegam mais trens
por ele já pelo menos desde o ano de 1998, tendo partes dos
trilhos sido retirados em alguns pontos. Na foto à direita,
o troca-truque está do lado direito, e a estação,
à esquerda; no lugar dos desvios de métrica e larga,
apenas caminhos com pedriscos remanescentes das velhas linhas retiradas.
A linha principal está do outro lado da estação
(Fotos Coaraci Camargo, 24/3/2007).
01/04/1970, a Mogiana assinou com a Paulista um contrato
de comodato que cedia por 20 anos o trecho Pontal-Passagem à
Mogiana, e, embora Passagem continuasse a ser operada pela
Paulista, as locomotivas diesel-elétricas da Mogiana passavam agora
a trafegar pelo trecho todo entre Passagem e Ribeirão.
Com a unificação das ferrovias paulistas pela Fepasa, em 1971, esse
ramal, junto com a linha de Sertãozinho, passou a ser chamado
ramal de Passagem, e o comodato perdeu o sentido. Hoje (2007),
Passagem está abandonada, com diversos vagões largados em
seus desvios. Existia em 1998 um bar dentro dela, que aparentemente
é gerenciado pela mesma família, pobre, que vive na estação. O ramal
de Passagem a Ribeirão está sem movimento desde 1998,
e o mato já cobre seus trilhos.
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A estação primitiva de Passagem, em 1918. Foto
Filemon Peres |

Construção da ponte de Passagem, logo após
a estação, sobre o rio Mogi, em 1927. Foto cedida
por Madalena da Silva Rodrigues |

A estação de Passagem, na época da inauguração
do prédio atual (c. 1930). Acervo Ralph M. Giesbrecht |

Uma das plataformas da estação de Passagem, em
17/11/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação de Passagem, em 17/11/1998. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

No chão, a sujeira e a velha e histórica placa
da CP, não utilizada desde 1976: "baldeação
para Pontal". Foto Mateus Cussiol, em 03/2007 |

A estação, pintada em uma de suas laterais...
mas abandonada, em 03/2007. Foto Mateus Cussiol |

A bilheteria da estação em 03/2007. Foto Mateus
Cussiol |

Plataforma da estação, em 03/2007. Foto Mateus
Cussiol |
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| Atualização:
24.04.2007
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