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VXY Mogiana em MG
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Bauxita
Poços de Caldas
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ramal de Caldas - 1970
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 1987
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1886-1971)
Fepasa (1971-1998)
POÇOS DE CALDAS
Município de Poços de Caldas, MG
Ramal de Caldas - km 75,208 (1937)   MG-0073
Altitude: 1.186 m   Inauguração: 01.10.1886
Uso atual: sede da Guarda Civil   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Caldas foi inaugurado em 1886, para trazer mercadorias da região de São João da Boa Vista e de Poços de Caldas (na época conhecida como Caldas), já em território mineiro. O ramal seguiu, entretanto, deficitário por muitos anos, chegando a ter, de tempos em tempos, seus trens de passageiros suspenso devido a isso. Porém, acabou por ser o único de todos os ramais da Mogiana que permanece ativo até hoje, por causa do transporte de minério de alumínio da estação de Bauxita, uma antes da de Poços de Caldas. Trens de passageiros circularam pela linha até fins de 1976, quando foram suprimidos. Até meados dos anos 90, um trem turístico ainda percorria em determinadas ocasiões o ramal, mas hoje nem ele existe. Os trilhos, entretanto, foram retirados no trecho terminal em Poços de Caldas.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Poços de Caldas foi aberta com o nome de Caldas em 1886. De 1878 a 1886, até a abertura desta, existia uma outra estação, no tronco da Mogiana, que tinha esse nome. Com a inauguração do ramal, este passou a sair de Cascavel (Aguaí). A estação de Caldas, que tinha grande movimento devido

ACIMA: A cidade de Poços de Caldas como deveria ficar, num projeto apresentado em 1912. A estação ficaria quase no centro do mapa, um pouco abaixo, em frente a um jardim que existe do outro lado do Hotel das Termas. A linha viria do oeste e faria uma curva para o norte na esntrada da estação. O projeto jamais foi implantado (Revista A Vida Moderna, 26 de setembro de 1912, acervo Paulo Castagnet). ABAIXO: A cidade de Poços de Caldas, por volta de 1900, mostrando o final da linha do ramal. A estação, parece, estaria além do canto esquerdo inferior da fotografia (Foto atribuída a Marc Ferrez).
ao movimento de carros que traziam mercadorias de Caldas, Minas Gerais, além de perder tudo isso, ainda teve de alterar seu nome,
O escritor e historiador cearense José Capistrano de Abreu conheceu Poços em 1914: "Cheguei sabado passado aos Poços de Caldas, comecei os banhos domingo, estou no décimo terceiro (...). Tenho frequentado principalmente Pedro Botelho (...), mas desde que experimentei o Macaco, minhas simpatias foram para este (...). Esta arrière-saison com a pouca gente e com os hotéis barateados para atrair a freguesia, seria o ideal, se não chovesse tanto e a vila fosse calçada. Para quem não tem medo de frio, melhores seriam junho e julho: o tremômetro já tem baixado a -6. Abundam hotéis, pensões familiares e infamiliares, estas fáceis de conhecer, por uns vasos de barro dom flores, expostos nas janelas. O hotel mais frequnetado é o da Empresa, com cento e tantos quartos, divertimentos diversos, ligado ao estabelecimento por uma galeria coberta. Preferi o do Oeste (...) A diária é de 6$ (...) fica na avenida Francisco Sales, a maior, ou antes a mais larga de todas (...)" (carta a J. B. Pandiá Calógeras, 15/2/1914, p. 386-387).
pois este era conseqüência de ser ela a estação mais próxima da localidade nimeira. Ela passou a se chamar Engenheiro Mendes. De qualquer forma, Poços de Caldas passou a ser a ponte de linha do ramal, e com o trem de passageiros, deficitário no início, a cidade cresceu e foi atraída para a área de influência do Estado de São Paulo. Com a supressão desses trens em 1976, a cidade, já grande, pouco sofreu com isso, mas a linha sim: o grande movimento de cargas do ramal se origina pouco

ACIMA: O belo piso em lajotas hidráulicas na plataforma foi mantido (Foto Rubens Caruso em 2012). ABAIXO: Mapa de 1948 mostrando a linha na região de Poços de Caldas. A estação está dentro da cidade. PARA VER UMA AREA MAIOR CLIQUE SOBRE O MAPA (Arquivo Publico Mineiro).
antes da cidade, na estação de Bauxita, que supre o minério de ferro da fábrica da cidade de Alumínio, em São Paulo, do grupo Votorantim. Com isso, o movimento de cargas caiu a zero e os trilhos, dentro da cidade, foram retirados nos anos 1990. Isto foi "auxiliado" por uma queda de barreira na serra entre as estações de
Bauxita e Poços, que deixou o ramal abandonado de vez naquele
"A estação (de Poços de Caldas) parece vir de encontro ao trem, que já diminue a marcha, entre o estridor dos freios. Na estação, muita gente, muitos curiosos e muitos empregados de hoteis que formam, á sahida, uma especie de corredor por onde o viajor passa, convidado por este ou aquelle hotel, cujas qualidades são realçadas" (Willy Aureli, Folha da Manhã, 12/8/1933).
trecho. A antiga estação esteve servindo a Guarda Civil do município, mas no início de 2010 estava em obras para abrigar a Secretaria de Turismo.
(Fontes: Irineu Trentin Junior; Maria Apparecida Miranda; Fabrício Machado Storto; José H. Bellorio; Rafael Correa; Gutierrez L. Coelho; Mauricio Ferreira; Christian Condé; Marc Ferrez; Wanderley Duck; José Honório Rodrigues: Correspondência de Capistrano de Abreu, volume 1, 1954; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; A Vida Moderna, 1912; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação na virada do século 20. Cartão postal. acervo Wanderley Duck

A estação, c. 1910. Álbum da Mogiana, Museu da CP, Jundiaí

A estação, c. 1910. Álbum da Mogiana, Museu da CP, Jundiaí

Estação de Poços de Caldas, em 1929. Foto dos arquivos do Museu de Jundiaí

Na plataforma da estação de Poços de Caldas, 1934. Foto do acervo de Maria Apparecida Miranda, de Santana de Parnaíba, SP

A estação de Poços de Caldas, nos anos 1980. Foto Fabrício Machado Storto

A estação em 1984. Foto José H. Bellorio

Locomotiva na estação de Poços de Caldas, em 1989. Autor desconhecido

A estação com o trem de passageiros turístico, em 1993. Foto Rafael Correa

A fachada da antiga estação, hoje desativada e sem trilhos, em 02/2003. Foto Mauricio Ferreira, cedida por Christian Condé

A estação em 01/2004. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 2/1/2010. Foto Irineu Trentin Junior
     
Atualização: 29.12.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.