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E. F. Perus-Pirapora (1914 -1983)
PERUS-EFPP
Município de São Paulo, SP
    SP-0204
    Inauguração: 1914
Uso atual: n/d   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1972
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Perus-Pirapora iniciou as operações em 1914 para transportar cal do bairro do Gato Preto para a estação de Perus, na São Paulo Railway, com bitola de 60 cm. Ela deveria também transportar os romeiros para Pirapora do Bom Jesus, mas os trilhos nunca chegaram até lá. O trecho inicial sofreu várias modificações, com a construção de dois ramais, um curto, para Entroncamento e outro, mais longo, para Cajamar, este para o transporte de calcáreo. Sempre usando trens mistos, o transporte de passageiros funcionou de 1914 a 1972, quando foi desativado. Em 1951, a ferrovia foi comprada pela família Abdalla, que a operou até 1974, quando a União ficou com a estrada. Em 1981, os Abdalla recuperaram a ferrovia e a fecharam definitivamente em janeiro de 1983. A ferrovia foi tombada pelo Condephaat em 1984 e está abandonada, junto com todo o seu material rodante, até hoje, novembro de 2002.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Perus, da EFPP, foi aberta em 1914 e era a própria estação da então São Paulo Railway. A fábrica de cimento somente iniciou suas operações em 1925, e hoje não funciona mais. "Pelo que consta nos anais, a primitiva estação de Perus era realmente na estação SPR. Eu cheguei a ver trens de passageiros estacionados ali, quando menino, mas não cheguei a ver pessoas embarcando. Não saberia dizer como era o embarque, pois dizem que as pessoas desembarcavam do trem da SPR, compravam o bilhete na própria estação e passavam por uma cancela especial, que ligava as duas plataformas. Não tenho, conforme disse, nenhum documento de comprovação disso. A estação da minha época de menino era a 300 metros da estação da Santos-Jundiaí, numa plataforma cujos vestígios ainda podem ser vistos, onde havia o chamado 'Bar do Durval', onde se vendiam doces, salgadinhos, refrigerantes e outras coisinhas. Os bilhetes eram vendidos na 'casa azul', que existe ainda, localizada entre a ferrovia e o córrego Perus. Infelizmente ela está em ruinas. A última versão da estação foi uma plataforma coberta que passou a ser usada depois que o serviço de passageiros foi extinto, em 1972. Ali só embarcavam funcionários da Perus, no chamado 'carro-cauda'." Mas, na verdade, o pequeno prédio da EFPP ainda existe, no cantinho norte da estação de Perus da SPR, hoje até que bem cuidado, mas apenas um quarto vazio. Ainda conserva sua janela de época e armários vazios dentro dele. Está sempre fechado, não tem função. Ao seu lado, partem os trilhos cobertos de mato da Perus-Pirapora, isolados da plataforma da CPTM por uma cerca de arame, de um lado, e pelo morro, do outro. Eles partem acompanhando o morro, dão a volta nele e chegam no pátio da antiga fábrica de cimento (abril de 2004).
     

Croquis do pátio da fábrica de Perus, mostrando a posição da estação, à esquerda, embaixo. Desenho de Nilson Rodrigues

Composição da Santos-Jundiaí, nos anos 50, tendo atrás um trem da EFPP esperando para parar no bar do Durval. Foto cedida por Nilson Rodrigues

A última versão da estação de passageiros, à esquerda na foto, em 1972. Foto Nilson Rodrigues

À direita, local onde ficava o "bar do Durval", na Casa Azul, de onde saía o trem da EFPP até 1972. Os restos, inclusive da plataforma de embarque, ainda podem ser vistos. Foto Nilson Rodrigues

A estação de Perus, na ponta da plataforma da estação hoje da CPTM. é o prediozinho ao fundo. Foto Ralph M. Giesbrecht, em 20/04/2004

A estação de Perus, na ponta da plataforma da estação hoje da CPTM. é o prediozinho à direita. Ao fundo, o prédio da estação da antiga SPR e hoje da CPTM. Foto Ralph M. Giesbrecht, em 20/04/2004
     
Atualização: 07.08.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.