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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Frexeiras
Arapibu
Ribeirão
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Linha Sul (1940)
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Recife ao São Francisco (1862-1901)
Great Western (1901-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1996)
ARAPIBU
Município de Amaragi, PE
Linha Sul - km 78 (1960)   PE-3955
Altitude: 119 m   Inauguração: 13.05.1862
Uso atual: moradia (2014)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha Sul, ou Recife-Maceió, é uma junção de três ferrovias: a E. F. Recife ao São Francisco, aberta entre 1858 e 1862 (foi a segunda ferrovia a ser aberta no Brasil), a E. F. Sul de Pernambuco, entre 1882 e 1894 e a E. F. Central de Alagoas, aberta em trechos entre 1871 e 1884, arrendada em 1880 à The Alagoas Railway Co. A primeira ligou Recife a Una (hoje Palmares), a segunda Una a Imperatriz (hoje União dos Palmares) e a terceira, Imperatriz a Maceió. Em 1901, a Great Western do Brasil Railway Co., empresa inglesa, ganhou a concessão das duas primeiras e, em 1903, a da última, unindo as linhas e diminuindo a bitola da primeira, em 1905, de 1.60 m para métrica. Em 1950, o Governo da União encampou a Great Western, transformando-a na Rede Ferroviária do Nordeste (RFN), que passou a ser um das subsidiárias da RFFSA em 1957 e que foi finalmente incorporada em uma de suas superintendências regionais em 1975. Finalmente, em 1997, foi cedida em concessão para a CFN - Cia. Ferroviária do Nordeste. Os trens de passageiros seguiram até os anos 1980. Somente sobram hoje os trens de subúrbio de Maceió e de Recife, que percorrem as duas pontas da linha.
 
A ESTAÇÃO: Localizado na Zona da Mata Sul às margens do rio Aripibu, no município de Ribeirão, o povoado de Arapibu - ou Aripibu - tem suas origens em meados do século XIX. No ano de 1862, mais precisamente a 13 de maio, a Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco inaugurava uma estação ferroviária no local. A ligação por via férrea com a capital e os bons solos foram alguns dos fatores que decorreram na fundação de uma usina de álcool e açúcar no povoado no ano de 1888, a Usina Aripibu. Esta, por sua vez, chegou a possuir uma ferrovia particular de 60 km, cinco locomotivas e 125 vagões com capacidade para três toneladas, cada, além de uma ampla vila operária. O tráfego na estação ferroviária de Aripibu era relativamente pesado, pois na mesma eram embarcados e desembarcados passageiros e produtos

ACIMA: A estação de Arapibu, nos anos 1950, ainda pertencia ao município de Ribeirão, sendo na época um distrito (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, volume IV, 1958). ABAIXO: "O Engenho de Aripibu, de Pontual & C., à margem da E. F. Great Western, na estação de Aripibu, considerado um dos melhores do Estado, produz 30 mil saccas de assucar e foi visitado pelo Dr. Affonso Penna. Está colocado em um sítio muito pitoresco, como se vê da presente gravura" - o texto é a legenda da fotografia e mostra a grafia da época, inclusive a da estação. Como a maioria dos engenhos na época, era atendido pela linha férrea. Somente não tenho como saber se essa linha da fotografia é parte de sua linha particular ou se é a linha da Great Western (Revista O Malho, 22/9/1906).
da Usina. A estação foi parcialmente desativada na década de 1970, quando seu último chefe, Deolindo Sobral, passou a ser fiscal de trens. A estação ainda servia como parada dos trens que vinham de Frexeiras a Ribeirão e sentido contrário, porém sem a venda de bilhetes. Alguns anos mais tarde, seu Deolindo faleceu, deixando a morar na estação sua esposa, dona Gercina, e sete filhos. A RFFSA, no entanto quis demolir a estação já que seu funcionário não morava mais lá. Dona Gercina então foi junto aos chefes da Rede intervir para que isto não ocorresse. Segundo ela, os mesmos consultaram-na em seguida com relação a quais partes da antiga estação ela utilizava; ela respondeu que apenas o prédio principal, daí foi demolido apenas o armazém de cargas, restando o prédio de embarque e desembarque de passageiros. Hoje, a pequena estação de Aripibu pode ser considerada uma raridade, uma vez que muitas outras estações pelo estado não tiveram a mesma sorte e vieram abaixo. Isso deve então explicar o que ocorreu com outras estações tais como Russinha, Ipanema e outras de menor porte: foram parcialmente desativadas e demolidas pela RFFSA, talvez simplesmente por não estarem em uso, ou até para não se cogitar reativações.
(Fontes: André Cardoso; J. Barbosa; O Malho, 1906; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, 1958; Guias Levi, 1932-82)
     

Estação de Arapibu, em janeiro de 2014. Foto André Cardoso

Estação de Arapibu, em janeiro de 2014. Foto André Cardoso
 
     
Atualização: 27.02.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.