|
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação
de Antonina foi inaugurada em 1892, sendo ponta de um curto
ramal que partia de Morretes, na linha Curitiba-Paranaguá.
A construção do ramal serviu de consolo para uma situação
que vinha sendo discutida já havia cerca de vinte anos: qual
dos portos seria o contemplado como ponta da linha da E. F. Paraná,
Paranaguá ou Antonina? A primeira cidade ganhou
a batalha e teve a linha inaugurada já em 1883, e a ligação
com Curitiba completada dois anos depois. Antonina
ficou literalmente a ver navios por mais sete anos. O ramal, entretanto,
não evitou a decadência do porto, que continuou existindo
e funcionando mas em desvantagem com o de Paranaguá.
A estação original, de madeira, ficava situada em
um ponto diferente da atual, esta de alvenaria e onstruída
em 1916. Ficava mais à frente e tinha mais à frente
ainda um girador de locomotivas. A linha seguia até a praia
onde existiam trapiches, junto ao centro da cidade. A velha estação
foi destruída por um incêndio. Já a estação
nova, mais na entrada da cidade, teve um triângulo para retorno
das composições e não mais um girador. A partir
de 1927, da estação de Antonina,
ACIMA:
A cidade de Antonina e a estação original, em foto
do início do século 20, antes do incêndio. Repare
que há uma saída perto das casas de madeira era o antigo acesso
ao Porto de Antonina que ficava onde hoje há uma praça e o trapiche
por onde passava a exportação de erva mate e madeira as principais
cargas da epoca. (Foto Engº Paulo Sidenei Carrero Ferraz). ABAIXO:
A chegada do ramal da Matarazzo no porto, por volta de 1957. O trapiche
de madeira destoava com a tecnologia de então. O ramal ainda
funciona hoje; sua situação será diferente,
depois de anos de abandono? (Enciclopédia dos Municípios
Brasileiros, IBGE, vol. X, 1957).

passou a sair um ramal que foi explorado pela empresa Matarazzo
até os anos 1990 e que leva ao porto. Atualmente a ALL, concessionária
da linha, voltou a usar o ramal para transporte de cargas desde
2003, cargas que seguem passando pela reformada estação
seguindo direto ao porto continuando pelo ramal que foi da Matarazzo.
Nos anos 1970, o ramal de Antonina foi praticamente desativado
com o fechamento do porto da cidade. Foi reativado para cargas em
1980, depois do fechamento para passageiros em 1976. Durou pouco,
mas em 1985 voltou a funcionar. Em 1985, as litorinas que desciam
a serra seguiam algumas delas também para Antonina.
No início dos anos 1990 havia algumas excursões turísticas
pelo ramal em datas festivas. Logo depois, abandono total e o ramal
ficou coberto de mato até 2003, quando o ramal voltou a funcionar
para cargas por iniciativa da ALL. Também a estação
foi abandonada por muitos anos e restaurada no início de
2003 para receber órgãos da Prefeitura e os futuros
trens turísticos - que chegaram em com a ABPF em 2005 para
ficar, com uma das litorinas dos anos 1930, única que sobrou
da antiga RVPSC. "Nesse mês de outubro (de 2008) efetuamos
o reconhecimento do estado em que se encontrava o acervo da ABPF
sediado em Antonina. A sala da ABPF na estação de Antonina se encontra
em perfeito estado de conservação uma vez que a estação ferroviária
tem constante vigilância dos guardas municipais. Ali se encontram
estacionados a Locomotiva Diesel 001, a Automotriz alemã (MAN) nº
24, um vagão CAP transformado para transporte de passageiros e um
vagão bagageiro em metal" (Boletim da ABPF, outubro
de 2008). A litorina não tem mais feito o percurso. Aliás,
parece que nem a ALL tem utilizado mais a linha, segundo Raul
Carneiro Neto, em março de 2009.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; acervo Arthur Wischral;
Nilson Rodrigues; Luciano Pavloski; Julio Carone; Raul Carneiro
Neto, 2009; Paulo R. Szabadi, 2003; Victor Colombelli, 2008; Paulo
Roberto Stradiotto; Engº Paulo Sidenei Carrero Ferraz; Boletim ABPF,
2008; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
1957; RVPSC: Relatórios oficiais, 1920-60; Correio dos Ferroviários,
1950-73; Jornais do Paraná: diversos, 1969-85; Gazeta do
Povo, 2003)
|

A estação original de Antonina, de madeira, no
início do século XX. Foto cedida por Luciano Pavloski
|

A bela estação por volta de 1935. Foto Arthur
Wischral, cedida por Nilson Rodrigues |

A estação ainda recebendo trens mostra um Budd
estacionado a seu lado. Foto Julio Carone, provavelmente anos
1980 |

A estação em 27/12/1997. Foto Júlio Carone
|

Fachada da estação, em 30/05/2002. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A belíssima estação de Antonina, em 30/05/2002.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Fachada da estação, em 30/05/2002. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação depois da restauração
em 08/03/2003. Foto Paulo R. Szabadi |

A estação depois da restauração
em 08/03/2003, amarela. Foto Paulo R. Szabadi |

A estação em 16/02/2008. Foto Victor Colombelli |
|
|