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Morretes
Antonina
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IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2006
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E. F. Paraná (1892-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1996)
ANTONINA
Município de Antonina, PR
Ramal de Antonina - km 16,100 (1936)   PR-1653
Altitude: 10,750 m   Inauguração: 1892
Uso atual: centro cultural da Prefeitura (2008)   com trilhos
Data de abertura do prédio atual: 1916
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Antonina foi aberto pela E. F. Paraná em 1892, como uma espécie de compensação ao porto por não ter sido ele o ponto de partida da linha para Curitiba. A linha, com apenas 16 km e apenas uma estação, nunca teve grande movimento, e os trens de passageiros eram sempre mistos. A linha fechou em 1976, tendo sido reativada em 1980, fechada novamente, para reabrir e fechar novamente em 1986, sempre para carga. Em 2003, foi reaberta ao transporte de cargas pela ALL, existindo o projeto de um trem turístico de Morretes a Antonina tocado pela ABPF.
 

ESTAÇÃO: A estação de Antonina foi inaugurada em 1892, sendo desde então ponta de um curto ramal que partia de Morretes, na linha Curitiba-Paranaguá. A construção do ramal serviu de consolo para uma situação que vinha sendo discutida já havia cerca de vinte anos: qual dos portos seria o contemplado como ponta da linha da E. F. Paraná, Paranaguá ou Antonina? A primeira cidade ganhou a batalha e teve a linha inaugurada já em 1883, e a ligação com Curitiba completada dois anos depois. Antonina ficou literalmente a ver navios por mais sete anos.

O ramal, entretanto, não evitou a decadência do porto, que continuou existindo e funcionando, mas em desvantagem com o de Paranaguá.

A estação original, de madeira, ficava situada em um ponto diferente da atual, esta de alvenaria e construída em 1916. Ficava mais à frente e tinha mais à frente ainda um girador de locomotivas. A linha seguia até a praia onde existiam trapiches, junto ao centro da cidade. A velha estação foi destruída por um incêndio em 1914.

Já a estação nova, mais na entrada da cidade, teve um triângulo para retorno das composições e não mais um girador. A partir de 1927, da estação de Antonina, passou a sair um ramal que foi explorado pela empresa Matarazzo até os anos 1990 e que leva ao porto.

Nos anos 1970, o ramal de Antonina foi praticamente desativado com o fechamento do porto da cidade. Fechou para passageiros e logo a seguir para cargas entre 1977 e 1979 (ver caixa abaixo, de 1979) e foi reativado para cargas em 1980. Durou pouco, mas em 1985 voltou a funcionar.

Em 1985, as litorinas que desciam a serra seguiam algumas delas também para Antonina. No início dos anos 1990 havia algumas excursões turísticas pelo ramal em datas festivas. Logo depois, abandono total e o ramal ficou coberto de mato até 2003, quando o ramal voltou a funcionar para cargas por iniciativa da ALL.

Em 2003, a ALL, concessionária da linha, voltou a usar o ramal para transporte de cargas, que seguiamm passando pela reformada estação seguindo direto ao porto continuando pelo ramal que foi da Matarazzo. A estação, abandonada por muitos anos e restaurada no início de 2003 para receber órgãos da Prefeitura e os futuros trens turísticos - que chegaram em com a ABPF em 2005 - com uma das litorinas dos anos 1930, única que havia sobrado da antiga RVPSC. "Nesse mês de outubro (de 2008) efetuamos o reconhecimento do estado em que se encontrava o acervo da ABPF sediado em Antonina. A sala da ABPF na estação de Antonina se encontra em perfeito estado de conservação uma vez que a estação ferroviária tem constante vigilância dos guardas municipais. Ali se encontram estacionados a Locomotiva Diesel 001, a Automotriz alemã (MAN) nº 24, um vagão CAP transformado para transporte de passageiros e um vagão bagageiro em metal" (Boletim da ABPF, outubro de 2008).

A litorina não tem mais feito o percurso. Aliás, até a ALL deixou de utilizar a linha, segundo Raul Carneiro Neto, em março de 2009.

1884
AO LADO:
Sai a concessão do ramal (O Estado de S. Paulo, 4/11/1884).

1891
AO LADO:
Iniciam-se as obras do ramal (O Estado de S. Paulo, 28/3/1891).

1913
AO LADO: Modificações nos pátios das estações da linha (O Estado de S. Paulo, 8/6/1913).

ACIMA: A cidade de Antonina e a estação original, em foto do início do século 20, antes do incêndio. Repare que há uma saída perto das casas de madeira era o antigo acesso ao Porto de Antonina que ficava onde hoje há uma praça e o trapiche por onde passava a exportação de erva mate e madeira as principais cargas da epoca. (Foto Engº Paulo Sidenei Carrero Ferraz).

ACIMA: A chegada do ramal da Matarazzo no porto, por volta de 1957. O trapiche de madeira destoava com a tecnologia de então. O ramal ainda funciona hoje; sua situação será diferente, depois de anos de abandono? (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, vol. X, 1957).

ACIMA: O Moinho Matarazzo, em Antonina, alcançado por um ramal que saía da estação, provavelmente anos 1950 (Cartão postal).

1979
À ESQUERDA:
O ramal e a estação estiveram parados entre os anos de 1977 e 1979 (Diario Popular, em uma edição de janeiro de 1979).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Raael Rienda; Arthur Wischral; Nilson Rodrigues; Luciano Pavloski; Julio Carone; Raul Carneiro Neto; Paulo R. Szabadi; Victor Colombelli; Paulo Roberto Stradiotto; Engº Paulo Sidenei Carrero Ferraz; Boletim ABPF, 2008; O Estado de S. Paulo, 1913; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, 1957; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-60; Correio dos Ferroviários, 1950-73; Jornais do Paraná: diversos, 1969-85; Gazeta do Povo, 2003)

     

A estação original de Antonina, de madeira, no início do século XX. Foto cedida por Luciano Pavloski

A bela estação por volta de 1935. Foto Arthur Wischral, cedida por Nilson Rodrigues

A estação ainda recebendo trens mostra um Budd estacionado a seu lado. Foto Julio Carone, provavelmente anos 1980

A estação em 27/12/1997. Foto Júlio Carone

Fachada da estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A belíssima estação de Antonina, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

Fachada da estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação depois da restauração em 08/03/2003. Foto Paulo R. Szabadi

A estação depois da restauração em 08/03/2003, amarela. Foto Paulo R. Szabadi

A estação em 16/02/2008. Foto Victor Colombelli

A estação em 2015. Foto Rafael Rienda
     
     
Atualização: 10.06.2020
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.