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Samambaia
Jaguariaíva
Cilada
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Saída para o ramal do Paranapanema: Jackson
Figueiredo
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Itararé-Uruguai, SC - 1965
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IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2006
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C. E. F. São
Paulo-Rio Grande (1905-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1996) |
JAGUARIAÍVA
Município de Jaguariaíva, PR |
| linha Itararé-Uruguai - km 97,929
(1935) |
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PR-0053 |
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Inauguração: 19.10.1905 |
| Uso atual: Prefeitura Municipal |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 12.09.1936 |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco da RVPSC, teve a sua
construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho
aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se
em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava
em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo,
com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União
da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul,
divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive
o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre
1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens
de passageiros, já trens mistos, passaram na região
de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva
foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União
também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente
é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos
de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng.
Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Jaguariaíva, antigo pouso de tropeiros, foi inaugurada
em 1905, permanecendo como ponta de linha por mais de dois anos e
meio, até ser aberta a estação de Fábio
Rego, no caminho para Itararé. A partir de 1919,
passou a ser ponto de
ACIMA: A célebre discussão sobre a
linha construída pela Cia. São Paulo-Rio Grande e entregue
em 1909 entre Itararé e Jaguariaíva: cheia de curvas,
tinha cerca de 98 km para uma distância em linha reta entre
as duas cidades de apenas pouco mais de 40 km. A charge publicada
nesse ano levava em conta essas críticas (O Malho, 17/4/1909).
saída do ramal do Paranapanema, ramal este
que somente aringiu o rio, na divisa com São Paulo,
em 1937, chegando até Ourinhos. Em 1920, à frente
da estação foi entregue o prédio do Frigorífico
Matarazzo, com um desvio para ele, onde recebia suínos e bois,
exportando carne em vagões frigoríficos dali para São
Paulo e Curitiba. Em 12/09/1936, foi entregue a nova estação,
substituindo

ACIMA: Acidente em Jaguariaíva em 1963, na
saída do trem para o ramal de Paranapanema (Autor desconhecido).
ABAIXO: O restaurante na estação de Jaguariaiva, sem
data (Acervo Rafael Gustavo Pomim Lopes).
a
velha, de madeira: a nova era muito maior, mais confortável
e com um imenso restaurante, entre outros cômodos. Na estação
existia um depósito de locomotivas e uma caixa d'água,
além de uma oficina e de diversos edifícios para funcionários;
fora a caixa d'água, nada disso restou, separadao hoje do pátio
por uma rua; ainda há restos do velho desvio desativado que
servia essa área. A linha para Itararé foi retirada
em 1993; apenas o trecho que

ACIMA: Estação ferroviária de Jaguariaiva e construção
da Matarazzo ao fundo. Foto da década de 1950 (Cessão Rafael
Gustavo Pomim Lopes).
chegava até a PISA (fábrica de papel e celulose
instalada nos anos 1980) foi mantido, mas há anos está
abandonado, exatamente porque o papel seguia pelo ramal de Itararé,
da antiga Sorocabana, e, com a retirada deste e do trecho até
ele, a fábrica não se interessou em mandar mais por
ferrovia, pois precisaria dar uma volta muito grande para mandar para
seus clientes em São Paulo. Parte do trecho para a PISA
teve trilhos roubados. Em 1981,
ACIMA:
Pátio de Jaguariaíva em 1/11/1992 (Foto Carlos R. Almeida).
ABAIXO: A estação, seu enorme pátio e a antiga
Matarazzo à frente, supostamente em 1999. (Memórias do Frigorífico
da IRFM, Ângela Brandão, 2000).

a Matarazzo, que não era mais frigorífico desde 1964,
mas sim uma tecelagem, fechou; o prédio foi vendido para a
Caniê, que fechou em 1995. Esse prédio, em 1999, foi
comprado pela Prefeitura. Por volta de 1990, a linha que seguia até
Itararé foi desativada, pois já desde 1975 funcionava
a variante de Pinhalzinho, que liga Itapeva a Ponta
Grossa passando a leste da linha original. Os trilhos foram retirados
neste época, e hoje a estação de Jaguariaíva,
está ao

ACIMA: A estação em 5/6/2013 (Foto
Daniel Gentili).
lado dos trilhos: tanto eles (desde 2001) como a estação
(desde os anos 1990) perderam sua função. Por anos,
a Secretaria Municipal da Educação e o Sindicato dos Ferroviários
ocuparam a estação, este numa sala lateral. Em 2006,
depois de restaurar totalmente o prédio, a Prefeitura passou
a ter sua sede na antiga estação.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Daniel
Gentili; Rafael Gustavo Pomim Lopes; Argemiro Augusto Ludwig;
José Luiz Paz Souza; Rodrigo Cunha; Augustinho Fajar; Gazeta
do Povo; Ângela Brandão: Memórias do Frigorífico da IRFM, 2000; IBGE:
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, 1960; RVPSC:
Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; RVPSC: Relatórios
anuais, 1933-60; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Supostamente, chegada do primeiro trem de Itararé em
1908... Autor desconhecido, acervo Gazeta do Povo |

Estação original de Jaguariaíva, em 1935,
às vésperas de ser desativada. Relatórios
RVPSC |

Estação nova de Jaguariaíva, em 1935, em
final de obras. Relatórios RVPSC |

Estação nova de Jaguariaíva, em 1935, em
final de obras. Relatórios RVPSC |

A inauguração da estação, em 1935.
Acervo Augustinho Argemiro Ludwig |

A banda toca na plataforma, na inauguração da
estação, em 1935. Acervo Augustinho Argemiro Ludwig
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Restaurante da estação, em 1937. Relatórios
RVPSC |

Sala de espera da estação, em 1937. Relatórios
RVPSC |

Estação nova de Jaguariaíva, em 1937. Relatórios
RVPSC |

A plataforma da estação, em 05/1999. Foto Rodrigo
Cunha |

A estação, em 05/1999. Foto Rodrigo Cunha |

Placa da estação, em 05/1999. Foto Rodrigo Cunha |

Armazém da estação, em 05/1999. Foto Rodrigo
Cunha |

A estação, em 05/1999. Foto Rodrigo Cunha |

A plataforma da estação em 24/09/2002. Foto Ralph
Mennucci Giesbrecht. |

Fachada da estação em 24/09/2002. Foto Ralph Mennucci
Giesbrecht. |

A estação restaurada em 03/2006. Foto Augustinho
Fajar |

A estação em 8/10/2006. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
06.06.2013
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