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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Natal-EFCN
Natal
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EFCRN - 1940
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Central do R. G. do Norte/Sampaio Correia (1917-1957)
Rede Ferroviária do Nordeste (1957-1975)
RFFSA (1975-1997)
NATAL (da Central do RN)
Município de Natal, RN
Linha tronco da EFCN - km 0   RN-3391
    Inauguração: 28.09.1881
Uso atual: escola estadual   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1917
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha que originalmente unia a estação de Brum, no Recife, a Pureza, próximo à divisa entre Pernambuco e Paraíba, foi aberta de 1881 a 1883 pela Great Western do Brasil, empresa inglesa que tinha a posse e a concessão da E. F. Recife ao Limoeiro. Esta linha avançou até Pilar, na antiga E. F. Conde D'Eu, incorporada à GW em 1901, onde sua linha, aberta em 1883, entre outros ramais, avançava até Nova Cruz, já no Rio Grande do Norte e da E. F. Natal a Nova Cruz, que também passou à GW, na mesma época. Para ligar estas duas últimas, a GW construiu em 1904 um trecho de 45 km, formando então o que veio a ser chamado de Linha Norte. Quando ocorreu a venda da GW para a Rede Ferroviária do Nordeste, no entanto, o trecho do RN já não mais pertencia à GW, mas foi incorporado à RFN, e em 1957 tudo isso foi uma das formadoras da RFFSA. A linha está ativa até hoje sob o controle da CFN, que obteve a concessão da malha Nordeste em 1996, mas trens de passageiros não circulam mais por essa linha desde os anos 1980.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Natal, ou a que deveria ser o ponto de partida da E. F. Central do Rio Grande do Norte, foi inaugurada em 1917. Na verdade nunca chegou a ser uma estação. O prédio, de fato, foi projetado para ser a estação terminal da Central, mas ele nunca chegou a ser utilizado, permanecendo a antiga estação para receber o trafego da Great Western e da Central. Este prédio foi concebido juntamente com um parque ferroviário de grandes proporções, na esplanada Silva Jardim - que fazia parte de um conjunto de ações da Inspetoria de Obras contra as secas (IFOCS) - com rotunda, oficinas, marcenaria, caixa d'água, carvoeira, cujos prédios continuam de pé e intactos. Mais tarde, em 1978, passou a abrigar uma escola da rede estadual e é tombado pelo Patrimônio Estadual. "Ainda não consegui esclarecer completamente porque este prédio não chegou a ser utilizado como estação. Alguns antigos ferroviários afirmam que ele ficava muito distante do centro da cidade e por isso acabou-se utilizando a estação da praça Augusto Severo, da E. F. Natal a Nova Cruz. No entanto, alguns documentos do arquivo nacional, que ainda estou analisando, parecem apontar para outra razão, mas ainda não amadureci completamente a idéia" (Wagner do Nascimento Rodrigues). Wagner ainda acrescenta que "a estação da EFCRN e a esplanada Silva Jardim ficavam depois da estação da Natal Nova
ACIMA: As linhas da Natal-Nova Cruz (para o sul) e Central do RN (para o nordeste), com a linha em vermelho mostrando o percurso inicial da EFCRN antes da construção da ponte do Igapó. A estação em preto é a de Natal da Natal-Nova Cruz, ainda em atividade. A estação em azul é a de Natal da EFCRN, ligada a outra por um ramal (Cessão Wagner Rodrigues).
Cruz, os passageiros não tinham acesso. Havia (e ainda há) ligações dos trilhos com a esplanada e o porto de Natal, mas eles só eram utilizados para transporte de mercadorias e para levar material rodante que precisava de manutenção. As oficinas do parque ferroviário da esplanada tinham total autonomia para fazer grandes reparos, e até mesmo montar locomotivas e vagões. Meu tataravô e meu bisavô foram operários dessas oficinas e tenho algumas lembraças deles, como a mala de ferramentas e fotografias deles". pousando ao lado de locomotivas. (Veja também NATAL)
(Fontes: Wagner do Nascimento Rodrigues; Wênya Dantas, 2006; Eduardo Viana; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Pátio de Silva Jardim, anos 1910. Acervo Wagner Rodrigues

Aquela que jamais foi estação, em 2005. Foto Eduardo Viana
     
Atualização: 16.07.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.