|
|
 |
...
Guajuvira
Salles Oliveira
Orlândia
...
ramal de Igarapava-1935
IBGE-1960
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1999
... |
 |
|
|
|
|
Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1900-1971)
FEPASA (1971-1979) |
SALLES
OLIVEIRA
Município de Salles Oliveira, SP |
| Ramal de Igarapava - km 48,648 |
|
SP-2822 |
| |
|
Inauguração: 01.06.1900 |
| Uso atual: secretaria da cultura do município
e outros órgãos |
|
sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1900 |
| |
|
|
| |
| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Igarapava foi aberto em seu primeiro trecho, em 1899, até Jardinópolis,
a partir do local em que seria construída a estação de Entroncamento,
um ano depois. Em 1905, chegou a Igarapava, então ainda Santa Rita
do Paraizo. Em 1914, atingiria a linha do Catalão, já em Minas Gerais,
pouco antes de Uberaba. O ramal atravessava as melhore terras de café
do norte do Estado. Em fevereiro de 1979 foi fechado para cargas,
e em 10/05/1979 para os trens de passageiros, e substituído pela variante
Entroncamento-Amoroso Costa, que correria mais a oeste da linha velha
e se tornaria então a continuação do tronco retificado da ex-Mogiana.
Os trilhos foram retirados por volta de 1986, sobrando apenas as velhas
estações, abandonadas ou com outras funções. |
| |
A ESTAÇÃO: Em terras vendidas
por 300 mil réis pelo lavrador José Pereira Lima, no município
de Nuporanga, herdadas de Isaac Pereira Lima,
na fazenda Pindaíbas, entre as estacas 2.416 e 2.551 do ramal
de Santa Rita do Paraíso, a Mogiana construiu a estação e colocou
os trilhos e desvios. Antes mesmo da inauguração, já havia se definido
o nome da estação como sendo Salles Oliveira, homenagem a Francisco
Salles Oliveira Júnior, morto em 23/09/1899 e pai de Armando
Salles Oliveira, Governador do Estado nos anos 1930, e também
Presidente da Cia. Mogiana. Conta-se também que a população do povoado
preferia o nome de Santa Rita, e então designaram para ela
o nome de Santa Rita de Salles, enquanto a estação manteria
o nome que a Mogiana havia dado. Em pouco tempo, o nome da estação
matou o nome do povoado. A foto do álbum da Mogiana, publicado por
volta de 1910, mostraria a estação no dia de sua inauguração, em 1900:
lá aparecem trinta e duas pessoas, entre elas o primeiro chefe da
estação, Conrado

ACIMA: Esquema do pátio de Salles Oliveira em
novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações)
(Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução
Caio Bourg).
Breternitz. (dados de acordo com o livro "Notícias da
Cidade de Sales Oliveira", de Adriano Campanhole, 1991). Foi ponta
de linha do ramal até um ano e meio depois, quando a estação de Orlândia
foi aberta. Já em 1908 a estação era ampliada. Pouco anos mais tarde,
Salles Oliveira desmembrou-se de Nuporanga, que ainda
tentou fazer sair uma linha de bondes a vapor da estação, e anos mais
tarde, uma linha a tração elétrica de Orlândia, duas tentativas
que não tiveram êxito. (Crônica de Outrora, A. de Almeida Prado,
1963). "(...) Então, a coisa era assim: por trem, fagulhas;
por estrada, lama e poeira. Num caso e noutro, o uniforme galhardo
para enfrentar essas adversidades tecno-naturais era o guarda-pó.
E foi trajando um deles que realizei, menino, com minha mãe, em 1949,
a viagem com que sonhava e que, com certeza, nela me sonho para sempre
menino. Fui de Sales Oliveira a São Paulo, trocando de comboio e de
Companhia em Campinas - da Mogiana para a Paulista -, assistindo nas
estações-triângulo às longas permanências da composição para abastecimento
de lenha para as locomotivas, esperando entediado no entroncamento
da infância impaciente os cruzamentos de outros trens a seguir em
direção oposta à do desejo de chegar rápido, de aportar logo em São
Paulo, na Estação da Luz, na luminosidade feérica da grande metrópole,
tornada ainda maior na fantasia assustada do menino do interior. A
viagem durou 14 horas para um percurso de cerca de 400 Km, numa média
de velocidade de 28 Km por hora. Em 1955, um ano depois das comemorações
do 4º centenário da cidade, viajei com meu pai para São Paulo, novamente.
A viagem durou cerca de 12 horas. Outras vezes, já morando na capital,
para cursar o 3º ano do colegial no Roosevelt, da rua São Joaquim,
na Liberdade, e depois a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras,
da USP, fiz a mesma viagem em períodos de tempo progressiva e lentamente
menores, até que o uso do trem fosse definitivamente substituído pelos
ônibus da Cometa, partindo de Ribeirão Preto e rodando em tempo curtíssimo
pela rodovia Anhangüera asfaltada: 5 horas (...) (Carlos Vogt,
Transportação, 2003/2004). Em 9 de maio de 1979, o último trem
de passageiros passou por Salles Oliveira: no dia seguinte,
eles já estavam correndo pelo novo trecho, a oeste da cidade, na chamada
variante Entroncamento-Amoroso Costa. Os trilhos foram retirados
da região entre 1984 e 1987, e neste ano foi inaugurada na cidade
a avenida Mogiana, que passou a correr pelo leito da antiga linha.
O prédio da estação fica hoje no centro da cidade, servindo de sede
para a Secretaria da Cultura do município, para a Associação
Comercial, o Rotary e outras entidades. CLIQUE
AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE
(gentileza Francisco Rezende)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Caio
Bourg; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí, SP; A. de Almeida Prado:
Crônica de Outrora, 1963; Adriano Campanhole: Notícias da Cidade de
Sales Oliveira, 1991; Carlos Vogt: Transportação, 2003/2004; Cia.
Mogiana: Relatórios anuais,1890-1969; Cia. Mogiana: Album,
1910; Diário da Manhã, Ribeirão Preto, 10/05/1979;
Mapa: acervo R. M. Giesbrecht) |
| |
|
|

A estação no dia de sua inauguração,
segundo o historiador Campagnole. Foto do Álbum da Mogiana |
Fachada da antiga estação, em 29/01/2000. Foto
Ralph M. Giesbrecht |

A antiga estação, em 29/01/2000. Foto Ralph M.
Giesbrecht |
| |
|
|
|
| |
|
|
| Atualização:
16.04.2011
|
|