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Cia.
Ferroviária São Paulo-Goiaz (1918-1950)
Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1950-1969) |
SEVERÍNIA
(antiga LUIZ BARRETO)
Município
de Severínia, SP |
| Linha-tronco
SPG - km 55,005 |
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SP-2842 |
| Ramal de Nova
Granada - km 55,005 |
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Inauguração: 10.1918 |
| Uso atual: demolida |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já
demolido)
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| HISTORICO
DA LINHA: A Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Goiaz começou a operar
em 1910 ou 1911, dependendo da fonte, com a intenção de levar os trilhos
até Goiás, partindo da estação de Bebedouro. As linhas também seguiriam
dessa estação da Paulista até a estação de Passagem nos anos seguintes.
Em 1914, a empresa faliu e em 1916 foi constituída a partir da massa
falida, que continuava operando, a Cia. Ferroviária São Paulo-Goiaz.
Nessa altura, a linha seguia de Passagem a Villa Olímpia (Olímpia),
passando por Bebedouro, com um ramal saindo de Ibitiúva a Terra Roxa.
Em 1927, a Paulista comprou todo o trecho entre Passagem e Bebedouro,
incluindo o pequeno ramal; a CFSPG passou a operar apenas o trecho
Bebedouro-Olímpia, que em 1931 foi esticado até Nova Granada. A ferrovia,
de bitola métrica, que deveria cruzar a fronteira próximo a Icem,
na Cachoeira do Marimbondo, nunca passou de Nova Granada nem chegou
a Goiás. Em 1950, a Cia. Paulista a adquiriu e a transformou no ramal
de Nova Granada. Este, depois de receber pesados investimentos durante
os dez anos seguintes, acabou por ter o trecho final (Olímpia-Nova
Granada) suprimido pela Paulista já estatal, em 1966, e em 2/1/1969,
todo a linha restante também foi extinta. Os trilhos e as propriedades
foram arrancados e vendidas pouco tempo depois. Dela pouca coisa restou,
tendo a grande maioria das estações sido demolida. |
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| A ESTAÇÃO:
"A cidade de Severínia foi fundada por José
Severino de Almeida e seus filhos, proprietários da fazenda
Bagagem, de plantação de café e criação
de gado. Em 1913 (nota do autor: em outras fontes consta como 1911),
a E. F. São Paulo-Goiaz inaugurou a estação de
Monte Verde e, 9 km além, fazia apenas uma parada em terras
da fazenda Bagagem. Em vista de necessitarem de uma estação
no local da referida parada, os fazendeiros da circunvizinhaça
formaram uma comissão para pleitear aquele benefício
junto à ferrovia. José Severino de Almeida doou 50 alqueires
de suas terras para a formação do patrimônio de
São José de Severínia, em 19 de fevereiro de
1914, e a estação foi construída às expensas
dos fazendeiros da região. Julgaram os doadores que à
estação seria dado o nome de Severínia, e foi
com espanto geral que, no dia da sua inauguração, viram
figurar na respectiva placa o nome de Luiz Barreto, em homenagem ao
famoso médico e não ao velho sertanejo José Severino.
Houve reclamação da política dominante, nada
conseguindo porém. Somente em 1921 a estação
recebeu o nome de Severínia, quando o patrimônio foi
elevado a distrito de paz com essa denominação. O distrito
voltou a chamar-se Luiz Barreto em dezembro de 1931, mas novamente
renomeado como Severínia em dezembro de 1938" (Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, vol. XXX, IBGE, 1958). A partir
de 1950, com a aquisição da ferrovia pela Companhia Paulista, passou
a fazer parte do ramal de Nova Granada. A estação servia às
fazendas do sr. Jeremias Lunnardelli, "rei do café"
no Brasil (Orlando Junqueira Franco, São Paulo, 1999). A estação
funcionou até sua desativação no início de 1969, e seus trilhos foram
retirados logo depois. A estação foi demolida, ao que parece não muito
tempo após o fim, e em 2000 o local já estava ocupado por casas,
ainda existindo algum terreno vago. O que existe hoje não lembra em
nada o que aquilo foi no passado, e somente se sabe sua localização
por antigos moradores da cidade. A vila original se tornou sede de
município, e a estação ficava onde hoje é um dos limites da área urbana.
(Fontes: Relatórios da E. F. São Paulo-Goiaz; Relatórios
da Cia. Paulista de Estradas de Ferro; Enciclopédia dos Municípios
Brasileiros, vol. XXX, IBGE, 1958; Orlando Junqueira Franco, 1999;
dados do próprio autor do site em visita à cidade em
2000;Revista SPR,
suplemento especial sobre a SPG, 1941) |
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Plataforma da estação de Severínia, em
1941. Foto Revista
SPR, suplemento especial sobre a SPG, 1941 |
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| Atualização:
21.05.2008
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