A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Carlos de Campos
Vila Matilde
Patriarca
...

ram. S. Paulo EFCB-1950
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
...
 
E. F. Central do Brasil (1921-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2000)
VILA MATILDE
Município de São Paulo, SP
Ramal de São Paulo - km 489,574 (1928)   SP-0653
Altitude: 739 m   Inauguração: 19.08.1921
Uso atual: abandonada (2015)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1948
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da S.P.R. no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E.F.Central do Brasil, que, em 1890, incorporou a E.F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificá-las. Os trabalhos começaram em 1902 e terminaram somente em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde os anos 20 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Vila Matilde foi inaugurada em 1921 com plataformas de madeira, que ainda existem nas extremidades.
ACIMA: Incêndio e tiros na estação (Folha da Manhã, 24/1/1950).
Segundo conta o pesquisador Cleiton Campos, no início dos anos 1920 teria acontecido um desastre com um trem da Central, dentro da Fazenda Gavião, em terras de Dona Escolástica Melchert da Fonseca. Sensibilizada, ela decidiu doar a área da tragédia para a construção de uma estação que encurtaria o trajeto entre as estações Guaiaúna e Itaquera, mas com uma condição: que a estação ganhasse o nome de sua filha Matilde. Vila Matilde nasceu oficialmente em 1922, logo depois da implantação da estação e quando a fazenda Gavião se extingue e começa o processo de loteamento da região, loteada pela sociedade Carvalho & Mascarenhas e no ato da compra do lote, a família ganhava 5000 tijolos.
Durante a revolução de julho de 1924, foi usada como acampamento de tropas do Governo. Sempre foi basicamente uma "estação de subúrbio". Foi reformada em 1966, quando foi construído um prédio para a bilheteria, com entrada pelo viaduto sobre a linha. Em 1988, sofreu uma nova reforma, tendo o prédio sido pintado de

ACIMA: Triste imagem: durante a revolução de julho de 1924, o exército legalista (forças do Governo Federal) distribuem socorros e alimentos à população da Vila Matilde na plataforma da estação (Revista da Semana, 9/8/1924).
 

ACIMA: As agruras dos trens de suburbio da Central do Brasil em 1948 (Folha de S. Paulo, 6/5/1948).
AO LADO: Ameaça de depredação na estação de Vila Matilde em 1958 (Folha da Manhã, 23/5/1958).

ACIMA: Reformas na estação de Vila Matilde em agosto de 1966 (Diário Popular, 4/8/1966).
amarelo e o terceiro desvio da estação retirado por causa da nova estação de metrô. Foi desativada em 27/5/2000, com a entrada em operação do Expresso Leste da CPTM. Em 2007, sua bilheteria funcionava como sala de exposições e galeria. Em 2012, não há nenhum uso definido para a velha e histórica estação, totalmente abandonada pela CPTM.


ACIMA: Em abril de 1967, uma bomba de fabricação caseira explodiu durante a madrugada na estação. Destruiu parte da cabine de controle, da bilheteria e do forro. As investigações foram feitas com a suspeita de terrorismo, mas não se acharam os culpados (Folha de S. Paulo, 16/4/1967).

ACIMA: Estação de Vila Matilde em 19/12/1962 (Foto Ivo Justino). ABAIXO: Passagem de nível ao lado da estação em 12/9/1963 (Autor desconhecido).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Vanderlei Zago; Ivo Justino; Paulo Augusto Mendes; Jonilson Montalvão; Robson Souza; Folha da Manhã, 1948, 1950, 1958; Folha de S. Paulo, 1967; Diário Popular, 1966; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Revista da Semana, 1924; O Estado de S. Paulo, 28/05/2000; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Vila Matilde, em 07/1924, com tropas legalistas acampadas durante a revolução em São Paulo. Foto da Revista da Semana, de 09/08/1924

Comboio ferroviário e tropas nas proximidades da estação de Vila Matilde, durante a revolução de julho de 1924. Foto da Revista da Semana, de 09/08/1924

A estação, anos 1980. Acervo Paulo Augusto Mendes

A bilheteria da estação, em 02/10/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A plataforma da estação, em 28/05/2000, um dia após a desativação. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataforma da estação, 28/05/2000. Foto de O Estado de S. Paulo

A estação, nos últimos dias de funcionamento em maio de 2000. Foto Vanderlei Zago

Estação em 2001. Foto Jonilson Montalvão

Em 03/2007, na desativada estação de Vila Matilde, sua bilheteria funciona como sala de exposições... Foto Robson Souza
     
Atualização: 11.12.2015
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.