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Engenheiro Gualberto
Carlos de Campos
Vila Matilde
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Saída para o ramal da Penha: Penha
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
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E. F. Central do
Brasil (1894-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2000) |
CARLOS
DE CAMPOS
(antiga GUAIAÚNA)
Município de São Paulo, SP |
| Ramal de São Paulo - km 491,403 |
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SP-1125 |
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Inauguração: 02.08.1894 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1960? (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: Em 1869,
foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte
(ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha
da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877,
chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se
com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia
ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do
tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no
terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração
oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com
festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas
e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação
em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da
decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a
queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central
do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte,
com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro
trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté) e o trecho
todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho
entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980,
pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos
provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte
de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do
Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária
da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal,
continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro
II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A estação,
aberta como Guayauna, "Caranguejo Negro", na antiga língua
guarani, em 1894, foi descrita como "pequena e elegante" em
1928, no livro de Max Vasconcellos em seu livro A Estrada
de Ferro Central do Brasil. O ramal da Penha havia sido
inaugurado em 1886, saindo de um ponto a 7,7 km da estação
do Norte (Roosevelt), exatamente no ponto onde, em 1894,
portanto oito anos mais tarde, seria construída a estação
de Guaiaúna - mais tarde renomeada como Carlos de
Campos. É

ACIMA: Na revolução de 1924, "em
Guayauna, vanguarda das tropas legaes, ao partir o trem especial da
administração da E. F. Central do Brasil para a Estação
do Norte" (O Malho, 9/8/1924).
sabido com base em documentação da época
que, a cerca de 300 metros à frente da saída do ramal,
existia uma paradinha, cujo nome teria sido Parada Amândio,
ou Parada Armando, que era um barraco de madeira que, com a
abertura do ramal, foi removida de onde estava e recolocada no final
do ramal da Penha, dando origem à estação
da Penha. A estação de Guaiaúna, portanto,
seria praticamente a continuação da vida dessa paradinha
esquecida pela história, com um intervalo de oito anos. Em
1924, junto à sua plataforma esteve encostada por dias uma
composição de trem que era tanto a sede do Governo Estadual como o
quartel-general das forças legalistas em operação, durante a revolução
de julho de 1924, sob Carlos de Campos, então Presidente
do Estado. Em 18/11/1933, a estação ganhou o seu nome,
pois Carlos morreu durante o mandato, em abril de 1927. O histórico
prédio da estação
ACIMA:
Na plataforma da estação durante a revolução
de 1924, o Estado-Maior das tropas legalistas (A Cigarra, julho de
1924). ABIXO: A estação, com o nome de Carlos de Campos,
aparece nesta fotografia (talvez dos anos 1940) com o nome já
no dístico, ao invés de Guaiaúna, seu nome original
(ver fotografia de 1924 ao pé da página). Carros de
madeira de um trem da Central estão encostados em sua plataforma.
Ao fundo, a Fábrica de Papel Santa Teresinha com sua chaminé
(Maria da Penha Marinovic Doro: Vila Nova Savoia, série História
dos Bairros de São Paulo, vol. 28, São Paulo, 2006.
Crédito dado a Azevedo (1945:94)).

que serviu como sede de Governo foi demolido mais tarde, em data incerta
- possivelmente no início dos anos 1960, segundo relatos de
velhos moradores da Penha - e o novo prédio foi também
remodelado por volta de 1988, segundo W. Gimenez. A data da
demolição da estação e sua substituição
pela nova, no entanto, ainda é um mistério. Até
os anos 1950, aproximadamente, saía desta estação
um pequeno ramal, o ramal da Penha, que acompanhava as atuais
ruas Irapucara e General Sócrates, e terminava
na esquina desta rua com a rua Coronel Rodovalho, onde ficava
situada a estação Penha, hoje já demolida.
O ramal serviria como transporte de romeiros para a igreja e existia
desde o final do século XIX. Carlos
de Campos, como toda estação de subúrbios
da Central, também teve seu dia de pânico e de depredação,
em 1977 (leia no link), como relatou o jornal Folha de S. Paulo
de 30 de março desse ano. Em 26/05/2000, foi finalmente desativada,
com a inauguração do trem expresso da CPTM. Ficava junto à
estação Penha do metrô. Em 28/09/2000, passei por ali com o
trem expresso, e vi a plataforma sendo desmontada, e a cobertura já
não tinha telhas. "Moro a algumas centenas de metros da linha
F (antiga Central), na Penha. Vejo todo dia a estação Carlos de Campos,
com a distância do Rio, da estação Roosevelt, a latitude e a longitude
inscritas nela. Naquele local saía um ramalzinho que ligava
a linha principal ao centro da Penha. Quando era moleque ainda dava
para se ver os trilhos dentro de um terreno particular. Em uma das
casas desse terreno há uma inscrição: "M.A. 1938", dizia meu avô que
significava "Ministério da Agricultura" pois ali eram inspecionados
os vagões que levavam gado. Não sei se isso procede. Em uma rua mais
a frente temos um muro de arrimo feito em pedras, cortando um morro.
Sinais da passagem do trem" (Paulo Gimenez Gonçalves,
04/2003). A cobertura de concreto da plataforma, que até
junho de 2008 ainda existia, foi demolida logo depois.
(Fontes: Ralph Giesbrecht, pesquisa local; Paulo Gimenez
Gonçalves, 2003; W. Gimenez; Rodrigo Moreira; Rafael Asquini;
Azevedo, 1945:94; Folha de S. Paulo, 1977; Maria da
Penha Marinovic Doro: Vila Nova Savoia, série História
dos Bairros de São Paulo, vol. 28, São Paulo, 2006;
O Malho, 1924; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; Revista da Semana, julho de 1924; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
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Comando das tropas do Governo, em julho de 1924, durante a revolução.
O prédio da então estação de Guayauna,
visto à esquerda, era a sede do governo estadual. Nota-se
a bonita construção. |

Ainda os comandantes na plataforma de Guayauna. As duas fotos
são da Revista da Semana, de 09/08/1924 |

A estação, no dia seguinte à sua desativação
(28/05/2000). Foto Ralph M. Giesbrecht, tirada da passarela
da estação Penha do metrô, do qual se vê
o prédio à esquerda |

A estação desativada, em 2008. Foto Rafael Asquini |

A estação já com a cobertura da plataforma
demolida, em 12/2008. Foto Rodrigo Moreira |
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| Atualização:
26.01.2012
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