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| E. F. Central do
Brasil (1951-c.1975) |
AGENTE
CÍCERO
Município de São Paulo, SP |
| Variante de Poá - km 496,061
(1960) |
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SP-0865 |
| Altitude: - |
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Inauguração: 20.01.1951 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1963 (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: A
variante de Poá, também chamada de variante de Calmon Viana, teve
a construção iniciada em 1921, mas a linha foi aberta somente em 1/1/1934,
depois de uma interrupção de oito anos nas obras. Ela tinha um traçado
mais suave em termos de curvas e aclives quando comparada com a linha
original que seguia de Poá ao Tatuapé, no ramal de São Paulo, daí
sua construção. Começava na estação de Calmon Viana e terminava na
Sexta Parada (Eng. Gualberto) do ramal de São Paulo. Com o tempo,
foi se transformando em linha de trens de subúrbio, os trens metropolitanos
de hoje, e é uma das linhas mais movimentadas da CPTM em São Paulo,
embora com os piores trens. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Agente Cícero foi inaugurada em 1951 e fechada nos
anos 1970.
A data de inauguração de 1951 parece ser dúbia,
pois já havia ali uma estação com o nome Penha:
a notícia de jornal de 1951 (Folha da Manhã, 26/5/1951)
informa a nomeação do agente dada "à
atual estação Penha" - portanto, algo
já existente.
Seu nome homenageava Cícero José de Azevedo, que "em
1897 iniciou sua carreira na Central do Brasil como telegrafista;
em 1912 foi promovido a agente interino de primeira classe na estação
de Barra do Piraí, em 1932 foi exilado por participar da revolução
de 32, e em 1944 morreu em um trágico acidente ferroviário"
(Graziela Rissato, 05/2008).
Ela era chamada de estação Penha da Variante
pelos usuários.
Ela existia em 1962 - ver notícias do desastre um pouco mais
abaixo.
Em 1963, a Central construiu para ela um novo prédio (O
Estado de S. Paulo, 1/1/1964).
Já o jornal Folha de S. Paulo diz em reportagem de 23/10/1963
que "acaba de entrar em funcionamento a estação
de Agente Cícero, que atenderá aos moradores da Penha".
Datas conflitantes nos dois jornais.
Atualmente, dela sobrou o prédio no alto do barranco por onde
se entrava para as plataformas. Estas não existem mais: apenas
se pode ver os degraus em terra que um dia a sustentaram, quando se
viaja pelo trem.
"Eu me lembro da estação Penha da Variante, já desativada
em 1975. Mas não era uma estação antiga na época, e cheia de pastilhas.
Porque será que foi desativada? Dava acesso pelo clube que eu freqüentava.
Também a chamavam de estação do Clube Esportivo da Penha" (Eduardo
Goo Nakashima, 04/2003).

ACIMA: Restos da estação de
Agente Cícero em 2009, que o site de onde foi extraída
a foto chama erroneamente de "Augusto Cícero" (site
www.cptm.sp.gov.br, cessão Sergio Massaro, em 2009). ABAIXO:
Desastre em Agente Cícero (Folha de S. Paulo, 16/11/1962).
(Fontes: Eduardo Goo Nakashima; Luiz Rafael;
Sergio Massaro; Graziela Rissato; O Estado de S. Paulo, 1964; Folha
de S. Paulo, 1962-1963; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil,
1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Local da antiga plataforma da estação, vista do
trem da CPTM, em 13/04/2002. Foto Luiz Rafael |

O prédio branco abandonado no alto do barranco onde embaixo
passa a linha da variante de Poá é a entrada e
a bilheteria de Agente Cícero, em 10/2003. Foto Luiz
Rafael |
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| Atualização:
26.06.2017
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