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E. F. Central do
Brasil (1934-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2000) |
ENGENHEIRO
GUALBERTO
Município de São Paulo, SP |
| Ramal de São Paulo - km 493,019 |
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SP-0307 |
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Inauguração: 1934 |
| Uso atual: fechada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1970 |
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| HISTORICO DA LINHA: Em 1869,
foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte
(ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha
da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877,
chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se
com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia
ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do
tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no
terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração
oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com
festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas
e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação
em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da
decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a
queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central
do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte,
com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro
trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho
todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho
entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980,
pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos
provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte
de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do
Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária
da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal,
continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro
II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: Originalmente
Engenheiro Sebastião Gualberto, foi aberta em 1934 no local
da antiga Sexta Parada. Foi por anos uma estação provisória.
Somente em 1958 é que se construiu o prédio atual, com as bilheterias,
quando se inaugurou a segunda linha na variante de Poá. É logo
após Gualberto que sai a linha dessa variante. Nos anos 1970,
era para ser desativada em favor de uma estação chamada Zilda,
que acabou não sendo finalmente construída. A estação
tinha um acesso horroroso, de madeira, mal cuidado, um verdadeiro
desrespeito ao usuário. Em 1994, passou a atender à CPTM. A passagem
por ali era obrigatória: subia-se a escada, vindo da calçada, e no
alto, no acesso acima citado, comprava-se o bilhete e dali se descia
para a plataforma. Poucos anos antes, sua cobertura de plataforma,
igual à de Engenheiro Goulart, segundo conta William Gimenez,
foi retirada. Gualberto, como era popularmente chamada, ficava
ao lado da estação Carrão do metrô, aberta por volta de 1980.
Era um grande contraste entre as duas. "Pelo que me lembro
as escadarias de madeira da estação Engenheiro Sebastião Gualberto
(antiga 5a. parada) foram construídas já nos anos 80 quando da quadruplicação
do trecho entre Roosevelt e a supracitada. Antes o acesso era feito
pela frente da estação (junto ao atual viaduto Conselheiro Carrão),
onde segundo me contaram havia uma bem mais alta tendo mais
ou menos o dobro do numero de degraus (mais ou menos o dobro de altura
da escadaria da Gualberto). Foi desativada quando da inauguração do
metrô Patriarca em 1988. Nenhum dos resquícios de madeira nestas plataformas
é original. Pelo menos na estação Gualberto, quando eu conheci não
existia nada de madeira. As plataformas e as coberturas das duas plataformas
eram de concreto. Nos abrigos haviam a indicação da próxima estação,
da anterior, altitude e quilometragem. A estação lembrava muito a
atual estação de Suzano. Quando começaram a circular os "novos" trens
de 9 vagões alaranjados (linha tronco) e 12 vagões (variante) fizeram
estas extensões provisórias de madeira, pois os trens anteriores eram
de 6 vagões e cabiam perfeitamente nas plataformas de concreto. Eram
provisórias, porquê a idéia original era a de se desativar estas estações
quando da chegada do metrô. Isto ocorreu com a chegada do expresso
leste" (Anselmo Augusto, 12/2003). "Residi
na própria rua
ACIMA:
TUE série 100 em Engenheiro Gualberto, sentido Roosevelt. Ainda
existiam somente duas linhas (Foto Carl Heinz Hahmann).
onde se localizava a estação Sebastião Gualberto e
vivenciei fatos interessantes. Quando era garoto, a linha dupla do
tronco terminava na estação de Carlos de Campos. Daí em diante a linha
era singela até Mogi das Cruzes. Depois essa linha foi duplicada e
totalmente eletrificada. Os primeiros trens elétricos que surgiram
na Central em São Paulo foram os ingleses Metropolitan Camel série
100 que iam até Itaquera no tronco e até São Miguel na variante. Mais
tarde surgiram outras composições, como a série 200. Nessa época ainda
circulavam composições de subúrbios puxadas por locomotivas a vapor
com carros de madeira. As composições cargueiras eram tracionadas
por locomotivas Alco RS1, RS3 e FA. Conviveram juntas por algum tempo
a tração a vapor, a elétrica e a diesel. Aconteceram vários acidentes
na variante, sendo o pior deles em Engenheiro Goulart, onde duas composições
elétricas colidiram de frente. Em frente à minha casa existia um sinal
que segurava as composições com destino aos subúrbios. Quando o sinal
estava vermelho era porque alguma composição vinda da variante estava
entrando no tronco, cruzando as chaves em Gualberto com destino à
Roosevelt. Alguns trens sempre encontravam via livre (amarelo), como
o trem de aço que ia para o Rio, as RDCs, outros trens de passageiros
e o trem de gado oriundo da região da Paulista que passava diariamente
por volta das 17 horas. Em 1958 ou 1959, eu presenciei uma explosão
de uma locomotiva a vapor Pacific, semelhante à 353, hoje preservada"
(Leonardo Lahuerta, 02/2007). Em 27/05/2000, foi desativada,
com a inauguração do trem expresso da linha da CPTM. Em 24/09/2000,
portanto quase quatro meses depois, passei por ali, de trem: as telhas
da cobertura já haviam sido retiradas e tudo era abandono. Em 2010
não existe mais nada por ali que lembre que um dia existiu
ali uma estação ferroviária.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; William
Gimenez; Luiz Rafael; Leonardo Lahuerta; Anselmo Augusto; Max Vasconcellos:
Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapa - R. M.
Giesbrecht) |
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Plataforma da estação, vista da rua, c. 1980.
Foto cedida por William Gimenez |

A estação no dia seguinte à desativação
(28/05/2000). Tapumes impedem o acesso. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A plataforma já abandonada, em 13/04/2002. Foto Luiz
Rafael |
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| Atualização:
04.12.2010
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