A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Cândido Mota
Assis
Cervinho
...

Tronco EFS - 1935

IBGE-1973
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
...
 
E. F. Sorocabana (1915-1971)
FEPASA (1971-1998)
ASSIS
Município de Assis, SP
Linha-tronco - km 601,411   SP-0581
    Inauguração: 1914
Uso atual: Museu   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1926
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Assis foi aberta em 1914, e atendia, além da cidade, ao horto da Sorocabana que tinha o mesmo nome. Em 1926, ganhou um novo prédio, tendo sido a estação antiga adaptada como morada do pessoal de tráfego, em 1927. Em 1932, no entanto, as reclamações contra a conservação do prédio já existiam: "A Sorocabana não tem dispensado a Assis a omportância que deveria ter, pela sua posição. Tanto assim que a nossa estação ferroviária continua com as paredes carcomidas, necessitando de uma nova caiação, o matagal a lhe tomar os terrenos laterais e a sua plataforma ainda coberta de zinco" (Folha da Manhã, 17/1/1932). Acabou sendo reformada em 1938. Quase

ACIMA: Mapa da região central de Assis com o pátio da estação, em julho de 1939 (Acervo Instituto Geográfico e Cartográfico de São Paulo).
sessenta anos depois, em janeiro de 1999, o último trem de passageiros passou por ali, desativado pela Ferroban, que havia então acabado de tomar o controle da linha da Fepasa, que a entregou alguns dias antes. A estação fechou. Os depoimentos abaixo mostram a situação dois anos depois: "Na segunda-feira (31 de julho), minha namorada foi despachar com o juiz em Assis e, enquanto ela ficava no Forum, fui passear pelo páteo da Sorocabana e pela estação. Ela é muito bonita e tem cobertura extensa. Está bem conservada, mas o pessoal me disse que quase não passam mais trens. A rede eletrificada foi arrancada. O que me chamou a atenção foi a enorme quantidade de habitações de ferroviários construídas em madeira, muito antigas e todas bem conservadas..." (Rodrigo Cabredo, 2/8/2000). "O depósito de locomotivas de Assis está praticamente destruído. Tenho ido ao local com frequência. Até três ou quatro semanas

ACIMA: A pequena manobreira está razoavelmente bem-conservada no pátio da estação de Assis, ainda com o logotipo da Fepasa (Foto Douglas Razaboni, janeiro de 2008).
atrás um vigia permanecia no depósito dia e noite. Agora, tudo está abandonado. Portas estão sendo rachadas ao meio por pessoas que querem roubar o pouco de móveis que ainda não foram pilhados. Dá pena. Existem inúmeros manuais de locomotivas, fusíveis, livros de bordo, números de séries da Vandeca (se não me engano 2113 e 2215). Muita coisa impressa, aquilo que os americanos chamam de "memorabilia" e algumas


ACIMA: Casas ferroviárias, oficinas ferroviárias e armazém (está marcado com uma seta) no pátio de Assis, em 2002 (Fotos respectivamente: João Baptista Lago, Rodrigo Santino e Adriano Martins).
ferramentas, estas, a meu ver, inutilizadas. O número de armários com placas de patrimônio da Sorocabana é grande. Coisas que dariam peças lindíssimas. Só não consigo saber com quem ficou a responsabilidade de vendê-las. Mas falar em vender é besteira pura. Encostando um picape no local, leva-se o que quiser, sem nenhuma preocupação. Tem um manual da General Eletric sobre as 2.100 com umas 400 páginas. O único inconveniente é a sujeira das pombas na capa"
(Paulo Godoy, 18/01/2001). Em dezembro de 2010, o prédio da estação servia como centro cultural e museu, depois de haver sido reformado por volta de 2004.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rodrigo Cabredo; Rafael Santino; Paulo Godoy; João Baptista Lago; Rodrigo Santino; Adriano Martins; Wanderley Duck; Douglas Razaboni; Carlos R. Almeida; Aline Anhesimi; Instituto Geográfico e Cartográfico de São Paulo; E. F. Sorocabana: relatórios anuais, 1900-69; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação original nos primórdios, em 1914. Foto cedida por Rafael Santino

A estação de Assis, provavelmente nos anos 1950. Acervo Wanderley Duck

A estação em maio de 1993. Autor desconhecido

A estação de Assis, em 09/2001. Foto Carlos R. Almeida

A estação de Assis, em 09/2001. Foto Carlos R. Almeida

A estação de Assis, em 09/2001. Foto Carlos R. Almeida

A estação em 2005. Foto Aline Anhesim

A estação em 28/12/2010. Foto Ralph M. Giesbrecht

Escadaria interior da estação em 28/12/2010. Foto Ralph M. Giesbrecht
     
Atualização: 04.02.2012
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.