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Pradópolis
Barrinha
Macuco
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2000
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Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1903-1971)
FEPASA (1971-1998) |
BARRINHA
Município
de Barrinha, SP |
| Linha-tronco
- km 336,841 (1958) |
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SP-0994 |
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Inauguração: 01.02.1903 |
| Uso atual: moradia |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos
1920 |
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro
trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até
Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense,
em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola
larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção
leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas
linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de
volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio
Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar
a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março
de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Barrinha foi aberta em 1903, como
uma das estações do então ramal do Mogi-Guaçu. Antes desta,
porém, havia ali desde 1885 um porto fluvial com esse nome,
construído e operado pela mesma Companhia Paulista em sua navegação
do rio Mogi, entre Porto Ferreira e Pontal. Esse porto
deu origem à cidade. Com o fim da navegação em
maio de 1903 e a já existência da primitiva estação
de trens do então Ramal do Mogi-Guaçu, a navegação
pelo rio foi extinta em 1/5/1903. A estação foi construída
em terras da fazenda São Martinho, uma das fazendas da família
Prado. Estes decidem lotear as terras ao redor da estação
após a geada do café de 1918 e a crise de 1929. As primeiras
famílias teriam chegado nessa época. Em fins de 1929,
com a retificação e alargamento da bitola do trecho entre Guatapará
e Bebedouro, pela margem direita do rio Mogi, incorporando
todo o antigo ramal, a estação passou a ser parte integrante da linha-tronco
da Paulista. Em 1933, a empresa Bevilacqua inaugurou linhas de ônibus
("jardineiras") entre a estação e Ribeirão
Preto e Sertãozinho de acordo com os horários
das chegadas e partidas dos trens, para fazer concorrência com
os trens da Mogiana - como as linhas da Paulista eram melhores, em
Barrinha já com bitola larga e parte do tronco desde 1930,
os habitantes dessas cidades preferiam as estradas de terra num trecho
de cerca de 30 km e pegar esse trem em Barrinha do que enfrentar
a historicamente ruim linha da Mogiana para São Paulo
ou Campinas. Ela funcionou como uma estação de passageiros
bastante movimentada, até o cancelamento do trem de passageiros, no
início de 1998. Era nessa estação que, por muitos anos, até os anos
1980, o pessoal de Ribeirão Preto tomava o trem Pullmann
para São Paulo, vindo de jardineira ou de automóvel. Isso evitava
também as inevitáveis baldeações da Mogiana em Passagem, Guatapará
ou Campinas, para quem seguisse pela

ACIMA: Anúncio publicado no Guia Levi de
maio de 1955 que obviamente prejudicava os interesses da Mogiana em
Ribeirão Preto... (Acervo Ralph Giesbrecht). ABAIXO: Vista
parcial da plataforma de carga e descarga com desvio particular da
Açucareira Alaska, na filial de Barrinha (Fotografia extraída
da Revista do Café, Edição Rural Especial, março-abril
de 1951, p. 36, acervo Ralph M. Giesbrecht).
Paulista
nessas cidades. No início dos anos 1940, a Shell, a Atlantic
e a Gulf Oil decidiram estabelecer junto À estação
terminais para distribuição de gasolina para toda a
região próxima a Barrinha, o que fez aumentar
o movimento de cargas também para aquela

ACIMA: Pátio, já sem os desvios, da
antiga estação (à esquerda) e armazém
(à direita) de Barrinha, pintados de um horroroso azul e sem
os antigos desvios, permanecendo apenas a linha principal de passagem,
quase encostada na plataforma da estação. Não
lembra, realmente, os tempos em que muitos passageiros de Ribeirão
Preto vinham embarcar pela Paulista em ônibus da ferrovia, para
evitar as curvas de bitola métrica da velha Mogiana (Foto Rafael
Correa, dezembro de 2008).
estação. A média diária de
trens nessa época que cruzavam nessa estação
era de doze, nos dois sentidos, metade de passageiros. A cidade é
elevada a município em 1953. Em novembro de 1998, na bilheteria
fechada, ainda estava afixado um papel com os dizeres: "O trem
de passageiros para Barretos está suspenso a partir de 09.02.1998".
Ainda existia, no final de 1998, um espaço para o chefe da estação,
mas também havia famílias morando em alguns cômodos, visto que a estação
é grande. Está razoavelmente bem conservada externamente, embora as
telhas da cobertura da plataforma estejam caindo. Em 2008, a estação
e o armazém, pintados de azul, estão feios e não
tão bem cuidados assim.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael Correa, 2008;
Filemon Peres; Guias Levi, 1932-1980; jornal "A Cidade"
de Ribeirão Preto, 2006; Hermes Y. Hinuy, 2001;Relatórios
oficiais da Cia. Paulista, 1890-1969; Revista do Café, Edição
Rural Especial, março-abril de 1951; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de Barrinha em 1918. Foto Filemon Peres |

A estação de Barrinha, com duas jardineiras à
frente de sua fachada, provavelmente anos 1960. Foto extraída
do jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto, de
17/12/2006. |

Foto de 17/11/1998 mostra a entrada da estação.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Em 17/11/1998, a plataforma deserta de Barrinha. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

O velho e o novo. Barrinha, 17/11/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação de Barrinha, lado da plataforma, em
22/11/2001. Foto Hermes Y. Hinuy |

Fachada da estação de Barrinha, em 22/11/2001.
Foto Hermes Y. Hinuy |

O forte azul com que foi pintada a estação deixa-a
até difícil de ser vista numa foto. Foto Rafael
Correa, 12/2008 |
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| Atualização:
23.02.2009
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