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| Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1911-1951) |
BRIARÉU
Município de Casa Branca, SP |
| Linha-tronco original - km 174,252 |
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SP-1032 |
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Inauguração: 07.03.1911 |
| Uso atual: moradia |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1911 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco
da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado
até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento,
que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas
desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original
em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964,
1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas,
que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos
trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da
Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular
pela linha. |
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| A ESTAÇÃO: A estação
foi inaugurada em 1911 como um posto telegráfico, e teve seu nome
tirado dos campos em volta da estação, compostos de turfa inflamável,
cujo nome é briaréu. Foi desativada em 1951 com a retificação
dos trilhos, que os desviou de várias das estações da área. Briaréu
foi então vendida a particulares e o prédio sobrevive até hoje. Fica
no bairro de Desterro, fora da cidade, a poucos metros da estação
de Casa Branca-nova, e pode ser vista da linha. O ramal
de Guaxupé, que inicialmente saía de Casa Branca-velha
e em 1951 passou a sair da nova, saía dando a volta exatamente atrás
de Briaréu, até 1989, quando os trilhos desse ramal foram retirados.
Atualmente na estação mora a família de Sérgio
Scussel, que relata, em 11/2004: "Briaréu faz parte
da minha vida. Meu avô José Marques Lopes trabalhou na
Mogiana como chefe de estação muitos anos. Passou por
Campinas, Aguaí, Mogi-Mirim, Casa Branca e Uberaba. Trabalhou
na Mogiana desde menino até aposentar-se. Faleceu em Casa Branca
já há mais de 20 anos. As lembranças já
fogem... A estação do Briaréu hoje é habitada
por parentes meus diretos. Sempre vou até lá! Meu tio,
Wagner Marques Lopes, falecido este ano, 2004, passou os últimos
12 anos lá. A prefeitura de Casa Branca trocou a estação
por um terreno que meu tio possuía às margens do asfalto
próximo ao entroncamento rodoviário onde hoje se localiza
um distrito comercial e industrial da cidade. Desta forma parte de
minha família foi morar lá. A estação
está ainda conservada como antigamente. Lá residem minha
tia Regina, viúva do tio Wagner, já de idade, meu primo
Marco Antonio, com esposa e filha, minha prima Ana Maria, filha do
tio Wagner com esposo e 2 filhos e meu primo Marcio, filho do tio
Wagner, solteiro. Tia Regina e Marcio habitam a estação
propriamente dita. Da escadaria do Briaréu se vê a estação
de Casa Branca-nova. Dentro da área do Briaréu já
existe uma torre de linha de transmissão (construída
"meio que na marra"). O tal do progresso. Quando menino
usávamos o trem para viajar de Uberaba, onde nasci, até
Casa Branca. Eram 2 trens. Diurno e noturno, P1 e N1 se não
me engano. Veio o chamado "Trem de Aço" e depois
o "Bandeirante". Todo bonito e prateado. Saíamos
de Uberaba as 6:30 da manhã e chegávamos em Casa Branca
as 15:30hs. Às vezes as 20:00hs no noturno e chegávamos
as 5 da madrugada. Bons tempos!" |
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Em 26/09/1998, a estação de Briaréu, habitada.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 01/2004. Foto Douglas Bulhões
e Alvarenga Jr. |
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| Atualização:
22.07.2010
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