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| E. F. de Nazaré
(1892-c.1967) |
ACAJU
Município de Amargosa, BA |
| Ramal de Amargosa - km 118,435 (1960) |
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BA-4405 |
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Inauguração: 18.12.1892 |
| Uso atual: escola |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: |
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A estação de Acaju
foi inaugurada em 1892 pelo Tramway de Nazaré. "As
chuvas torrenciais de 1960, ainda vivas na lembrança de muitos até
hoje, foi o marco final dos trens na região. Após dias seguidos de
muitas chuvas, os rios Capivara, Caldeirão, Vermelho, que formavam
o Corta-Mão (todos estavam às margens da estrada, a poucos
metros), chegaram a níveis nunca vistos e soçobraram com os trilhos
e dormentes, culminando com o principal meio de transporte do nosso
povo. A chuva atingiu toda a região, inclusive Nazaré e foi um marco
da época. Não se sabe ao certo se o trem foi destruído pelas águas,
nem o seu destino; as estradas foram completamente arruinadas, salvo
em locas mais altos, como na sede do município de Amargosa. A estação
de Acaju ficou parcialmente submersa, uma vez que estava a pouquíssimos
metros do rio Vermelho. Não há registros oficiais dos níveis das águas,
mas observando-se os relatos de pessoas com pontos de referência para
medição, é possível que tenha chegado a incríveis 25 metros além do
normal. Perderam-se vidas, engenhos e alambiques as margens do rios
(por utilizarem a força das águas para movimentação), produções da
agricultura, gado, animais de carga, entre outros. Foram necessários
meses para que as águas chegassem aos níveis normais. Então foi aí
que percebeu-se a destruição; os trilhos haviam sido levados das estradas,
estavam contorcidos, totalmente avariados, sem condição alguma de
recuperação. Nestes aspectos, e por já ter perdido força para o automóvel,
nunca mais o trem foi visto. Era o fim de um próspero período, que
certamente, cessou com a produção local do café e do fumo, uma vez
que não havia mais como dar vazão à produção. Não havia mais interesse
para reestabelecer os trilhos. Talvez também por falta de recursos
como também por medo de perder tudo para as águas. A geografia do
local não permitia a construção fácil de uma nova estrada em terreno
mais elevado. Os trilhos deram então lugar a estradas de terra, em
alguns trechos, para a circulação de automóveis e outros, pela destruição
do terreno, deixou definitivamente de ser usado, virando matagal.
A estação de Acajú passou a ser imóvel da prefeitura, que instalou
no local uma escola (Escola Municipal Leobino Pimentel), para o ensino
da Educação Básica. Não sei ao certo após quanto tempo depois isto
passou a acontecer. Esta escola, na qual estudei, é até hoje conhecida
como 'Estação' e possui duas salas de aula, dois banheiros, uma cantina
e um grande pátio. Embora tenha perdido totalmente a arquitetura de
uma estação, ainda guarda a forma original, pelo grande pátio coberto
que tem na frente. Suas paredes são grossas, remetendo a construções
antigas. Funciona como tal até hoje" (Jeilson Barreto,
10/10/2010).
(Fontes:
Jeilson Barreto; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A antiga estação de Acaju em 10/2010. Foto Jeilson
Barreto |
A antiga estação de Acaju
em 10/2010. Foto Jeilson Barreto |

A antiga estação de Acaju
em 10/2010. Foto Jeilson Barreto |
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| Atualização:
09.04.2011
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