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V. F. F. Leste Brasileiro
(1965-1975)
RFFSA (1975-1996) |
JUAZEIRO-NOVA
Município de Juazeiro, BA |
| Linha Centro - km 571 |
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BA-4509 |
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Inauguração: 1965 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: c.1960 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha que
ligou efetivamente a estação de São Francisco,
em Alagoinhas, ao rio São Francisco, em Juazeiro, foi aberta
entre 1880 e 1896 pelo Governo brasileiro, que deu a concessão
a, segundo algumas fontes, Miguel Argolo. Em bitola métrica,
seus trens partiam da estação de São Francisco,
onde chegava uma linha em bitola larga (1m60), a E. F. Bahia ao São
Francisco. Em 1911, essa linha teve a bitola reduzida e as duas linhas
foram unidas sob a concessão dos franceses da Cia.
Chemins de Fer Federaux du L'Est Brésilien. Em 1935,
tudo virou parte da VFFLB, estatal, e a linha passou a se chamar Linha
Centro. Em 1957, foi uma das formadoras da RFFSA. Em 1975, deixou
de existir o nome VFFLB. Ainda circulavam trens de passageiros entre
Alagoinhas e Senhor do Bonfim até 1989. Em 1996, passou a ser
concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. Tem tráfego
de cargueiros até hoje. |
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A ESTAÇÃO: A primeira estação
de Juazeiro foi inaugurada em 1896. Até 1923, foi ponta
de linha. Nesse ano, foi inaugurado o primeiro trecho a partir de
Petrolina da E. F. Petrolina a Teresina, mais tarde incorporada
à VFFLB. Porém, ponte, ali, só no final dos anos
1960. Quem descesse em Juazeiro e quisesse continuar até
Paulistana, no Piauí, teria de tomar o barco e outro
trem do outro lado do rio - e até Teresina a ferrovia
jamais chegou. A estação, de interesse histórico
por ter sido edificada no final do século 19, está hoje
(2010) totalmente abandonada e em avançado estado de deterioração,
que se agravou depois do fechamento da estação pela
RFFSA no final do século 20. As portas estão destruídas,
o
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TRENS
- De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros
pararam nesta estação de 1965 a 1977. Ao lado,
um desses trens em 1905 na estação de Queimadas.
Veja aqui horários em
1972 (Guias Levi). |
reboco danificado com tijolos expostos, o telhado de telhas francesas
foi substituído por folhas de latão. Uma parede lateral
foi derrubada para permitir a entrada de uma máquina pesada,
por trilhos, no interior do prédio, que, aliás, ainda
permanece lá dentro. As linhas férreas que a ladeiam
são utilizadas para a passagem de trens cargueiros. A estação,
localizada no bairro do Piranga, na verdade, somente pode ser
alcançada por um desvio que hoje segue para o porto fluvial,
já que a linha principal, com a construção da
ponte sobre o rio São Francisco, levou a linha para
outro local não muito distante. Por isso construiu-se uma estação
nova na nova linha (Juazeiro-nova). Em 1969, já se falava
na demolição da estação de Teodoro
Sampaio, o que não se concretizou, mas havia até
verba da RFFSA para tal. Em 1984, ainda estavam as duas por ali...
trens de passageiros, aliás, já não chegavam
mais desde 1977. As duas estações, a de Teodoro e a de Juazeiro-nova,
ficam lado a lado no início da rampa de acesso à ponte, a cerca de
três quilômetros do centro da cidade (que é na margem do rio).
(Veja também JUAZEIRO-VELHA e TEODORO
SAMPAIO)
(Fontes: Sydney Corrêa; Coaraci Camargo,
2004; Roosevelt Reis; Wanderley Duck; Revista Ferroviária,
1969; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
1960; Guias Levi, 1932-84; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A ponte sobre o São Francisco, vista da cidade de Juazeiro,
com a estação à esquerda da foto e à
direita da linha. Anos 1960? Acervo Wanderley Duck |

A ponte de novo, vista de Petrolina; a estação
de Juazeiro está à esquerda da linha, do outro
lado do rio. Anos 1980? Acervo Coaraci Camargo |
A estação nova em 17/04/1984. Foto Coaraci Camargo
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Estação de Juazeiro-nova, c. 2004. Autor desconhecido
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Juazeiro-nova em dezembro de 2008. Foto Roosevelt Reis |
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| Atualização:
09.12.2010
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