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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Eugênio de Mello
Caçapava
Engenheiro Sá e Silva
...

ram. S. Paulo EFCB-1950
 
 
E. F. do Norte (1876-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2007)
CAÇAPAVA
Município de Caçapava, SP
Ramal de São Paulo-km 365,725(1928)   SP-0722
  Inauguração: 01.10.1876
Uso atual: estação da MRS   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da S.P.R. no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E.F.Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E.F.D.Pedro II passou a se chamar E.F.Central do Brasil, que, em 1890, incorporou a E.F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificá-las. Os trabalhos começaram em 1902 e terminaram somente em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela Refesa. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 80, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde os anos 20 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Caçapava foi aberta pela E. F. do Norte em 1876. Um ano antes, em 3/7/1922, a Revista Portugal-Brasil, A Hora Gloriosa da Raça, (ed. Monteiro Lobato e Cia, 1922) publicava o que aconteceu durante as homenagens aos pilotos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, nessa estação: "A estação da Central (em Caçapava), garridamente adornada de flores naturaes e folhagens apresentava bello aspecto, e toda a extensão dos desembarcadouros lateraes, num trecho de trezentos metros, constituía uma avenida de palmeiras com varios arcos de triumpho nos quaes se ostentavam os pavilhões brasileiro, portuguez e das nações européas. Ás 9 horas, o recinto da Central e immediações regorgitava de povo, fazendo parte da numerosa assistência as autoridades civis da cidade e as autoridades militares (...). Á chegada do especial executou optimo numero do

ACIMA: Prédio da Cia. de Força e Luz Norte de S. Paulo, à beira da linha antiga da Central, sentido SP, antes da parada Santa Luzia, num local onde hoje fica o bairro Vila Nossa Senhora Aparecida, em 1922 (nos anos 1950, o leito foi deslocado na construção de uma variante). Segundo Marco Giffoni, ainda existem ruínas do prédio (Autor desconhecido - foto publicada em 1922).
seu repertorio a corporação musical que ali se achava; foram queimadas varias gyrandolas de foguetes tiro real,e estrondosas palmas festejavam os illustres viajantes (...)
. Um ano depois, em 19 de março (ou abril) de 1924, passou a operar partindo desta estação, que ainda mantinha o seu prédio original, um ramal da Cia. Norte Paulista de Combustíveis, de 12 km e bitola larga (1m60), que transportava linhito das suas minas. O ramal chegava até a

Acima, em foto de 1960, trem especial da Central do Brasil no X Congresso (de que?) trafega pelo ramal e já dentro da Mafersa (47 anos atrás!). Nessa época, o ramal para as minas já estava desativado (Foto Leonardo Bloomfield, 1960).
entrada destas. Segundo Marco Giffoni, parte desse ramal seria (em 2007) o atual desvio que serve à Mafersa e que deve ter (hoje), no máximo, 1 km, pois termina próximo à via Dutra. "Essas minas não existem mais, estou tentando conseguir uma cópia de um mapa onde aparece o traçado do ramal. A linha a partir da Mafersa seguia além de onde hoje se encontra a Dutra e os demais pontos por onde ela passava atualmente são bairros. Acredito que não haja mais nenhum vestígio do ramal depois da Mafersa" (Marco Giffoni, 06/2007). Hoje, sem nem sombra dos anos de glória e fausto, a estação está sendo utilizada parcialmente pela MRS, concessionária que opera a linha desde 1997, e aguarda pela prometida reforma da Prefeitura local. (Fontes: Vias Brasileiras de Comunicação, Max Vasconcellos, 1928; Marco Giffoni, 2007; Revista Portugal-Brasil, A Hora Gloriosa da Raça, ed. Monteiro Lobato e Cia, 1922; revista Brasil Ferrocarril nro 343 de 24/4/1924)
     

Estação original de Caçapava, em 1929. Foto do acervo de Juvenal, da relojoaria de Caçapava, cedida por Marco Giffoni

Nas plataformas da estação fechada , uma SD-18, em dezembro de 2000. Foto Fernando Schimidt

Nas plataformas da estação fechada , uma SD-38 da MRS, em dezembro de 2000. Foto Fernando Schimidt

A estação e suas plataformas, em 30/04/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação e suas plataformas, em 30/04/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht
 
     
Atualização: 07.05.2008
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.