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VXY Mogiana em MG
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Renato Werneck
Cafelândia-velha
Paredão
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Tronco NOB - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Noroeste do Brasil (1908-1970)
CAFELÂNDIA-VELHA (antiga PENNA)
Município de Bauru, SP (1908-14)
Município de Pirajuí, SP (1914-26)
Município de Cafelândia, SP (1926-)
Linha-tronco - km 109,763 (1960)   SP-4288
Altitude: -   Inauguração: 16.02.1908
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1916 (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru, onde a Sorocabana havia chegado em 1905, até Presidente Alves, em setembro de 1906. Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Araçatuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, de início com balsas, para chegar a Corumbá, na divisa com a Bolívia, anos depois. O trecho entre Araçatuba e Jupiá, que até 1937 costeava o rio Tietê em região infestada de malária, foi substituído nesse ano por uma variante que passou a ser parte do tronco principal, enquanto a linha velha se tornava o ramal de Lussanvira. Em 1957, a Noroeste passou a fazer parte da Refesa. Transportou passageiros até cerca de 1995, quando esse transporte foi suprimido. Em 1996, a Refesa deu a concessão da linha para a Novoeste, que transporta cargas até hoje.
 
A ESTAÇÃO: A linha férrea da Noroeste e do pátio ferroviário na futura cidade de Cafelândia foi construída em terras da Fazenda
Santa Izabel, da empresa J. Zucchi e Irmão. A estação de Penna foi inaugurada em 1908. Com a chegada e operação da linha, os Zucchi resolveram juntar com estradas os patrimônios próximos: Presidente Penna e Cafelândia. No projeto, a estação, antes da inauguração, chamava-se Monjolo. O nome do patrimônio principal, Presidente Penna, ou somente Penna, que deu origem à cidade e estação, foi sendo unido com o de Cafelândia. A estação herdou o nome desta última

O município foi criado em 1926, desmembrado do de Pirajuí.

Em 1970, com a abertura da variante de Lins, a estação recebeu um novo prédio na variante. A estação desativada foi então demolida e no pátio dela, em 2009, somente sobravam o armazém, a caixa d'água e a antiga plataforma coberta pelo mato. (Veja também CAFELÂNDIA-NOVA)

ACIMA: Desastre próximo a Cafelândia vitinou mais de cinco mortos no trem de passageiros da linha Araçatuba-Bauru em 1949 (Folha da Manhã, 12/7/1949). ABAIXO: Vista de cima, a distância entre as estações de Cafelândia: a original está 'a esquerda, a "nova", à direita. Vejam que o limite da cidade era o pátio velho; depois da construção do pátio novo, mais distante, a cidade cresceu no sentido dele (Google Maps, 2014).


ACIMA: A cidade de Cafelândia em 1939. A linha contorna a área urbana da cidade, em primeiro plano (Foto do Instituto Geográfico e Cartográfico de São Paulo, 1939). ABAIXO: Antigo pátio da estação velha,d esativada em 1954. Sem trilhos, sem estação, a plataforma está à esquerda, coberta por mato. À direita, velhos armazéns. Ao fundo, casas ferroviárias e a caixa d'água (Foto Daniel Gentili em 14/4/2009).

(Fontes: José H. Bellorio; Daniel Gentili; Instituto Geográfico e Cartográfico de São Paulo, 1939; E. F. Noroeste do Brasil: Relatório anual, 1954; Relação de estações oficial da Noroeste, 1949; mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Penna em 1922, com novo prédio (o segundo) inaugurado nesse ano. Foto cedida por José H. Bellorio

Neste pequeno monte de terra está "enterrada" a plataforma. Do prédio da estação, nem vestígios. Foto Daniel Gentili em 14/4/2009
 
     
Atualização: 21.10.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.