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VXY Mogiana em MG
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(1898-1955)
Tutóia
Cezario Bastos
Eng. Rosa Martins
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(1955-2001)
Tutóia
Cezario Bastos
Bueno de Andrada
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Tronco EFA-1970

IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
...
 
E. F. Araraquara (1898-1971)
FEPASA (1971-1960)
CEZARIO BASTOS (antiga CRUZES)
Município de Araraquara, SP
Linha-tronco - km 13,191   SP-1129
Altitude: 705 m   Inauguração: 01.10.1898
Uso atual: demolida em 1982   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896, tendo sido o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio Preto. Somente em 1933, depois de ter sido estatizada em 1919, a linha foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente, chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para 1,60m, totalmente pronta no início dos anos 1960. Em 1971 a empresa foi englobada pela Fepasa. Trens de passageiros, nos últimos anos somente até São José do Rio Preto, circularam até março de 2001, quando foram suprimidos.
 
A ESTAÇÃO: Foi uma das primeiras estações da linha, aberta em 1898, com o nome de Cruzes, nome alterado em 1o de setembro de 1908 para o de Cezario Bastos (ver box abaixo).

José Cezario da Silva Bastos foi promotor público e político durante o século XIX em Araraquara e como em diversos casos de nomes dados a locais, parece nada ter tido a ver com a estação ou sua localização, exceto o fato de haver sido político no município.

Em 1916, próximas a esta estação existiam as fazendas São Manuel (10 km) e Santa Júlia (4 km), da mesma forma que o local possuía uma "loja de fazendas, de armarinho, de chapéos, calçados, etc. etc., de José Paulo Abi-Jaudi" (Álbum de Araraquara, 1916), filial de uma loja cuja matriz ficava na região central de Araraquara.

A estação foi finalmente fechada em 1960 pela EFA.

Em 1981 a estação ainda estava lá de pé, abandonada. Em 1986,
o prédio já havia sido demolido. O armazém, então ainda de pé, estava sendo demolido em 1986 (Relatório de Instalações Fixas da Fepasa, 1986). Em 16/09/2000, não localizei o local da estação.

Em 2010 existia apenas a plataforma com a placa da estação - informação de quem esteve lá, claro.




ACIMA: Cezário Bastos (Acervo Rogerio Tampellini).












AO LADO:
O dia da mudança do nome na tabuleta da estação, de Cruzes para Cezario Bastos. A alteração oficial ocorrera 20 dias antes (O Estado de S. Paulo, 21/9/1908).









ACIMA: Em 1981 a estação ainda estava de pé, mas as suas perspectivas de futuro eram péssimas: VEJA A REPORTAGEM INTEIRA CLICANDO SOBRE O TEXTO (O Estado de S. Paulo, 22/11/1981). ABAIXO: Restos da plataforma de Cezario Bastos em 3/9/2010 (Foto Rogerio Tampellini).














À ESQUERDA: Em 25 de janeiro de 1960, a estação foi rebaixada a parada. Ou seja, o prédio não teria mais utilidade e somente serviria como plataforma de embarque e desembarque de passageiros.
(Fontes: Rogerio Tampellini; Álbum de Araraquara, 1916; Relatório de Instalações Fixas da Fepasa, 1986; O Estado de S. Paulo, 1/10/1908 e 21/9/1908 e 1981; Folha de S. Paulo, 1960; E. F. Araraquara: relatórios anuais, 1940-66; IBGE, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Cesario Bastos em 1981. O Estado de S. Paulo, 22/11/1981

Somente restava a placa da estação demolida na plataforma. Foto do relatório da Fepasa, 1986

A placa da estação, ainda lá, em 3/9/2010. Foto Rogerio Tampellini

Restos dos alicerces da estação, ainda lá, em 3/9/2010. Foto Rogerio Tampellini
   
     
Atualização: 19.01.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.