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Embaú
Cruzeiro
Lavrinhas
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Saída para o ramal de Três Corações
(RMV):
Rufino de Almeida
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 2004
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E. F. Dom Pedro II (1878-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1998)
MRS (1998-2009) |
CRUZEIRO
Município
de Cruzeiro, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 252,382 |
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SP-0025 |
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Inauguração: 04.09.1878 |
| Uso atual: estação |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da S.P.R. no Brás, em São Paulo, e chegando até a
Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola
métrica, encontrou-se com a E.F.Dom Pedro II, que vinha do Rio de
Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com
o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E.F.D.Pedro II passou a se chamar
E.F.Central do Brasil, que, em 1890, incorporou a E.F. do Norte, com
o propósito de alargar a bitola e unificá-las. Os trabalhos começaram
em 1902 e terminaram somente em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada
pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado
no fim dos anos 80, pois a construção da variante do Parateí, mais
ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro
de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
os anos 20 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi.
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A ESTAÇÃO:
A estação de Cruzeiro foi inaugurada pela E. F. Dom Pedro
II em 1878. A partir de 1884, passou a ser o ponto de partida
da E.F. Minas e Rio - que tinha esse nome porque deveria sair
de uma estação na Província do Rio de Janeiro e acabou saindo de Cruzeiro
mesmo - que levava até Três Corações, em Minas, e daí
além. Essa estrada teve o nome alterado inúmeras vezes, passando a
fazer parte, por exemplo, da RMV - Rede Mineira de Viação.
"Vale a pena citar que o referida estação pelo
fato de ficar praticamente na metade do percurso do Ramal de São
Paulo era o ponto de cruzamento dos principais trens: DP2 X DP1, DP3
x DP4 e ponto de almoço do SP1 X SP2 - o famoso "expressinho"
(Walter Langbeck, 11/2004). Da estação de Cruzeiro partiu
entre 2000 e 2001, tocado pela ABPF, o trem turístico a vapor que
seguia para

ACIMA: Voluntários de Piracicaba posam junto
ao carro que os trouxe para a estação de Cruzeiro, de
onde partiriam para a batalha (Revista A Cigarra, setembro de 1932).
ABAIXO: Antigo armazém da RMV no pátio da estação
de Cruzeiro, com as linhas métricas da Rede Mineira em setembro
de 2008 (Autor desconhecido).
Passa-Quatro,
em Minas Gerais. Um desabamento logo após o túnel na divisa dos dois
Estados levou o percurso a ser feito somente em
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AO LADO:
A estação do Cruzeiro era o ponto inicial da E. F. Minas e Rio.
Permutava malas postais diariamente, que seguiam pela Ramal
de São Paulo da EFCB para a Administração Regional de São Paulo
e para o outro lado, pela mesma linha, para a Administração
Federal no Rio de Janeiro (Márcio Protzner, 27/4/2009). |
território paulista, até o túnel. Em dezembro de 2001,
entretanto, o trem a vapor foi suprimido por falta de apoio financeiro
da Prefeitura. Em 24/6/2009, anuncia-se que "a cidade de Cruzeiro
foi a primeira do país a ganhar a escritura definitiva dos prédios
da antiga rede ferroviária. Os espaços antes abandonados agora vão
dar lugar a projetos de turismo e cultura (...) O antigo galpão de
14 mil metros quadrados, que armazenava peças e maquinários, será
transformado num centro de convenções. Os outros três, possivelmente
serão destinados a instalação de uma faculdade. A estação vai funcionar
como Secretaria de Cultura e Turismo, o antigo armazém vai virar um
museu ferroviário, além de um espaço reservado para o curso de restauro
ferroviário. Mudanças que vão mexer inclusive com o trânsito da cidade
(...)" (Extraído da Internet em 24/6/2009, sem
citação da fonte, por Marco Giffoni).
(Fontes: Hermes Y. Hinuy, 2001; Marco Giffoni, 2000-9;
William Martins, 2004; Christofer R.; Carlos Campanhã; Afonso
Kohn; Walter Langbeck, 2004; Márcio Protzner, 2009; A Vida Moderna,
1918; A Cigarra, 1932; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação,
1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de Cruzeiro em 1908. Foto enviada por
Christofer Ray |

A estação em 1917. Acervo Afonso Kohn |

Em 1918, na plataforma de Cruzeiro, recepção a
Antonio Rodrigues Alves, irmão do então Presidente
eleito da República. Foto da revista A Vida Moderna,
de 1918 |

A estação em 1920. Acervo Campanhã |

Estação de Cruzeiro, 2000. Foto Marco Giffoni |

Armazém e pátio da estação, em 2000.
Foto Marco Giffoni |

Plataforma da estação, 2000. Foto Marco Giffoni |

A estação em 2001. Foto Hermes Y. Hinuy |

Outro aspecto da estação, em 01/2004. Foto William
Martins |
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| Atualização:
04.07.2009
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