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VXY Mogiana em MG
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Osasco
Comandante Sampaio
Quitaúna
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Tronco EFS-1935

Posição da estação original em 1975
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2016
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E. F. Sorocabana (1946-1971)
FEPASA (1971-1994)
CPTM (1994-)
COMANDANTE SAMPAIO
Município de Osasco, SP
Linha-tronco - km 17,260 (1960)   SP-0024
Altitude: -   Inauguração: 12.10.1946
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1979
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.
 
A ESTAÇÃO: Quando a estação foi inaugurada, em 1946, aparecia nos relatórios com dois nomes: Comandante Sampaio e General Sampaio. O nome que vingou acabou sendo o primeiro. A estação estava localizada num ponto estratégico, na confluência da Estrada de Itu (hoje av. Autonomistas) com a linha férrea que vinha de Osasco pela várzea do Tietê. Nesse princípio de vida foi também chamada de Parada Pedro de Mello.

Originalmente situava-se bem antes da estação atual, e onde hoje passa um viaduto por sobre a linha e a avenida dos Autonomistas, em Osasco. O ponto antigo da estação, na verdade, ficava onde se juntavam lado a lado a estrada velha de Itu, atual Autonomistas, e a linha, e até hoje existem ali algumas casas de turma da antiga estação.

Com a construção da nova,
aberta em 25/01/1979, passou a ocupar o local atual, também na avenida dos Autonomistas, e serve hoje aos trens metropolitanos da CPTM.

"A estação de Comandante Sampaio, na Av. dos Autonomistas, já é a terceira; a primeira ficava onde existe hoje uma passarela no final da Av. Marechal Rondon, e era uma parada com plataforma de uns 20 metros ao lado de uma caixa d'água que servia, além de abastecer as locomotivas, também para lavar os vagões de gado que proviam do Matadouro Municipal do Km 21. Além de servir como ponto de apoio ela destinava atender os moradores do Bairro do Piratininga, era o único da Região que tinha algum núcleo urbano, ao lado de onde se encontram hoje os populosos bairros do Km 18, Jardim das Flores, Alto do Farol e Vila Isabel, que eram somente invernadas de gado. Quando entraram em operação os "Carmen Miranda", foi construída a segunda estação, a uns 100 metros a oeste da primeira. A mudança foi para atender o crescimento urbano da região, enquanto o bairro do Piratininga vai chegando ao seu apogeu. Com a retificação do Rio Tietê no início da década de 1950, o bairro do Piratininga vai se desligando da estação Comandante Sampaio, sem contar os freqüentes assaltos no caminho entre a estação e o bairro. Nos anos 1960, foi desativado o lavador de vagões e o lugar ficou abandonado aos vândalos e assaltantes, deixando os usuários de trens do Piratininga abandonados à própria sorte, fazendo com que os usuário pegassem ônibus e seguissem até a estação de Osasco, como fazem até hoje. Quando na década de 1970 foi reformulado o sistema de trens de subúrbio da Fepasa, cogitou-se de se construir uma nova estação no lugar da primeira, ficando entre a atual Comandante Sampaio e Osasco, para atender novamente os moradores não só do Piratininga como também de toda região norte de Osasco. Mas infelizmente o projeto não saiu do papel. Mas a estação acabou sendo novamente deslocada para 300 metros a oeste, para atender melhor os moradores não só do Km18 mas toda a Zona Sul de Osasco, mas isso acabou por sobrecarregar a estação de Osasco. De qualquer forma, as instalações das paradas antigas da Comandante Sampaio foram todas demolidas em 1978" (Antonio Carreão, 03/2004).

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Com relação a nomes da estação, note-se, no entanto, que em 1947 um terceiro nome aparece para a estação: Parada Pedro de Mello. Tal nome saiu numa reportagem do jornal Folha da Manhã, de 23/7/1947, pelo motivo que naquele exato local estavam sendo construídas casas de uma forma experimental - são as casas que hoje ainda estão ali.

AO LADO: O nome original da estação (Folha da Manhã, 23/7/1947).



ABAIXO: Comandante Sampaio ou General Sampaio, ele é considerado o patrono da Infantaria brasileirae herói militar da Guerra do Paraguai. Morreu com 56 anos e foi ferido no dia de seu 56o aniversário (Folha de S. Paulo, 24/5/1965).


ACIMA: A estação de Comandante Sampaio como era em 1966. Notar atrás dela a casa que existe ainda hoje no local (ver fotos abaixo) (Diario Popular, 28/11/1966). ABAIXO: Casas da antiga Sorocabana que pertenciam ao pátio da estação velha de Comandante Sampaio. Elas ficam na avenida dos Autonomistas, a cerca de 1 km da atual estação, e próximas ao viaduto sobre a linha que liga a parte central ao bairro de Piratininga, e tem no meio delas uma antiga caixa d'água da linha. São hoje separadas da via férrea por um muro (Fotos Ralph M. Giesbrecht, 15/11/2008).


ACIMA: Avenida dos Autonomistas, na praça 31 de Março, sendo alargada, em 1967. A casa à direita é uma das que até hoje existem no local e que faziam parte do pátio da estação de Comandante Sampaio, que ficava em ponto diferente da atual do mesmo nome. Atrás dessa casa ficava o prédio da estação. Note que se pode ver os postes e catenária da eletrificação da linha, além da casa (Foto Francisco Taveira Sobrinho).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Francisco Taveira Sobrinho; Antonio Carreão; William Gimenez; Antonio Carreão; Ricardo Koracsony; Adriano Martins; Diario Popular, 1966; Folha da Manhã, 1947; E. F. Sorocabana: Relatórios anuais, 1940-69; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A plataforma da antiga estação, em 1952. Foto cedida por Antonio Carreão, de Sorocaba

A estação antiga, sem data. Foto do acervo de Ricardo Koracsony


A plataforma da estação, foto sem data, cedida por William Gimenez, de São Paulo


Em 21/06/1998, a fachada da estação da CPTM. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação e o trem da CPTM em 2006. Autor desconhecido

A estação em 2006. Foto Adriano Martins
     
Atualização: 15.11.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.