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Lapa
Domingos de Morais
Imperatriz Leopoldina
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Tronco EFS-1935
Guia Mapograf -1995
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2013
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E. F. Sorocabana
(1920-1971)
FEPASA (1971-1994)
CPTM (1994-2013) |
DOMINGOS
DE MORAIS
Município de São Paulo, SP |
| Linha-tronco - km 9,264 (1934) |
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SP-0102 |
| Altitude: 723,800 m |
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Inauguração: 1920 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1979 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: A estação
foi inaugurada em 1920 como "posto telegráfico km 9,221", e
recebeu o nome atual - Domingos de Morais - em 1921. A sua
construção se deu provavelmente como
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OBRAS OCORRIDAS NA ESTAÇÃO E SEU
PÁTIO DE ACORDO COM RELATÓRIOS DA EFS: 1934
- Instalação de encanamento
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consequência da abertura, em 1918, do desvio da Armour: "Desvio
da Cia. Armour do Brasil - Para o acesso dos trens aos estabelecimentos
frigoríficos da Cia. Armour foi construído um desvio
e ramal com 3 trilhos no km 9. Foi levada à conta de capital
a parte do desvio de 920,00 metros a partir da ponta da agulha, tendo
ficado concluído em 1918" (Relatório oficial
da Sorocabana Railway Company para 1918, p. 35). O nome da estação
é uma homenagem a Domingos Corrêa de Moraes, fazendeiro
nascido em Tatuí mas proprietário de terras em
Batatais (e que chegou a ser vice-Presidente do Estado, no
mandato de Rodrigues Alves) no final do século XIX.
Em 1926, ganhou um novo prédio e, em 01/03/1931, foi elevada a estação,
com a anuência da S.P.R., visto estar em sua zona privilegiada. Com
relação ao ramal, ou desvio, da Armour, os trens
neste ramal, eram de bitola larga,

ACIMA: O desvio da Armour, que, em 1978, já
se chamava Bordon. Sai da estação de Domingos de Morais
e segue para o outro lado do rio Tietê até a fábrica.
Vejam que a ponte ainda era a antiga. Ele cruzava o trevo de acesso
à via Anhanguera. Hoje isso não acontece mais: o desvio
passou a cruzar, em 1982, o rio por uma ponte elevada, além
da ponte da Anhanguera, sentido Osasco, e depois foi abandonado, ele
e a ponte. A saída do desvio ainda pode ser vista da estação,
onde há uma porteira fechada com uma placa da Arroz Camil.
Ainda há trilhos ali (Guia Mapograf, 1978).
já que era mista a linha neste trecho. Esse ramal da Sorocabana
já aparecia no mapa de 1924 e cruzava o Tietê bem perto do cruzamento
da linha do bonde: é bom lembrarmos que naquela época o Rio Tietê
não era retificado. E no Instituto Geografico e Cartografico da USP
há fotos de 1939, que mostram o frigorífico e seus ramais internos.
A ponte ferroviária que cruzava o Tietê ficava mais ou
menos a 100 metros da ponte da via Anhangüera no sentido Lapa-zona
leste. Era no nível da avenida Marginal, ou seja,

ACIMA: Trem da Armour, puxado por uma antiga locomotiva
a vapor da SPR, parado numa passagem de nível do desvio na
vila Jaguara para averiguação de um acidente. ABAIXO:
A ponte do ramal sobre o rio Tietê, que durou até 1982.
À sua esquerda, vê-se a ponte da Anhangüera (Fotos
extraídas do livro "SPR - Memórias de uma Inglesa",
de Moisés Lavander e Paulo Mendes, 2005, p. 357).
os trens paravam o tráfego da Marginal para irem ou sairem
do frigorifico. Uma vez uma LEW trombou com um caminhão... nos anos
1980!!! construíram a nova ponte que está ociosa nos dias de
hoje. A estação hoje serve aos trens urbanos da CPTM. A estação antiga
foi demolida na época da construção da atual, que foi aberta em 25/01/1979.
Da estação saía um ramal que servia as indústrias
do outro lado do Tietê, cruzando a Marginal do Tietê em
nível até alguns anos atrás. "Essa passagem
de nível ficava bem ao lado da ponte Anhanguera e fazia parte
do desvio que servia (será que ainda serve?) a Refinações
de Milho Brasil e frigoríficos que ficavam na margem direita
do Tietê, perto da ponte dos Remédios e Cebolão.
Na década de 1960 essa ponte tinha uma interessante estrutura,
bastante alta - acho que seu tabuleiro central era levadiço,
sendo levantado para dar passagem a eventuais embarcações
que passassem pelo rio. Ao contrário dos viadutos atuais, ela
era bastante baixa. Na década de 1970 ela já não
tinha essa estrutura, era apenas a ponte para passagem dos trens mesmo.
Tive a felicidade de ver um trem a cruzando no final da década
de 1970 - era ridículo, a Marginal já era uma pista
de alta velocidade e os manobreiros tinham de arriscar a vida esgueirando-se
entre os carros enquanto agitavam
ACIMA: O trem "Carmem Miranda" na plataorma
de Domingos de Moraes, provavelmente anos 1960 (Autor desconhecido).
ABAIXO: Pátio da estação de Domingos de Moraes
em 16/5/2010. O trem da CPTM está vindo de Osasco (CLIQUE PARA
VER A FOTO EM TAMANHO MAIOR) (Foto Carlos Almeida).

freneticamente as bandeiras para dar passagem ao trem, que
a custo cortava a marginal... Fiquei preocupado que algum desavisado
batesse na traseira do meu carro, pois todo mundo vinha chutadíssimo
na Marginal naquela época - o trânsito lá ainda
andava bem... Nessa época construíram um longo viaduto,
mais ou menos a uns 300 metros da ponte Anhanguera, rumo à
Castelo Branco, que vem desde a linha da antiga EFS e vai direto para
as indústrias a que servia. Dessa forma os trens já
não tinham de disputar espaço com os carros"
(Antonio Gorni, 04/2002). "O cliente principal dessa
linha (nos tempos idos) era o frigorifico Bordon. As duas vaporosas
da Bordon (uma 0-6-0ST, ex-SPR e uma 2-6-4ST, ex-CP) costumavam fazer
a manobra dentro do frigorifico e chegavam á subir até
a estação Domingos de Morais para buscar e deixar vagões.
A linha da Sorocabana era (até onde me consta) bitola mixta
da Lapa até Domingos de Morais para permitir a chegada de vagoes
da larga ate o frigorifico. Ambas as locos tinham engates duplos para
dar conta desse movimento. Hoje a linha está seccionada em
2: o "tronco" original termina dentro da Arroz Camil e tem
movimento ocasional (arroz Camil e um ou dois clientes). Já
o 2º tronco é a retificacao e está praticamente
morto - o último fluxo foi de fertilizante para a Ultrafértil
(creio eu) localizada a cerca de 300m de Domingos de Morais"
(Nicholas Burmann, 04/2002). A CPTM também usa o pátio
da estação Domingos de Morais para estacionar parte do material
de manutenção da via.
(Fontes: Alberto del Bianco; Nicholas Burmann,
2002; Antonio Gorni, 2002; Salles, 04/2007; 1977; Ricardo Koracsony;
José Luiz Alves de Oliveira; Osvaldo Galvanese, 2007; Edson Castro;
Carlos R. Almeida; Rafael Asquini; Fepasa: relatórios anuais;
E. F. Sorocabana: relatórios oficiais, 1900-69; revista Nossa
Estrada, Moisés Lavander e Paulo Mendes: SPR - Memórias
de uma Inglesa, 2005; Guia Mapograf, 1978; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A foto, de 1937, mostra a estação ao fundo, e
em primeiro plano a cabina de controle. Aparece também
um curioso "carro de linha". Foto cedida por Edson
Castro |

Em foto sem data (anos 1940?) a cabina de controle da estação.
Foto de arquivo |

Estação original de Domingos de Morais, em 1977,
em início de demolição. Foto cedida por
Ricardo Koracsony, extraída da revista "Nossa Estrada".
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A estação em 2007. Foto de relatório da
Fepasa da época. Acervo Carlos R. Almeida |
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Em 9/5/1998, a fachada da estação da CPTM. Foto
Ralph M. Giesbrecht
Ao lado esquerdo, as três fases da demolição
da estação velha, em 1977. Acervo José Luiz Alves
de Oliveira, Osasco, SP |

A fachada da estação em 12/2002. Foto Ricardo
Koracsony |

A estação em 01/2007, mostrando o material de
manutenção da via nela estacionado. (Foto Osvaldo
Galvanese) |

A estação em 01/2007, mostrando o material de
manutenção da via nela estacionado. (Foto Osvaldo
Galvanese) |
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| Atualização:
19.05.2013
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