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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Araçaí
Cordisburgo
Quintino Vargas
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Linha do Centro - 1931

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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Central do Brasil (1904-1975)
RFFSA (1975-1996)
CORDISBURGO
Município de Cordisburgo, MG (veja a cidade)
Linha do Centro - km 743,467 (1928)   MG-0418
Altitude: 716 m   Inauguração: 05.08.1904
Uso atual: casa de turma da FCA (2013)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Cordisburgo foi inaugurada em 1904.

"É a porta de entrada para a Gruta de Maquiné. Está bem, assim, porque a FCA mantem lá uma turma de manutenção e tambem porque houve alguma vontade política do municipio em conservar o patrimônio. Um outro edificio, possivelmente um armazém, também foi reformado. A mesma sorte não tiveram a casa do agente, invadida, seis ou sete casas de turma, abandonadas e mais um prédio com um pé direito enorme. Está com as portas e janelas arrancadas" (Gutierrez L. Coelho, 2003).

"A FCA usa o espaço da estação, mas não cuida do prédio. Há sinais de depredação no prédio da estação e nos demais da antiga EFCB naquela área. A Turma do Km 743 foi totalmente depredada. Restam só paredes daquilo que foram residências de trabalhadores que cuidavam da linha. As operadoras modernas alegam que não precisam mais desse tipo de trabalhador. As linhas, antes tão limpas e asseadas, hoje estão tomadas pelo mato e lixo. O que interessa é o trem circular, nada mais. O povo é que se cuide com a dengue, baratas e ratos provenientes da área da linha. Notem que a FCA faz muita propaganda sobre programas de gerenciamento e otimização das operações, mas desperdiça material caro. O material que antes a RFFSA e EFCB guardava em almoxarifados, hoje é largado na beira da linha. Notem as placas de apoio e sacos com pregos de linha abandonados no pátio" (Pedro Paulo Rezende, 20/1/2009).

1924
AO LADO:
Acidente próximo à estação (O Estado de S. Paulo, 10/9/1924).

1931
AO LADO:
Acidente entre a estação e a de Aporá (e não Araçá) (O Estado de S. Paulo, 1/2/1931).

ACIMA: A estação e o pátio de Cordisburgo e a parte mais próxima da cidade, em mapa de 1941. O círculo indica a localização da igreja mais antiga da cidade (Revista Brasileira de Geografia, jul-set 1941, p. 576). ABAIXO: A estação com uma locomotiva da VLI (ou VL!), ex-FCA, em fevereiro de 2013 (Foto Lucas Gustavo).
(Fontes: Alejandro Polvorines; Gutierrez L. Coelho; Elias Torrent; Valerio Vilela; Lucas Gustavo; Pedro Paulo Rezende; João Pires Barbosa Filho; Wanderley Duck; O Estado de S. Paulo, 1924; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Revista Brasileira de Geografia, jul-set 1941; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 1976. Foto João Pires Barbosa Filho

A estação em 2001. Foto enviada por Wanderley Duck

A estação em 2003. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 8/6/2008. Foto Igor Spindola

A estação em 7/2013. Foto Valerio Vilela

Patio da estação em julho/2016. Foto Elias Torrent

A estação em 26/8/2017. Foto Alejandro Polvorines
 

 

     
Atualização: 07.03.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.