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E. F. Central do
Brasil (1919-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2011) |
BARREIRO
Município de Belo Horizonte, MG |
| Linha do Paraopeba - km 625,379 (1928) |
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MG-1220 |
| Altitude: 916 m |
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Inauguração: 10.12.1919 |
| Uso atual: estação da MRS (2011) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1950 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha do
Paraopeba, assim chamada porque durante boa parte de sua extensão
acompanha o rio do mesmo nome, foi construída em bitola larga,
provavelmente para aliviar o tráfego de trens entre o Rio de
Janeiro e Belo Horizonte que até sua abertura tinha de passar
pela zona de mineração da Linha do Centro, até
General Carneiro, onde saía a linha para a capital mineira.
Além disso, até então havia baldeação
para bitola métrica em Burnier, o que dificultava as operações
principalmente dos trens de passageiros entre as duas capitais. A
linha do Paraopeba, saindo da estação de Joaquim Murtinho,
foi aberta até a estação de João Ribeiro
em 1914 e até Belo Horizonte em 1917. Dali a General Carneiro
foi mantida a bitola de métrica no trecho já existente.
Com isso se estabelecia a ligação direta sem baldeações
entre o Rio e Belo Horizonte. O trem de passageiros trafegou por ali
até 1979, quando, depois de uma ou duas tentativas rápidas
de reativação, foi extinto. O movimento de cargueiros
continua intenso até hoje, com a concessionária MRS,
até a estação do Barreiro, próxima a BH,
e depois com a FCA até General Carneiro, agora sim com bitola
mista, métrica e larga. |
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A ESTAÇÃO: "Acta
da inauguração da parada de Barreiro - Aos dez dias
do mes de Dezembro de mil novecentos e dezenove, presentes o Conferente
de 3a classe Dr. Rui Mattos Martins, designado pelo Sr. Director para
servir provisoriamente nesta parada, os guarda chaves de 3a classe
Celestino Dias e o trabalhador da Construção Christiano
Silva, que desempenha o serviço de guarda chaves, foram iniciados
os trabalhos, concedendo-se licença aos trens, recebendo-se
e effectuando-se despachos, ficando assim inaugurada de que para constar
lavrei o presente termo que assigno. Sr. Rui Mattos Martins - Conferente
de 3a classe" (Livro da estação, manuscrito
da época, cedido por José Emilio Buzelin, Belo Horizonte,
MG). No mesmo livro, na página 2, o termo que diz que em
11/02/1920, o mesmo conferente entregou a estação para
funcionar em termos definitivos. Afirma que ele passava por uma reforma
geral, "não há vidros quebrados, nem falta de
chaves", e que o armazém "funciona em uma
parte

ACIMA: Estação original do Barreiro em
maio de 1925, demolida nos anos 1960 (ver texto). Uma pena, pois era
muito mais bonita que a atual. "Interessante notar que o pátio
era invertido, pelo que mostra a foto. Os trens rodavam onde hoje
situa-se a estação atual. No pátio atual ficava esta estação da foto.
Isso é facil de se notar, pois a casa do agente geralmente ficava
nos fundos da estação" (Pedro Paulo Rezende, 2010) (Coleção
Eduardo Coelho). ABAIXO: Estação do Barreiro em 1919
(autor desconhecido).
do
edifício e acha-se na mais perfeita ordem, sem volume algum
que de mercadorias que de encomendas, recebidas ou expedidas. Há
de irregular somente o facto de estar sendo feito um livro provisorio
e registro das mercadorias de frete a pagar, recebidas, por falta
de livros proprios, do que já foram espedidas communicações
a respeito (...)" Também registra que a agência
integra o edifício junto com o armazém, "com
móveis e utensílios de trafego e de telegrapho e de
illuminação". Também ainda não
havia bilhetes à venda nesse dia. Esse era o edifício
original da estação de Barreiro, que foi demolido
nos anos 1960. A demolição, segundo J. E. Buzelin,
teria acontecido pela necessidade de se passar no local a linha que
leva ao pátio da Mannesmann (até hoje). Sobrou uma casa
ao lado do local da antiga estação, até hoje
utilizada por funcionários que trabalham na estação,
que tem um movimento de manobras de locomotivas bastante grande. No
sentido do Rio de Janeiro, a estação é
hoje a primeira que pertence a MRS. cuja divisa com a concessionária
FCA, é pouco além da linha, antes da estação
seguinte, Ferrugem. Um novo prédio foi construído,
do outro lado da linha, e cerca de 20 metros a frente no sentido de
Belo Horizonte, pois nessa época ali chegava os trens
de subúrbio da Central, eletrificados. Aliás, a eletrificação
da linha terminava em frente a estação. Hoje, a nova
estação, de arquitetura simples e feia, ainda serve
para a MRS, mas deixou de atender os subúrbios desde o início
dos anos 1990, quando, com a chegada do metrô, foram desativados.
Barreiros não foi contemplado para a linha, e a própria
eletrificação foi desativada nesse trecho, sendo que
hoje somente ali restam um ou outro poste outrora utilizado.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Eduardo
Coelho; J. H. Buzelin, Marco A. Dantas; William Martins; Max Vasconcellos:
Vias Brasileiras de Communicação, 1928) |
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A estação em 2002. Foto Marco Antonio Dantas |

A estação do Barreiro em 2003. Foto William Martins |
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| Atualização:
26.03.2015
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