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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Jatobá
Barreiro
Ferrugem
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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Linha do Paraopeba - 1931
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E. F. Central do Brasil (1919-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2011)
BARREIRO
Município de Belo Horizonte, MG
Linha do Paraopeba - km 625,379 (1928)   MG-1220
    Inauguração: 10.12.1919
Uso atual: estação da MRS   com trilhos
Data de construção do prédio atual: anos 1950
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha do Paraopeba, assim chamada porque durante boa parte de sua extensão acompanha o rio do mesmo nome, foi construída em bitola larga, provavelmente para aliviar o tráfego de trens entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte que até sua abertura tinha de passar pela zona de mineração da Linha do Centro, até General Carneiro, onde saía a linha para a capital mineira. Além disso, até então havia baldeação para bitola métrica em Burnier, o que dificultava as operações principalmente dos trens de passageiros entre as duas capitais. A linha do Paraopeba, saindo da estação de Joaquim Murtinho, foi aberta até a estação de João Ribeiro em 1914 e até Belo Horizonte em 1917. Dali a General Carneiro foi mantida a bitola de métrica no trecho já existente. Com isso se estabelecia a ligação direta sem baldeações entre o Rio e Belo Horizonte. O trem de passageiros trafegou por ali até 1979, quando, depois de uma ou duas tentativas rápidas de reativação, foi extinto. O movimento de cargueiros continua intenso até hoje, com a concessionária MRS, até a estação do Barreiro, próxima a BH, e depois com a FCA até General Carneiro, agora sim com bitola mista, métrica e larga.
 
A ESTAÇÃO: "Acta da inauguração da parada de Barreiro - Aos dez dias do mes de Dezembro de mil novecentos e dezenove, presentes o Conferente de 3a classe Dr. Rui Mattos Martins, designado pelo Sr. Director para servir provisoriamente nesta parada, os guarda chaves de 3a classe Celestino Dias e o trabalhador da Construção Christiano Silva, que desempenha o serviço de guarda chaves, foram iniciados os trabalhos, concedendo-se licença aos trens, recebendo-se e effectuando-se despachos, ficando assim inaugurada de que para constar lavrei o presente termo que assigno. Sr. Rui Mattos Martins - Conferente de 3a classe" (Livro da estação, manuscrito da época, cedido por José Emilio Buzelin, Belo Horizonte, MG). No mesmo livro, na página 2, o termo que diz que em 11/02/1920, o mesmo conferente entregou a estação para funcionar em termos definitivos. Afirma que ele passava por uma reforma geral, "não há vidros quebrados, nem falta de chaves", e que o armazém "funciona em uma parte

ACIMA: Estação original do Barreiro em maio de 1925, demolida nos anos 1960 (ver texto). Uma pena, pois era muito mais bonita que a atual. "Interessante notar que o pátio era invertido, pelo que mostra a foto. Os trens rodavam onde hoje situa-se a estação atual. No pátio atual ficava esta estação da foto. Isso é facil de se notar, pois a casa do agente geralmente ficava nos fundos da estação" (Pedro Paulo Rezende, 2010) (Coleção Eduardo Coelho). ABAIXO: Estação do Barreiro em 1919 (autor desconhecido).
do edifício e acha-se na mais perfeita ordem, sem volume algum que de mercadorias que de encomendas, recebidas ou expedidas. Há de irregular somente o facto de estar sendo feito um livro provisorio e registro das mercadorias de frete a pagar, recebidas, por falta de livros proprios, do que já foram espedidas communicações a respeito (...)
" Também registra que a agência integra o edifício junto com o armazém, "com móveis e utensílios de trafego e de telegrapho e de illuminação". Também ainda não havia bilhetes à venda nesse dia. Esse era o edifício original da estação de Barreiro, que foi demolido nos anos 1960. A demolição, segundo J. E. Buzelin, teria acontecido pela necessidade de se passar no local a linha que leva ao pátio da Mannesmann (até hoje). Sobrou uma casa ao lado do local da antiga estação, até hoje utilizada por funcionários que trabalham na estação, que tem um movimento de manobras de locomotivas bastante grande. No sentido do Rio de Janeiro, a estação é hoje a primeira que pertence a MRS. cuja divisa com a concessionária FCA, é pouco além da linha, antes da estação seguinte, Ferrugem. Um novo prédio foi construído, do outro lado da linha, e cerca de 20 metros a frente no sentido de Belo Horizonte, pois nessa época ali chegava os trens de subúrbio da Central, eletrificados. Aliás, a eletrificação da linha terminava em frente a estação. Hoje, a nova estação, de arquitetura simples e feia, ainda serve para a MRS, mas deixou de atender os subúrbios desde o início dos anos 1990, quando, com a chegada do metrô, foram desativados. Barreiros não foi contemplado para a linha, e a própria eletrificação foi desativada nesse trecho, sendo que hoje somente ali restam um ou outro poste outrora utilizado.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Eduardo Coelho; J. H. Buzelin, Marco A. Dantas; William Martins; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928)
     

A estação em 2002. Foto Marco Antonio Dantas

A estação do Barreiro em 2003. Foto William Martins
     
     
Atualização: 22.10.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.