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E. F. Central do
Brasil (1929-1975)
RFFSA (1975-1996) |
CRASTO
Município de Barra Longa, MG |
| Ramal de Ponte Nova - km 611,741 (1960) |
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MG-0811 |
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Inauguração: 05.08.1929 |
| Uso atual: abandonada e em ruínas |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1929 |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Ponte Nova foi construído em 1887 e 1888 para, da estação
de Burnier, se atingir Ouro Preto, então capital da Província,
de forma que ela se ligasse com o Rio de Janeiro por via férrea.
Somente mais tarde, entre 1914 e 1926, é que foi construído
o trecho que chegaria até Ponte Nova. Até 1980 ainda
havia trens mistos percorrendo o ramal. Atualmente o ramal da Ponte
Nova está desativado, tanto para passageiros como para cargas. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Crasto foi inaugurada em 1929; seu prédio tem o mesmo
estilo da estação de Acaiaca. Pelo menos até
1980 ainda havia movimentação de passageiros que podiam
se utilizar dos trens mistos. Curiosamente, esta estação
não aparecia nos guias de trens da época. "A
Estação do Crasto foi construída em uma região de fazendas de gado
e café, cujo centro econômico era a cidade de Ponte Nova. Meu avô,
Edmundo Mariano da Costa Lanna (Mundeco), era fazendeiro e proprietário
da Fazenda das Corvinas, às margens do Rio Gualaxo. A Fazenda das
Corvinas era grande produtora de café, chegando, no auge da

ACIMA: A Fazenda das Corvinas, em agosto de 2007, próxima
à estação do Crasto. ABAIXO: Cercada pelo matagal,
a caisa d'água próxima à estação:
nem trilhos nem leito são vistos, sinal de que o trem, ali,
acabou para sempre (Fotos Eduardo de Lanna Malta em agosto de 2007).
produção
a exportar 3000 sacas de café por ano, que iam de carros-de-bois até
a Estação, distante 14 km para o embarque, em vagões cargueiros que,
provavelmente, ficavam estacionados no local aguardando a passagem
do trem, usando o desvio, no outro lado da mesma (observar que a linha
passava dos dois lados da Estação). Ao escoar a produção desta imensa
e montanhosa região até Ponte Nova e daí para o Rio de Janeiro pela
linha da Leopoldina a Estação do Crasto tinha grande importância para
o comércio exterior do Brasil" (Eduardo de Lanna Malta,
08/2007). Lamentavelmente hoje a antiga estação
de Crasto está abandonada e semidestruída. Está no terreno
de um fazendeiro que apenas a utiliza como depósito de milho. A arquitetura,
igual à de Acaiaca, inclusive mostra as gregas no alto da alvenaria,
abaixo do telhado. Daqui até Ponte Nova os trilhos e dormentes
já foram arrancados, provavelmente roubados. (Fontes: Gutierrez
L. Coelho, 06/2004; Eduardo de Lanna Malta, 2007)

ACIMA: Mapa
dos anos 1950 mostra a linha passando pelo extremo sul do município
de Barra Longa, com as três estações: Crasto,
Felipe dos Santos e Cônego Luiz Vieira, no mapa como Barro Branco
(mapa parcial) (IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
vol. VII, 1960).
(Fontes:
Gutierrez L. Coelho, 2004; Eduardo
de Lanna Malta; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
vol. VII, 1960;
Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960) |
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A estação em 06/2004. Foto Gutierrez L. Coelho |

A estação em 06/2004. Foto Gutierrez L. Coelho |

A estação em 08/2007. Foto Eduardo de Lanna Malta |
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| Atualização:
19.12.2010
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