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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Conselheiro Mata
Barão de Guaicuí
Guinda
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Vitória a Minas (1913-1923)
E. F. Central do Brasil (1923-1975)
RFFSA (1975-1994)
BARÃO DE GUAICUÍ
Município de Gouveia, MG
Ramal de Diamantina - km 972,155 (1928)   MG-1226
Altitude: 1.187 m   Inauguração: 03.08.1913
Uso atual: desconhecido (2014)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Diamantina, que alcançava esta cidade saindo da estação de Corinto, na Linha do Centro da EFCB, foi aberto entre os anos de 1910 e 1913 pela E. F. Vitória a Minas, que, depois, em 1923 o repassou à Central do Brasil. Ele funcionou até o início dos anos 1970, quando teve os trens de passageiros desativados. Oficialmente o trecho somente foi suprimido pela RFFSA em 1994, mas segundo consta os trilhos já teriam sido arrancados antes disso...
 
A ESTAÇÃO: A estação de Barão de Guaicuí foi aberta em 1913, com o nome de Baraúna poucos meses depois da estação terminal de Diamantina. O nome foi alterado pouco tempo mais tarde para homenagear o empreendedor da navegação no rio das Velhas,
O belo prédio da estação continua de pé, meio a trancos e barrancos, com cupins, goteiras, rachaduras e afins, no centro do povoado que leva seu nome, a pouco mais de 30 quilômetros de Diamantina. Com cerca de 60 moradores, o lugar já teve dias de muito mais movimento, quando o trem circulava com passageiros e cargas e o povoado contava com cerca de 600 almas. O vilarejo de Barão de Guaicuí, conhecido na região apenas como Barão, pertence à cidade de Gouveia e é de lá que vem uma boa notícia. O prédio foi tombado pela prefeitura da cidade e aguardarecursos para sua restauração. Segundo ele, a intenção é transformar a estação em um Centro de Apoio ao Caminhante e também Centro Cultural, aproveitando tanto da beleza ímpar do lugar quanto do fato de estar no roteiro da Estrada Real. Como verbas não surgem do nada e têm o dom de detonar previsões, ainda não há data para que a velha estação volte a ter as tintas de seu tempo de glória. Típica vila ferroviária, o lugar foi esvaziado na primeira metade da década de 1970, quando a ferrovia, que pertencia à Central do Brasil, foi fechada. Barão é aquele lugar que surge do nada. De repente, logo depois de mais uma curva na poeira, você está na vila. Não falta aquela dezena de casas antigas, algumas muito bem cuidadas, trilhas de grama, animais pastando e meninas e meninos batendo bola naquilo que um dia foi um campo de futebol. De todos os lugares se tem a visão da Serra do Leão, uma formação rochosa que lembra o felino deitado, pronto para dar o bote. O prédio/galpão da estação, bem no meio do povoado, é a cereja do bolo e não falta nem mesmo a centenária igrejinha (Sagrado Coração de Jesus, de 1836) para conferir aquele ar de presépio a céu aberto. Num dia de muito sol, com o céu imaculadamente azul (como acontece agora, nos meses de agosto e setembro), o quadro ganha aquela pincelada final (O Estado de Minas, 26/8/2009).
Josephino Vieira Machado, Barão de Guaicuhy, antigo político local. A estação mudou de nome para Gouvea, localidade próxima, e voltou a se chamar Baraúna, para depois recuperar o nome de Barão de Guaicuí. O prédio atual também não é o original. As fotos abaixo mostram uma das trocas de nome. Foi fechada na primeira metade dos anos 1970, com o ramal; os trilhos foram retirados não muito tempo depois. "Barão do Guaicui era uma vila ferroviária, que praticamente desapareceu após a saida do trem. Hoje ali vivem uma meia dúzia de famílias, vivendo do garimpo. Eles

ACIMA: Ponte ferroviária próxima à estação de Barão de Guaicuí em 2012 (Autor desconhecido).
precisam caminhar cerca de seis quilômetros até o asfalto para poderem ir a Diamantina satisfazer suas necessidades de civilizados. Por estrada são doze quilômetros até o asfalto. Na época do trem viviam ali mais de cem famílias, conforme apurei. A estação está intacta, como pode ver. Até parece que o trem saiu de lá ontem. Ainda há dormentes sobre a ponte que se situa logo depois, e o horário do último trem ainda está gravado no quadro negro, acredite se quiser
" (Pedro Paulo Resende, 10/2003).
(Fontes: Pedro Paulo Resende; João Batista Filho; O Estado de Minas, 2009; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928)
     

A estação em seu prédio antigo, com o nome de Baraúna. Época provável: anos 1950. Foto cedida por Pedro Paulo Resende

A estação em seu prédio antigo, com o nome de Gouvea e sendo trocado. Época provável: anos 1950, mesmo dia da foto anterior. Foto cedida por Pedro Paulo Resende

A estação já em seu prédio novo. Época provável: anos 1970. Foto cedida por Pedro Paulo Resende

A estação, nos anos 1990, já sem trilhos. Foto Pedro Paulo Resende

A estação em 2009. Foto João Batista Filho

A estação em 2009. Foto João Batista Filho

A estação em 2012. Autor desconhecido
   
     
Atualização: 06.04.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.