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E. F. Vitória
a Minas (1911-1923)
E. F. Central do Brasil (1923-1975)
RFFSA (1975-1994) |
CONSELHEIRO
MATA
(antiga RIACHO DAS VARAS)
Município de Diamantina, MG |
| Ramal de Diamantina - km 936,771 (1928) |
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MG-2112 |
| Altitude: 965 m |
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Inauguração: 12.10.1911 |
| Uso atual: restaurada em 2005; sem uso conhecido |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1911? |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Diamantina, que alcançava esta cidade saindo da estação
de Corinto, na Linha do Centro da EFCB, foi aberto entre os anos de
1910 e 1913 pela E. F. Vitória a Minas, que, depois, em 1923
o repassou à Central do Brasil. Ele funcionou até o
início dos anos 1970, quando teve os trens de passageiros desativados.
Oficialmente o trecho somente foi suprimido pela RFFSA em 1994, mas
segundo consta os trilhos já teriam sido arrancados antes disso... |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Conselheiro Mata foi inaugurada em 1911 com o nome de Riacho
das Varas.
Cem anos depois, na região a maioria das estações
estava preservada, aproveitada para repartições, bibliotecas,
pequenos museus, como as do ramal de Diamantina, cujos trilhos
foram criminosamente arrancados, inaproveitável então
para o turismo ferroviário nascente (Informação
de Reinaldo Faria Tavares, Belo Horizonte, MG, 12/01/2004).
Em 2005, "O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o
Ministério Público Federal assinaram com a prefeitura de Diamantina,
com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
e com a Secretaria do Patrimônio da União um Termo de Ajustamento
de Conduta (TAC) pioneiro para a preservação da Estação Ferroviária
do distrito de Conselheiro da Mata, no município de Diamantina - MG.
O prédio da estação ferroviária foi inaugurado em 1911, na antiga
linha da estrada de ferro Central do Brasil. O imóvel, reconhecido
pelo Iphan como bem cultural, encontra-se em péssimo estado de conservação
e necessita de intervenções urgentes para não desmoronar. A prefeitura
de Diamantina, vendo a situação, procurou o MPMG e demonstrou interesse
em assumir a estação ferroviária para instalar um centro de produção
e exposição de artesanatos. Um TAC então foi firmado pelas partes
interessadas, e, com a assinatura do acordo, a Secretaria do Patrimônio
da União, por meio de sua gerência regional, assumiu a obrigação de
entrar com processo administrativo para a transferência da guarda
provisória e posteriormente a cessão definitiva do imóvel para o município
de Diamantina. Já a prefeitura de Diamantina se comprometeu a executar,
no prazo de 30 dias após a efetiva posse do imóvel, medidas emergenciais
para preservar a integridade do bem cultural. E, depois de aprovado
o projeto pelo Iphan, serão executadas as obras de restauração. O
Iphan exercerá fiscalização e expedirá orientações e recomendações
de natureza técnica para as intervenções necessárias à restauração,
à manutenção, e à adequada destinação do imóvel" (Assessoria
de Comunicação do Ministério Público de Minas Gerais - Núcleo de Imprensa,
11/2008). A estação foi, de fato, restaurada depois
disso.
Imagine um lugar perdido no meio do sertão, um lugarejo que não deve
ter 200 pessoas. Muitas cachoeiras ao redor, trilhas para o pessoal
que gosta do “trecking”, vestígios de muitos antigos garimpos, hoje
proibidos pelo IBAMA. Pena que mataram a ferrovia, ela encaixaria
em tudo que se pensa em turismo numa região agreste, com uma beleza
tosca, só pedra, cascalho, mato rasteiro, árvores de pequeno porte.
(Fontes: Gutierrez L. Coelho; Ronald Colombini Junior;
Reinaldo Faria Tavares; Assessoria de Comunicação do Ministério Público
de Minas Gerais - Núcleo de Imprensa, 2008; Max Vasconcellos: Vias
Brasileiras de Communicação, 1928). |
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A estação de Riacho das Varas, sem data. Autor desconhecido |

A estação em 04/06/2005. Foto Ronald Colombini Junior |
A estação restaurada, em 4/7/2012. Foto Gutierrez
L. Coelho |
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| Atualização:
07.10.2016
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