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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Dom Pedro II
Marítima
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S;D
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E. F. Dom Pedro II (1880-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
MARÍTIMA
Município de Rio de Janeiro, RJ
Ramal da Marítima - km 1,005 (1928)   RJ-0538
Altitude: 4 m   Inauguração: 1880
Uso atual: abandonada (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 

A ESTAÇÃO: A estação de Marítima foi inaugurada em 1880.

O ramal, que tinha pouco mais de 1 km e servia apenas a esta estação, foi aberto em 1880, mas em 1899 teve entregue um novo traçado. Saía da Linha do Centro da Central do Brasil de uma "chave" que se situava a cerca de 300 m da estação Dom Pedro II.

A estação de Marítima não se destinava a passageiros; era o centro de um complexo que servia de depósito para as cargas que chegavam por trem para embarque no porto do Rio de Janeiro.

Em 1928 foi aberto ali um novo pátio.

No início dos anos 2000 estava tudo abandonado.

Em novembro de 2003, foi praticamente tudo para o chão. O pátio em frente à estação Marítima do Porto do Rio de Janeiro está sendo demolido para em seu lugar ser construída a Cidade do Samba, obra do Município do Rio de Janeiro. O prédio da estação, hoje abandonado, deverá ser recuperado (*Informação de Alexandre F. Costa, Rio de Janeiro, RJ).

ACIMA: A estação de Marítima, à direita, e sua posição relativa à estação Dom Pedro II, em 1910. Aí podem se notar os túneis, hoje abandonados, sob o Morro da Providencia e o Morro da Favela (ou da Formiga). A estação ainda era a antiga, pequena. A Avenida Presidente Vargas não existia; enfim, um quadro bem diferente do de hoje e certamente longe de estar relegado ao abandono em que grande parte da área se encontra hoje (Acervo Allen Morrison). ABAIXO: Pátio da estação, talvez anos 1940 (Autor desconhecido).


ACIMA: Estação da Maritima em 1928, logo após uma grande reforma por que passou alterando bastante os pátios ferroviários - CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA VER OUTRAS FOTOS E MAIS DETALHES (O Malho, 22/9/1928). ABAIXO: Reportagem sobre a inuaguração do novo pátio (Folha da Manhã, 30/3/1928). ABAIXO: Aramzens P-1 e P-2, ainda existentes em 1950 (Correio da Manhã, 28/5/1950).


(Fontes: Alexandre F. Costa; Carlos Latuff; Christoffer R.; Allen Morrison; Colecção de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º, 1881; Correio da Manhã, 1950; Folha da Manhã, 1928; Francisco Pereira Passos: As estradas de ferro do Brasil, 1879; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)

     

A estação em 1881. Colecção de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º, 1881

A estação em atividade, em 1972. Foto cedida por Christoffer R.

Ruínas da estação de Marítima, em 2002. Foto Carlos Latuff

Ruínas da estação de Marítima, em 2002. Foto Carlos Latuff

Ruínas da estação de Marítima, em 2002. Foto Carlos Latuff
 
     
Atualização: 03.11.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.