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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Dom Pedro II
Praça da Bandeira
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Saída para o ramal da Marítima: Marítima
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Saída para o ramal de São Diogo: São Diogo
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CLIQUE SOBRE O MAPA ACIMA PARA VER AS LINHAS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO POR VOLTA DE 1955
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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E. F. Dom Pedro II (1858-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1997)
Supervia (1997-2013)
DOM PEDRO II
(ex- ESTAÇÃO DO CAMPO, ESTAÇÃO DA CORTE)
Município de Rio de Janeiro, RJ
Linha do Centro - km 0   RJ-1364
    Inauguração: 1858
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: de 1936 a 1943
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: Estação do Campo, Estação da Corte. Todos esses foram nomes da estação hoje chamada de Dom Pedro II, mas popularmente chamada de Central do Brasil. Na verdade, a Estação da Corte ficava no Campo da Aclamação. Sim, o nome da ferrovia, esta desaparecida em 1975, acaba sendo o nome informal da estação, e ainda resiste a todas as mudanças da sociedade à sua volta. Foi nome de filme que até concorreu ao Oscar. Teve um prédio construído em 1858 para inaugurar a linha - claro, com a presença do Imperador que lhe emprestaria o nome apenas anos

ACIMA: Estação do Campo em seus primeiros anos (Litografia: original da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro). ABAIXO: Foto aérea tomada por volta de 1930 mostrando que a estação ficava em posição diagonal à avenida (posteriormente alargada em toda a sua extensão) e à frente do Campo de Santana. As plataformas eram perpendiculares à fachada da estação e cobertas por um telhado comprido e largo (Acervo Biblioteca Nacional).
mais tarde (mais precisamente, em 2/12/1925). Foi reformado anos mais tarde - teve a parte central do edifício reconstruída em 1871. Em 1879, Pereira Passos afirmava que ainda se estavam por fazer duas alas laterais, o aumento da coberta sobre as plataformas de passageiros e uma outra coberta igual a essa para o serviço
ACIMA: Interior da estação de Dom Pedro II em 1913 (Autor desconhecido).

especial dos trens de subúrbios. O prédio recebeu o nome de Dom Pedro II em 1925, ano do centenário do nascimento do Imperador. Foi finalmente demolido no início dos anos 1940, quando se entregou o prédio atual (1943), que além de estação, ainda servia de escritórios para a E. F. Central do Brasil, mais tarde para a RFFSA. Em fevereiro de 1938, com a inauguração da eletrificação da linha da Central até Belém (Japeri), e com as obras de construção do edifício da estação atual, manteve-se apenas estes trens partindo da estação. Os trens a vapor passaram a partir da estação de Alfredo Maia (Jornal do Brasil, 28/1/1938). Apenas no dia 14 de junho de 1941, todos os trens voltaram a sair da plataforma da nova estação ainda inacabada (Folha da Manhã, 7/6/1941). Veja mais sobre isto na reportagem deste dia. O Rio de Janeiro teve várias ferrovias saindo da

AO LADO: A morte de um estudante em conflito na estação em maio de 1955 (Folha da Manhã, 5/5/1955)
mesma região onde hoje está a Dom Pedro II, mas somente esta resistiu: as outras, Barão de Mauá, Alfredo Maia, Francisco Sá, que serviram à velha E. F. Leopoldina, à linha Auxiliar... todas foram fechadas. Tudo foi centralizado na primeira delas, que até hoje vê sair os trens metropolitanos para Japeri, a antiga Belém, para Paracambi, a antiga Tairetá, para Vila Inhomerim, a antiga Raiz da Serra... o movimento de trens ainda é muito grande, mesmo depois do desparecimento dos que seguiam para São Paulo, para Belo Horizonte, para Campos e Vitória, para Salvador, para Três Rios e centenas de outras cidades pelo Brasil afora, linhas que foram - dizem alguns - criminosamente suprimidas em favor de interesses outros. De qualquer forma, mesmo sem os seus passageiros engravatados e formais, hoje com os seus passageiros simples e nada informais, sem a limpeza de outrora, ela ainda ostenta uma majestade digna de seu nome. LEIA AQUI SOBRE ACIDENTE OCORRIDO EM 1927 JUNTO À ESTAÇÃO DE PEDRO II (Revista da Semana, 1/10/1927).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Jorge A. Ferreira; Marco Giffoni; Revista da Semana, 1922, 1927 e 3/8/1929; Jornal do Brasil, 1938; Folha da Manhã, 1941 e 1955; EFCB: Relatório anual, 1925; Biblioteca Nacional; Benício Guimarães: 50 anos de eletrificação da EFCB, 1987; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação original de 1858... (foto cedida por Marco Giffoni)

...foi se modificando com o tempo... (Foto do livro de Benício Guimarães - 50 anos de eletrificação da EFCB, 1987)

...entrando no século XX mais ampliada ainda... (Foto cartão postal)

Nas plataformas da estação em 1922, multidão na chegada do então Presidente do Estado de São Paulo, Washington Luiz. Revista da Semana, 1922

...convivendo algum tempo com o enorme prédio em construção que a ia substituir... (Foto do livro de Benício Guimarães - 50 anos de eletrificação da EFCB, 1987)

...que é o que está lá hoje (2003)... (Autor desconhecido)

...com um pátio ferroviário bastante grande para conseguir comportar todas as linhas. (Autor desconhecido)
   
     
Atualização: 11.10.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.