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Indice de estações
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Mangueira
São Francisco Xavier
Rocha
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CLIQUE SOBRE O MAPA ACIMA PARA VER AS LINHAS NO MUNICÍPIO
DO RIO DE JANEIRO POR VOLTA DE 1955
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 1998
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E. F. Dom Pedro
II (1861-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervia (1996-) |
SÃO
FRANCISCO XAVIER
Município do Rio de Janeiro, RJ |
| Linha do Centro - km 5,880 (1928) |
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RJ-1508 |
| Altitude: 16 m |
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Inauguração: 1861 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: Primeira
linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889
passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de
todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação
Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando
Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais,
atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco
e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura
Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram
Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída
foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro
lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro
acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto
foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando
o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final
se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até
Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste
Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam
os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo
Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os
respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém,
havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro
Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio.
Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente,
entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996,
restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira
ainda existe... para trens cargueiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de São Francisco Xavier foi aberta em 1861. Daqui saíram
por muitos anos as linhas da Linha Auxiliar,

ACIMA:
Duas fotografias do grande desastre envolvendo um trem de subúrbio
da Central e um outro (misto?), prefixos respectivamente SD-51 e SM-37,
em 1935, na estação de São Francisco Xavier,
por avanço no sinal em Mangueira pelo maquinista do último.
A revista chamou a matéria (de capa) como "O Comboio Sinistro",
acidente este que, apesar de ter sido realmente uma "carnificina",
como escreveu em reportagem sensacionalista, foi esquecido pela história.
A reportagem mostrava fotografias de cadáveres esmagados e
de outras cenas realmente chocantes em diversas páginas. Após
o acidente, houve depredação da estação
e também na de Dom Pedro II ("Comboio Sinistro",
A Noite Illustrada, 17/10/1935 - acervo Daniel Gentili). ABAIXO: Mapa
(não está com o norte para cima) que, com ruas com nomes
diferentes dos atuais e algumas que desapareceram, mostra o começo
da linha Auxiliar na estação de S. Francisco Xavier,
inclusive com uma estação própria da Auxiliar
(a que está em vermelho ou a pequena na ponte de um ramal?).
Em 1905 isso mudou com a construção da estação
Alfredo Maia.
originalmente
Melhoramentos, antes de ser construída e aberta a estação
de Alfredo Maia, em 1905. Havia duas estações
em São Francisco Xavier - uma da Central e outra da
Leopoldina. "É difícil para nós, cariocas, imaginarmos
que os trens da Auxiliar partiam de São Francisco Xavier até
Triagem e enfim seguiam pelos trilhos

ACIMA: O ano era 1908. Muita gente e muitos automóveis
(coisa raríssima na época) recepcionam o Presidente
Affonso Penna na estação de São Francisco Xavier,
onde ele deixou o carro da Central e embarcou num carro da Leopoldina
que o levaria a Petrópolis pela linha do Norte. A Leopoldina,
nessa época, ainda chegava a esta estação, antes
da abertura da Praia Formosa. Reparem na imensa vegetação
no local: parecia uma estação rural (O Malho, 7/5/1908).
da Auxiliar, bem antes da criação da estação Barão de Mauá.
O mais aceitável e possível trajeto seria pelas possíveis ruas que
cobriram os trilhos: Santos Mello e Licínio Cardoso. A distância
entre as duas estações é de mais ou menos 800 metros" (Anderson
Souza, 30/4/2009). Também partia dessa estação,
até 1909, ano de abertura da Praia Formosa, a linha
da Leopoldina para Petrópolis (Linha do Norte).
Na primeira década do século XX foi construído
um novo prédio para a estação (Memória
Histórica da EFCB, 1908, p. 509). Em 1935, a estação
foi depredada por populares após um horrendo desastre ocorrido
em sua plataforma. Hoje a estação, já em prédio
mais moderno, é uma das estações de trens metropolitanos
da Supervia.
(Fontes: Carlos Latuff; Daniel Gentili; Anderson Souza;
Ignacio Ferreira; Philip Doyle; J. Costa; O Malho, 1908; A Noite Illustrada:
Comboio Sinistro, 1935; Revista da Semana, 1906; Arquivo Publico do
Estado de São Paulo; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de
Comunicação, 1928; Manuel Fernandes Figueira: Memória
Histórica da EFCB, 1908; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação em 1906. Esta é da EFCB. Revista
da Semana, 28/10/1906 |

A estação da Leopoldina em 1908. Autor desconhecido |

A estação da EFCB por volta de 1910. Autor desconhecido.
Cartão postal. acervo Philip Doyle - Editor: J. Costa |
Plataforma da estação de São Francisco
Xavier nos anos 1950. Acervo Arquivo Publico do Estado de São
Paulo |

Plataforma da estação em 01/2004, com o trem da
Supervias com propaganda da Coca-Cola. Foto Carlos Latuff |

A estação em 2006. Foto Ignacio Ferreira |
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| Atualização:
04.10.2015
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