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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Maracanã
Mangueira
São Francisco Xavier
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Dom Pedro II (1869-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervia (1996-2011)
MANGUEIRA
Município do Rio de Janeiro, RJ
Linha do Centro - km 4,879 (1928)   RJ-1507
    Inauguração: 1869
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Mangueira foi aberta em 1869. Segundo Sérgio Cabral, desde 11 de maio de 1852, quando se inaugurou nas proximidades da Quinta da Boa Vista o primeiro telégrafo aéreo do Brasil, a elevação vizinha da Quinta era conhecida como Morro dos

ACIMA: Acidente na estação da Mangueira em 1916, onde "viraram diversos carros com passageiros, ficando feridas apenas duas pessoas" (Foto A Careta, fevereiro/1916).
Telégrafos
. Pouco depois, foi instalada ali perto uma indústria com o nome de Fábrica de Fernando Fraga, que produzia chapéus e que, em pouco tempo, passou a ser conhecida como "fábrica das mangueiras", já que a região era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que a "Fábrica de Fernando Fraga" mudasse para Fábrica de Chapéus Mangueira. O novo nome era tão forte que a E. F. Dom Pedro II batizou de Mangueira a estação de trem inaugurada em 1869. A elevação ao lado da linha férrea também começou a ser chamada de Mangueira, enquanto o antigo nome de Telégrafos permaneceu para identificar

ACIMA: O morro da Mangueira e à sua frente a linha da Central com o trem de subúrbios passando, em foto de 1977 (Revista VEJA, 30/3/1977).

TRENS - Os trens de subúrbios param nesta estação desde 1859 até hoje. Ao lado, o trem metropolitano da Supervia, que fazia o percurso Pedro II-Japeri em 2009. Veja aqui horários em 19xx. Pararam os trens de subúrbio da Central e RFFSA e param hoje os subúrbios Pedro II-Japeri. (Guias Levi).
apenas uma parte do morro. Em 1937, perto da estação, foi inaugurada uma subestação elétrica quando da abertura do primeiro trecho eletrificado da Central. Segundo José Emilio C. Buzelin, a numeração das subestações seguia a ordem a da estação Dom Pedro II, na eletrificação da linha tronco da Central, que tem seu início em 1937 a partir de Mangueira, onde está a primeira. A EFCB eletrificou a malha dos subúrbios do Grande Rio de 1937 a 1943; a serra do Mar, em 1949 e a extensão Barra-Três Rios e Barra-Volta Redonda, no final dos anos 1950, com o intento de preparar o caminho para o que seria o prolongamento da eletrificação até SP e MG, o que nunca ocorreu. Embora a eletrificação tenha sido eliminada nos anos 1970 e 1990, não o foi no trecho dos subúrbios do Rio, onde ainda existe. A estação hoje está pintada de verde e rosa, certamente por causa das cores da escola de samba do mesmo nome.
Fontes: Anderson S. Novaes, 2007; José E. Buzelin; Chico Nelson; Manchete, 1984; A Careta, 1916; VEJA, 1975-77; Revista da Semana, 1937; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Guias Levi, 1932-80; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

À esquerdo, o Presidente Getúlio Vargas na estação de Mangueira, em 1/1937, inaugurando o primeiro trecho da eletrificação da EFCB; acima, o trem elétrico e o a vapor no pátio da estação, no mesmo dia. Revista da Semana, 01/1937

A estação da Mangueira em foto da revista VEJA publicada na edição de 12/2/1975. Seria a mesma estação de hoje? Foto Chico Nelson

O compositor Cartola na plataforma da estação de Mangueira em foto de 1984. Revista Manchete

A estação da Mangueira em 03/2007. Foto Anderson

A estação não aparece, está do outro lado do trem; as linhas são, da direita para a esquerda, a que segue para Santa Cruz e Japeri (onde está o trem), depois a que vai para Saracuruna e Belfort Roxo, depois as duas linhas métricas utilizadas pela FCA. Foto Anderson, 03/2007

Uma das plataformas da estação de Mangueira em 2010. Autor desconhecido
   
     
Atualização: 03.04.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.