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E. F. Dom Pedro
II (1878-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervia (1996-2012) |
SANTA
CRUZ
Município do Rio de Janeiro, RJ |
| Ramal de Mangaratiba - km 54,774 (1928) |
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RJ-1466 |
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Inauguração: 02.12.1878 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Angra, posteriormente chamado de ramal de Mangaratiba, foi inaugurado
em 1878, partindo da estação de Sapopemba (Deodoro) até o distante
subúrbio de Santa Cruz. Somente foi prolongado em 1911 até Itaguaí,
e em 1914 chegou a Mangaratiba, de onde deveria ser prolongado até
alcançar Angra dos Reis, onde, em 1928, a E. F. Oeste de Minas havia
atingido com sua linha vinda de Barra Mansa. Tal nunca aconteceu,
e o ramal, com trechos belíssimos ao longo da praia, muito próximo
ao mar, transportou passageiros em toda a sua extensão até por volta
de 1982, quando foi desativado. Antes disso, em 1973, uma variante
construída pela RFFSA e que partia de um ponto próximo à estação de
Japeri, na Linha do Centro, permitia que trens com minério alcançassem
o porto de Guaíba, próximo a Mangaratiba, encontrando o velho ramal
na altura da parada Brisamar. A variante, entretanto, deixava de coincidir
com o ramal na altura da ponta de Santo Antonio, onde desviava para
o porto; com isso, em 30/06/1983, o trecho original entre esse local
e Mangaratiba foi erradicado e os trens passaram a circular somente
entre Deodoro e Santa Cruz, de onde voltavam. Hoje, esse trecho ainda
é usado pelos trens de subúrbio, o trecho entre Santa Cruz e Brisamar
está abandonado e o restante, Brisamar-porto, é utilizado pelos trens
de minério apenas. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Santa Cruz foi inaugurada em 1878 e permaneceu até
1911 como ponta de linha do ramal. Em 1902, a EFCB informava que "a
estação dava correspondência com o ferro-carriol
de Santa Cruz a Itaguaí e ferro-carril e navegação
Santa

ACIMA: A estação de Santa Cruz em 1881
(Colecção de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º,
1881).
Cruz" (Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume,
Imprensa Nacional, 1902) - provavelmente duas linhas de bonde
na época, antes da abertura do prolongamento do ramal, pelo
menos. Somente em 1911 foi aberto o trecho seguinte até Itaguaí
e que em 1914 foi prolongado até Mangaratiba, seu ponto
final. Embora houvesse planos de encontrar a linha da E. F. Oeste
de Minas -

ACIMA: Trilhos na Rua do Império se dirigindo ao
antigo Hangar de Zepellins em Santa Cruz. ABAIXO: Trilhos saindo para
Mangaratiba, linha desativada desde os anos 1970 (Fotos Julio Cesar
da Silva, 2009).

depois RMV - em Angra
dos Reis, este trecho nunca foi construído. A eletrificação
implantada na Central do Brasil atingiu Santa Cruz nos anos
1940 e daí nunca passou. Portanto, os trens de subúrbio
chegavam até esta estação e dali prosseguiam
para Mangaratiba puxados por locomotivas a vapor, e a partir
dos anos 1950, por diesels. Este deve ter sido um dos motivos do fim
do Macaquinho, apelido do trem que ia de Santa Cruz
a Mangaratiba, nos anos 1980. De Santa Cruz saía
o ramal do Matadouro, que ficava dali a

ACIMA: Pátio da estação de Santa Cruz. ABAIXO:
Trens da Supervia na estação de Santa Cruz (Fotos Julio
Cesar da Silva, 12/2009).
curta
distância, mas que o trem também atendia. Saía
também da estação de Santa Cruz um ramal
para a base aérea para os Zeppelins, contruído por volta
de 1934. Este ramal foi feito para a construção do hangar,
mas continuou por algum tempo para

ACIMA: O hangar dos Zeppelins ainda funcionando
em 1936. Segundo algumas fontes, o dirigível ao fundo é
o Hindenburg, incendiado no ano seguinte. Também segundo essas
fontes, esse seria o único hangar para este uso ainda existente
no mundo (Autor desconhecido).}
transportar os passageiros que chegavam pelos dirigíveis
para o centro do Rio em carros de primeira classe. Hoje o ramal
está desativado e ainda dele sobram resquícios, mas
a base aérea continua existindo, não para zeppelins,
claro.
(Fontes: Alexandre Fernandes Costa; Julio Cesar da
Silva; Tibor Jablonski; Jorge A. Ferreira; Marco Giffoni; ___: Colecção
de 44 vistas photográphicas da Estrada de Ferro Pedro 2º, 1881; Estrada
de Ferro Central do Brasil, 2o volume, 1902; Max Vasconcellos: Vias
Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapa - acervo R. M.
Giesbrecht) |
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A estação de Santa Cruz em 1908. Foto cedida por
Marco Giffoni |

A estação nos anos 1950. Foto Tibor Jablonski |

A estação de Santa Cruz em 2002. Foto Jorge A.
Ferreira |

A estação, bastante diferente, em 2004. Foto Alexandre
Fernandes Costa |
A estação, bastante diferente, em 2004. Foto Alexandre
Fernandes Costa |
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| Atualização:
19.02.2012
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