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E. F. Dom Pedro
II (1871-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996) |
VOLTA
REDONDA
Município de Volta Redonda, RJ |
| Ramal de São Paulo - km
144,482 (1928) |
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RJ-0447 |
| Altitude: 374 m |
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Inauguração: 16.09.1871 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: Em
1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do
Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo
da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em
12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Volta Redonda foi aberta em 1871 no primeiro trecho aberto
do ramal de São Paulo.
Não consegui uma foto da estação original, mas
sim da que veio depois.
Tudo foi supostamente demolido. As fotos abaixo sugerem
alguma explicação. Está hoje tudo dentro da usina
da CSN, construída na primeira metade dos anos 1940.
ACIMA:
Ao fundo, a estação de Volta Redonda em 1905. Seu estilo
parecia ser o de diversas outras estações da Dom Pedro
II abertas nessa mesma época: Porto Novo, Simplicio, Engenheiro
Passos, Juparanã, Cachoeira Paulista (Revista da Semana, 6/8/1905).
| O escritor e historiador
cearense José Capistrano de Abreu viajava por todo o
Brasil visitando seus amigos. Em abril de 1905 esteve, ou pretendia
estar, numa fazenda em Volta Redonda. Uma das raras referências
que se faziam a Volta Redonda, local deserto antes da siderúrgica:
"Sexta-feira, 21, pretendo seguir para Volta Redonda,
fazenda do Dr. Peixoto, onde ficarei até domingo. (...) Ponte
Alta, 17-4-1905" (carta a Pandiá Calógeras). |
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À DIREITA:
A Estação de Volta Redonda localizava-se no estado do Rio
de Janeiro e pertencia em 1898 ao município de Barra Mansa.
Era servida pela E. F. Central do Brasil - Ramal de São Paulo,
por onde eram expedidas as malas postais (Márcio Protzner,
23/3/2009).
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AO LADO: Acidente na estação
em 1939 (O Estado de S. Paulo, 22/1/1939).
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(Fontes: Osmary Avelar;
Braz de Oliveira Coura; Max Vasconcellos, 1928; Antonio Gorni; Wanderley
Duck; Carlos Latuff; Simone Viana; Juliana Luscher;
O Estado de S. Paulo, 1939; Revista da Semana, 1905; José
Honório Rodrigues: Correspondência de Capistrano de Abreu, volume
1, Rio de Janeiro, 1954; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação em 12/02/1943. Foto Braz de Oliveira
Coura, cedida por Osmary Avelar |

A estação em 1944, no início da demolição.
Foto Braz de Oliveira Coura, cedida por Osmary Avelar |
A antiga estação, demolida em 1944. Foto de dezembro
de 1943, estraída de uma propaganda da Esso |

Durante a construção da usina da CSN, anos 1940,
o armazém de cargas aparece ao fundo. A estação
estaria à direita, mas mais ao fundo, fora da fotografia.
Foto cedida por Antonio Gorni |

Aqui, em 1972, o armazém aparece à esquerda, no
limite da foto, e a estação, no lado oposto da
linha, um pouco acima, pouco visível. Foto Wanderley
Duck |

Um pouco abaixo do centro da foto, o armazém de cargas,
em 2003. A estação já tinha sido demolida.
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O armazém em 2008 Foto Carlos Latuff, para o estudo das
arquitetas Simone Viana e Juliana Luscher para o IPHAN |
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| Atualização:
20.05.2017
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